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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE VIANA DO CASTELO - FREGUESIA DE SANTA MARTA DE PORTUZELO

►
Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo
Rua do
Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo
4925-179
Santa Marta de Portuzelo
Abílio da Assunção Oliveira e Costa (Director)
Telef: 258 830
060 / 258 830 356
Festas - Cortejo
Etnográfico
A
Romaria de santa Marta de Portuzelo tem, no Cortejo Etnográfico, uma
inquestionável consagração pública. Do Programa da festa constam diversos
números, todos eles cheios de simbolismo, desde a decoração da Igreja Paroquial,
realizada por mãos de fada, das mulheres Santamartenses, até ao estoirar do
último foguete, tudo materializado num único sentido, o de mostrar o que há de
mais belo e puro nesta terra que nos viu crescer.
Mas voltemos aos Cortejos
Etnográficos, outrora designados por “Paradas Agrícolas”, constituem hoje, a par
da Procissão de Santa Marta, um número do Programa que mais visitantes traz a
esta localidade, daí, o especial cuidado que a Comissão de festas coloca neste
programa, não se poupando esforços de cada vez mais valorizar a amostragem dos
usos e costumes do Povo de Santa Marta de Portuzelo.
Desfilaram pela primeira vez, nesta
Freguesia, na década de trinta, integrado nas Festas das Colheitas que tinham
como Patrono Santo Isidoro e como grande dinamizador o Padre António Gonçalves
da Torre. De princípio, as paradas eram uma demonstração das diversas fainas
agrícolas, depois passou a integrar os diversos tipos de artesanato, hoje
englobam esses temas e, ainda, o desporto e parte cultural, é a forma encontrada
de tornar vivas as “coisas” do passado e delas recebermos as correspondentes
mensagens e transmiti-las à nossa juventude.
Em 1944 e já sob a orientação do Dr.
Sousa Gomes, o Cortejo mudou um pouco o seu figurino e começou a introduzir
também desfiles de Traje endo passado a integrar representações de outras
Freguesias da orla marítima, Areosa, carreço e Afife, mas foi em 1945 que atigiu
o seu ponto mais alto, não só pela amostragem dos usos e costumes de Santa
Marta, mas também pelas representações das seguintes Freguesias: Areosa,
Cardielos, Vila franca, Carreço, Darque, Lanheses, Outeiro, Perre, Serreleis,
Subportela, Vila Mou, Amonde.
Hoje, os Cortejos Etnográficos estão
perfeitamente enraizados no Programa das festas de Santa Marta e restringem-se
exclusivamente aos usos e costumes, aos artesanato e muito especialmente à
divulgação dos nossos trajes. Estamos conscientes de que os temas apresentados
são comuns a toda a Ribeira Lima mas com pequenas variantes, por vezes,
imperceptíveis aos leigos.
No corrente ano (2003), o Cortejo
Etnográfico teve como tema “O Povo que somos” e desenvolveu-se à volta de três
quadros:
Quadro 1 – As Nossas Festas.
Quadro 2 – Santa Marta de Portuzelo,
Símbolos e Tradições.
Quadro 3 – Santa Marta de Portuzelo,
na Artes e nas Letras.
No ano de 2001 iniciou-se um novo
ciclo nas Festas de Santa Marta com a criação dos Cortejos Nocturnos, ocupando o
dia e o Horário dos extintos espectáculos de variedades, a crítica foi bastante
favorável, mas reconhecemos que, ainda, estamos no início e há muito a melhorar,
especialmente no que diz respeito à luminotécnica dos próprios carros do
Cortejo, o que, naturalmente, melhorará com o tempo.
Uma palavra de apreço para os homens
e mulheres de Santa Marta que trabalham no desenvolvimento dos diferentes
quadros que compõem os nossos Cortejos, a começar pela Comissão que dá o mote e
coordena os Cortejos, aos 686 figurantes (cortejo de 2002) que se disponibilizam
gratuitamente para que na hora certa tudo funcione. Este espectáculo é o que
leva maior número de figurantes, a par da majestosa Procissão de Santa Marta, é
o que atrai maior número de visitantes, não fossem os cortejos o espelho que
reflecte a genuinidade dos usos e costumes das gentes de Santa Marta.
Fica o convite a todos os estimados
amigos. A segunda semana de Agosto é de Festa em Santa Marta. Constate você
mesmo o que há de mais belo e puro nesta terra da Ribeira Lima.
