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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE VIANA DO CASTELO - FREGUESIA DE VILA DE PUNHE |
Informação Sumária
Padroeira:
Santa Eulália.
Habitantes:
2862 residentes e +/-
500 ausentes; 2176 eleitores em 10-12-2007.
Tradições festivas:
S. Sebastião, Santo António e Santa Eulália (Julho) e Senhora das Neves (5 de
Agosto), com o Auto da Floripes.
Valores Patrimoniais:
Casas brasonadas e abrasileiradas, cruzeiro do Senhor da Saúde, Mesa dos Abades,
Citânia de Roques, ruínas da casa dos Espina Velasco.
Aspectos
turísticos:
Casa da Torre das Neves, da Bouça e da Portela.
Gastronomia: Sarrabulho, Cozido à portuguesa,
arroz doce e
rabanadas.
Artesanato: Arte floral, latoaria, funilaria e
tanoaria.
Colectividades: Neves Futebol Clube, Centro
Recreativo e Cultural de Neves, com o jornal "Amanhecer das Neves", e Grupo
Juvenil.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Vila de Punhe, do concelho, distrito e diocese de Viana do Castelo, da província
do Minho, é uma das vinte freguesias de entre Lima e Neiva. Fez parte das Terras
e Julgado de Neiva, do termo de Barcelos até 1835, ano em que foi inserida no
Julgado de Viana, embora o concelho, com área semelhante à de hoje, date
de 1836. A desanexação da arquidiocese de Braga deu-se a 3 de Novembro de 1977.
Situa-se a cerca de 5 km da margem esquerda do rio Lima, de 10/12 a SE da sede
concelhia e de 20, 40 e 70 das cidades de Barcelos, Braga e Porto,
respectivamente, e de 62 da fronteira de Valença do Minho.
Com uma área de 6,7 km2, a sua densidade populacional era de 345
habitantes por km2 em 1991, o que significa que apenas progrediu 1%
em relação à década anterior, ou seja, não excedeu as três dezenas de pessoas, e
nos dez anos subsequentes pouco mais aumentou.
Abrigada das correntes aquilonais pelo Monte Roques ou Santinho (268 - 271m de
altitude) ladeiam-na, nos extremos Este e Oeste, as elevações do Outrelo e
Milhões e é repartida, de Norte a Sul, pela crista ondulatória da Chasqueira (74
m) — Fonte da Algueira — Infia.
De
natureza granítica, xistosa e argilosa, só nos vales, bastante protegidos, os
fortes e retalhados terrenos falam, pela diversidade de árvores e culturas, das
potencialidades já pouco aproveitadas.
Atravessam-na, de Poente para Nascente, a via medieval ou antiga Estrada Real 4,
na base do monte referido; a actual 308/305, a Sul da primeira; e o
caminho-de-ferro (linha do Minho), a Sul desta.
É limitada, do Oeste, pelas freguesias de Alvarães e Vila Fria; do Norte, pelas
de Vila Franca e Subportela; do Leste, pelas de Mujães e Barroselas; e do Sul,
pelas de Alvarães e Fragoso (Barcelos).
RESENHA HISTÓRICA
Achados arqueológicos como os do lugar do Rexio, marcas ofídicas, lendas e
alguma toponímia, levam-nos até ao então indefinido povoado da Idade do Bronze
(1000-450
a.C.).
No entanto, a denominação “Villa de Punia” arrasta-nos para os primeiros séculos
da nossa era e diz-nos que as comunidades agrícolas romanas estiveram na base
desta estrutura habitacional organizada desta localidade.
Documentos do século XIII (Inquirições de 1220 e de 1258),
designando-a por “Parochia de SAncte Ovaye de Villa de Punia” ou de “Villa de
Pugna”,
referem expressamente os reguengos régios
divisados, as searas, e 17
casais, citando a terra como a base
substancial das ainda poucas e limitadas famílias de rendeiros e seus senhores.
Era esta ainda a forma de viver no século XIV quando, nas terras
de Aguiar de Neiva, se achava a “Ecclesia
de
Sancte
Eovaiie
de
Villa
de Pugno”, que pagava 70 libras, e no século XV,
como refere o “Livro de recebimento.., das
colheitas, e dízimos
das searas e morturas”, 619 réis e 4 pretos, em
dinheiro corrente com morturas , e de searas 162 réis e meio.
São do século XVI as primeiras referências abertas acerca da emigração para o
Brasil. Este fenómeno contribuiu para a construção ou aperfeiçoamento dos belos
e equilibrados palacetes
(dos séculos XVI – XX), como as Casas da Torre das
Neves, da Portela, do Monte, do Carmo, do Bonfim, dos Arrais, do Cruzeiro e
outras.
Se tivermos em conta que existiam 115 fogos em
1706 e 412 no ano de 1890, e que as crises agrícolas foram várias e
destruidoras, melhor se compreenderá a intensificação do fenómeno migratório
interno e para o exterior, bem como o surgir de técnicas agrícolas mais
aperfeiçoadas e experimentação de novas sementes.
É também a época
da
proliferação de pedreiros e canteiros, mestres na construção e na modelagem de
granito, almocreves e feirantes.
Recordam esta época a igreja paroquial (1770, e remodelada em 1929),
e
o cruzeiro do
Senhor da Saúde (1817), evocativo das invasões francesas.
Do início deste século, de entre as muitas vivendas que ainda nos recordam o
Brasil, e que se encontram disseminadas pela freguesia, destaca-se, pela
monumentalidade, o palacete Norton Arrais, nas Neves.
Actualmente com estruturas sociais e educacionais relevantes, muito abandonadas
as terras, o comércio e a indústria, aliadas à emigração europeia, marcam,
profundamente, o ritmo de vida da gente de Vila de Punhe.
Inventário do Património Arquitectónico
Em
http://www.monumentos.pt
Informações
detalhadas acerca de:
►
Casa da Torre das Neves /
Casa da Torre de Nossa
Senhora das Neves
(Fontes consultadas: Dicionário
Enciclopédico das Freguesias, Vila de Punhe das origens à actualidade,
Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo).

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