Francisco
Sá
►Centro Paroquial e Social de Santa
Marta (Infantário,
Centro de Dia, Apoios, Desporto, Movimentos,
Catequese)
Avenida
Comendador Parente Ribeiro
4925-179
Santa Marta de Portuzelo
►
Grupo de Bombos de Santa Marta
Rua de Santa Marta
4925-104
Santa Marta de Portuzelo
Este Grupo nasceu em finais do ano
de 1980. Actualmente conta com vinte elementos e, quando necessário,
duplica ou triplica conforme as necessidades. A deslocação de maior envergadura
foi à
França,
à região de Lyon.
Várias vezes esteve em Espanha
e tem percorrido Portugal de lés a lés. O Presidente do Grupo de Bombos é o
Senhor Manuel Cancelo.
►Associação Cultural e Desportiva de Santa
Marta
Sede: Casa
do Povo
Rua de
Santa Marta de Portuzelo
4925-104
Santa Marta de Portuzelo
Era o dia um de Setembro de
1976. Nessa noite, na sede da Junta de Freguesia, um numeroso grupo de
santamartenses, na sua maioria jovens, reunidos em Assembleia Geral, fundava a
Associação
Cultural e Desportiva de Santa Marta de Portuzelo e aprovava os seus estatutos.
Aos três dias de Outubro de 1977,
no Cartório Notarial
de Ponte de Lima, era registada oficialmente, mediante escritura pública, sendo
seus outorgantes José Magalhães, indiscutivelmente a alma da Associação nos
primeiros tempos, José Ferreira, José Soares, António Arieira, José
Evaristo, José Carvalhido Videira, Noé Rocha, António Carvalhido, Avelino
Passos e Albano Dias, e aos catorze dias de Janeiro de 1978 a Assembleia Geral
de Sócios aprovava o seu primeiro Regulamento Geral Interno, após uma longa maratona de reuniões
preparatórias do seu núcleo fundador, realizadas nas casas do
Luís
Gonzaga, do José Ferreira ou
na seda da Junta. Era o
culminar de um longo processo e a concretização de um sonho que vinha de antes
do 25 de Abril mas que começara a ganhar forma sobretudo nos anos quentes da
Revolução. Por isso, a Associação é, pode dizer-se, uma conquista de Abril.
Ao longo do Séc. XX, Santa Marta
nunca fora propriamente uma freguesia acomodada. Bem pelo contrário. Viveu
apaixonadamente os anos conturbados da 1ª República, período onde a luta
político-religiosa em Santa Marta foi de tal modo acesa que não escapou ao
registo da imprensa da época em episódios que fariam as delícias de um romance
histórico. Atravessou os anos da Ditadura, ensaiando o cooperativismo e o
associativismo, experimentando o teatro e a revista, jogando futebol, primeiro
no campo de Samonde, no tempo dos “pernicas” e dos denominados”criminosos”, e,
mais tarde, no campo da Ínsua em tardes de maré cheia, empolgando-se com o
folclore sob a maestria do Dr. Sousa Gomes, durante as décadas de 40, 50 e 60,
desafiando o regime por altura dos actos eleitorais.
Terminado o período tutelar do Dr.
Sousa Gomes, com o fim do Grupo Folclórico, um imenso vazio se apoderou da
freguesia. Até que, em finais de 71, surge o grito de liberdade da Lista B ao
vencer as eleições autárquicas de Outubro contra os candidatos do regime. E
menos de um ano depois, Santa Marta engalanava-se de novo, retirava das arcas os
seus melhores fatos e assistia ao renascimento do seu Grupo Folclórico, sob a
direcção de Abílio Costa, continuando a ser o seu ex-libris fora de portas. E o
interesse pelo desporto renascia também. Os jovens começavam a movimentar-se. E
em 31 de Dezembro de 72 tinha lugar a 1ª Corrida de S. Silvestre de Santa Marta.
Nascida no auge do movimento
associativo que percorreu o país no pós-25 de Abril e que testemunhou o desejo
de participação e intervenção activa dos jovens na vida comunitária, a história
da Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta de Portuzelo é um exemplo de
perseverança
e de crença nos princípios do associativismo.
Apoiada, desde o início, pela Junta
de Freguesia, primeiro durante o longo consulado da presidência de Luís Gonzaga,
também ele um dos seus fundadores, que tudo fez, desde a aquisição de terreno às
tentativas para a construção de sede e instalações próprias, e, depois, pelos
executivos de Carlos Antunes e Hermenegildo Costa, a Associação está sedeada na
Casa do Povo desde os finais da década de oitenta, mercê da boa cooperação que
tem existido por parte da sua actual Direcção.
Ao logo destes vinte e sete anos,
indiferente aos obstáculos e incompreensões que lhe foram surgindo, a Associação
foi sempre um espaço de liberdade e iniciativa. Promoveu o atletismo, o
andebol, o minibasquetebol, o futebol, o ténis de mesa, o cicloturismo, a pesca
desportiva, o karaté. Pelas S. Silvestre de Santa Marta passaram, entre outros,
nomes grandes do atletismo nacional, como os irmãos Dionísio e Domingos Castro,
António Campos, José Negrão, Aurora Cunha, Albertina Dias, Rosa Mota e Manuela
Machado, que em Santa Marta fez a primeira corrida da sua brilhante carreira de
atleta. E em 1993 a Associação ganhava a Taça da Associação de Futebol de Viana
do Castelo, com a família Araújo na Direcção da Associação e na secção de
futebol. Na cultura, fez e promoveu o teatro, organizou exposições,
espectáculos musicais, de convívio e de cinema, criou cursos de alfabetização
de adultos, levou a população de Santa Marta a desfrutar as belezas do Lima
através de passeios fluviais.
Hoje, a Associação atravessa de novo
um período de grande vitalidade, por mérito quer da sua Direcção, quer dos seus
associados, cujo número não pára de crescer. Apostada, com o apoio claro da
autarquia, em recuperar as instalações da Casa do Povo, a Direcção de Justino
Vieira procura criar condições em termos financeiros e de infra-estruturas tendo
em vista, a curto prazo, a prática regular de actividades desportivas e
culturais, objectivos que há vinte e sete anos presidiram ao acto de fundação da
Associação, e a sua transformação num espaço vivo de lazer, cultura e recreio.
Com regularidade, funcionam hoje as
secções de cicloturismo, de karaté, de futebol de 11 para veteranos, de futebol
de 5 no Pavilhão Municipal da Escola de Santa Marta e de folclore, com a Escola
de Folclore de Santa Marta, hoje com cerca de oitenta alunos, cujos responsáveis
vêm desenvolvendo, há dois anos a esta parte, um projecto pedagógico
extraordinário de ensino/aprendizagem das nossas danças e cantares e que conta
já assinaláveis êxitos dentro e além fronteiras.
Fiel ao espírito dos seus
fundadores, a Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta é hoje uma
realidade incontornável da freguesia, um espaço de intervenção cívica e de
exercício da cidadania e o seu papel assume uma importância cada vez maior face
à complexidade da vida das sociedades modernas e à emergência da cultura e da
civilização do lazer.
A.R.
Rua da
Quinta Velha
4925-179
Santa Marta de Portuzelo
Santa
Marta de Portuzelo, como sabemos, é conhecida tanto nacional como
internacionalmente pelos seus trajes muito coloridos, pelas suas cantigas muito
próprias e pelas suas danças muito características, enfim pelo seu folclore.
Corre
nas veias das suas gentes o gosto e o cultivo desta tradição que herdamos dos
nossos avós e bisavós e que o conhecido etnógrafo português Dr. Eduardo
Sousa Gomes tão bem soube recolher, preservar e deixar como herança para todos
nós.
Da mão deste Grande Homem, nasceram entre outros de
grande valor uma geração que também iria ficar bem patente e marcada para a
história do folclore desta terra. São eles o Senhor Agostinho Mendes e o Senhor
Isidro Palmeira.
Foi com eles que a geração seguinte aprendeu a cantar e
a dançar, em Santa Marta de Portuzelo e é graças a eles também que o folclore é
motivo de grande orgulho para todos nós Santamartenses.
O Senhor
Agostinho Mendes, pessoa de grande formação folclórica, gostou sempre de estar
juntas de crianças.
E foi com a sua reforma profissional que encontrou na
Escola Primária de Fonte Grossa de Santa Marta de Portuzelo, o local ideal para
transmitir às gerações de agora o gosto pelo nosso folclore.
Começou então juntamente com o Senhor Isidro Palmeira a
dedicar algum do seu tempo nos projectos de Área-Escola ensinando então uns
pequenos passos básicos para a aprendizagem do vira e das chulas.
Dia após dia, os alunos desta escola foram adquirindo o
gosto pelo folclore e mostrando vontade em aprender cada vez mais, já que não se
contentavam com os pequenos passos que lhes eram ensinados, mas queriam aprender
as danças famosas de Santa Marta que os seus pais e seus avós lhes
falavam.
Com uma turma no primeiro ano na Escola Primária de
Fonte Grossa-Santa Marta de Portuzelo, e durante os quatros anos de permanência
dos alunos desta turma na Escola tudo se fez – aprendeu-se a dançar e até a
cantar e até se fizeram pequenas actuações locais.
Chegados ao termo do 1º ciclo , os pais e professores fizeram para eles
uma festa de final de ano e de ciclo para a qual foram convidados o Senhor
Agostinho e o Senhor Isidro.
Foram distribuídas as prendas do final de curso, a todos os alunos presentes e
aos Senhores Professores. Era o dia da despedida para alunos para os
professores deste ciclo, e para os “Professores” do folclore.
O Senhor Agostinho Mendes estava muito contente por estas crianças terem
alcançado com êxito os seus estudos, mas também muito triste por os ver partir.
Muito comovido, olhou para a sua frente e verificou que não havia projecto
algum de continuidade para que estas crianças não perdessem para sempre aquilo
que lhes foi ensinado e de que tanto gostavam.
A Senhora Professora Gloria, então Professora destes alunos, para que este
trabalho não se perdesse, sugeriu que um Grupo de Pais desse continuidade a este
trabalho iniciado na Escola
Foi então que voluntariamente se ofereceram o Senhor Albano Martins,
o Senhor Domingos Brito e o Dr. Pedro Ribeiro pais de alguns dos referidos
alunos para levar por diante este Projecto de Folclore.
Convidaram os Senhores Agostinho Mendes e Isidro
Palmeira para abraçar este projecto, ao que estes de imediato se prontificaram,
além, claro, de dar o seu incondicional apoio ao projecto ainda existente da Área-Escola ligado ao Folclore.
Estávamos em Junho do ano de 2000 e convidamos todos os
pais e as crianças para no início de Setembro, início das aulas do 2º ciclo,
para uma reunião e um primeiro ensaio. Apareceram todos os que já participavam
no folclore – 22 crianças. Que bom foi vê-las de novo. O Senhor Agostinho
irradiava alegria.
Nós um pouco cépticos, pois surgimos de uma geração que sempre ouviu dos mais
velhos que em Santa Marta o que nascia morria logo ao nascer.
Foi marcado um segundo ensaio e qual não foi o nosso espanto verificarmos
que em vez das mesmas 22 crianças, com elas muitas mais vieram! Hoje são cerca
de 80.
Surgiu assim este projecto.
Foi feita uma reunião com o Senhor Noé Rocha, então
Presidente da Associação Cultural e Desportiva de Santa Marta de Portuzelo cujo
empenho foi determinante para que este projecto de folclore fizesse parte de uma
secção desta Associação.
Da direcção, o Senhor Albano Martins sempre viveu com o folclore, mas os outros
dois elementos, o Senhor Domingos Brito e o Dr. Pedro Ribeiro eram essenciais
para completar tal projecto.
Mais tarde foi convidado para completar esta Direcção o Senhor Eduardo Rocha,
também uma pessoa que sempre viveu com o folclore e que gosta muito da
nossa terra..
E assim nasceu a ESCOLA DE FOLCLORE DE SANTA MARTA DE PORTUZELO.
Continuar a aprendizagem das muitas danças e cantares de Santa Marta, sempre ao
som e ao ritmo da música gravada do nosso querido Grupo Folclórico de Santa
Marta de Portuzelo, o qual representa o máximo de etnografia desta nossa terra.
Pertencer a uma mesma facha etária era objectivo desta
Escola, e do mesmo modo todos os elementos participarem activamente nas
actividades da mesma, desde o cantar, tocar e dançar, o que se tem conseguindo.
Na música o nosso grande mestre da concertina, Germano Carreço, ofereceu-nos o seu apoio, para que, quem com ele quisesse aprender
estaria ali à sua inteira disposição e assim aconteceu.
Surgiram então para as concertinas o Paulo Vianinha
então com 14 anos de idade e o Miguel Vieira com 12 anos.
No acordeão a Cláudia Ferreira, o Rui Martins, o Pedro
Martins, a Ana Pereira, todos com idades entre os 11 anos e os 15
anos.
Na viola o Bonifácio Meixedo e o Diogo Rocha também com
13 anos de idade, o Rui Parente com 8 , tiveram como seu principal mestre o
Senhor Vasco Moreira.
Nos cavaquinhos o Carlos Lourenço e o Victor Guimarães.
A dança parecia-nos a tarefa mais fácil, já que as crianças existentes tinham
este como seu objectivo principal. Mas o facto de na Escola Primária
aprenderem o básico desta arte, com o que o Senhores Agostinho Mendes e Isidro
Palmeira tornou este percurso bem mais acessível..
Mas é objectivo desta Escola haver continuidade e estender o conhecimento da
nossa cultura popular a todos vectores que a compõem.
E assim todas as crianças aprendem a dançar os viras e
as chulas de Santa Marta de Portuzelo em todas as suas variantes..
Foram-lhes apresentadas todas as nossas cantigas e qual o nosso espanto ao
vermos surgir deste Grupo vozes tão belas que a todos fazem arrepiar.
A Sara Martins e a Elisa Martins respectivamente com 10
e 11 anos de idade, na Chula de Viana e Abaixa-Tó-Serra D’Arga respectivamente
nos faz lembrar nos seus velhos tempos a nossa querida Maria Rosa “Migalhas”.
A Renata
Freitas, com apenas 9 anos de idade a cantar “Todos me querem” é a herdeira
legítima da Cecília Lorça que tão bem a cantava e que tornou esta cantiga
conhecida a nível nacional. O Grupo Coral que surgiu desta Escola constituído
pelos seus elementos de tenra idade é de extrema beleza na forma como interpreta
as nossas cantigas de Santa Marta.
E assim, hoje, as cercas de 80 crianças que formam esta
Escola de Folclore, com idades compreendidas entre os 6 e os 14 anos, certamente
não deixarão morrer a nossa cultura etno-folclórica, cabendo-lhes a
responsabilidade de, quando crescerem, transmitirem aos seus filhos o que de tão
belo aprenderem da nossa cultura popular.
Vários
pedidos de espectáculos foram concretizados mais na expectativa de mostrar
aquilo que aprendemos,
em vez da espectacularidade do folclore no sentido mais
comum dos outros Grupos Folclóricos.
Foram adquiridos trajes para a maioria dos elementos, pois alguns deles possuem
os seus trajes próprios.
Foram também adquiridos instrumentos musicais, tais como
concertinas, acordeões, violas, cavaquinhos e ferrinhos.
Estas aquisições foram fundamentais pois permitiram aos elementos o conhecimento
integral dos trajes da nossa terra, bem como aos elementos mais vocacionados e
com ouvido para a musica a aprendizagem das nossas melodias musicais.
Evidentemente que tudo isto originou grandes custos, os
quais foram suportados pelas receitas de alguns espectáculos dados, pela boa
vontade das actividades comerciais locais, Junta de Freguesia de Santa Marta,
Comissão Fabriqueira, Câmara Municipal, Instituto Português da Juventude,
INATEL, Governo Civil e pela população de Santa Marta no geral que acarinhou e
incentivou este projecto.
Depois de todo o Grupo estar devidamente trajado foi dado a todos os elementos
com pormenor a história do traje que traz vestido.
No dia 3 de Fevereiro de 2002, a nossa Escola de Folclore, a nossa Escola de
Folclore apresentou uma tarde do traje com a prestigiosa colaboração do
Professor José Luís Oliveira, no Salão do Centro Paroquial de Santa Marta
foi apresentado traje a traje a sua história, a sua constituição, ficando os
presentes e propriamente os elementos da Escola do Folclore mais enriquecidos
com o conhecimento presenteado nesta tarde.
No dia 9 de Junho de 2002, para comemorar o 1º
Aniversário da Escola de Folclore de Santa Marta de Portuzelo, foi apresentado
um Festival de Folclore só para Grupos Infantis. Tivemos a presença de 6 grupos,
todos eles infantis, que nos deliciaram com as suas danças e cantigas muito
próprias de cada região donde originavam, perante um pavilhão completamente
cheio de assistência.
Participou no 1º Programa Televisivo-Olá Portugal, a ser
transmitido directamente da cidade de Viana do Castelo.
De 22 a 30 de Junho, a Escola de Folclore fez uma
deslocação à cidade alemã de Kiel, na qual representou o Folclore de Portugal
nas festas desta grande cidade Alemã, mostrando e apresentando, em pormenor os
seus trajes, nas danças e nas cantigas. Tiveram oportunidade de deliciar todos
os espectadores desta cidade com todo aquele colorido e riqueza dos seus trajes
e movimentação das suas danças e cantigas.
Recentemente, nos dias 19 e 20 de Dezembro de 2002,
todos os elementos que constituem esta ESCOLA DE FOLCLORE, fizeram uma
deslocação a Lisboa. Foi feita uma visita guiada à ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA,
sendo-lhes dada uma descrição muito pormenorizada sobre a história do PALÁCIO DE S.BENTO. Assistiram também a uma sessão parlamentar, com todos os elementos do
GOVERNO presentes, sendo recebidos no final da sessão, pelo Senhor Ministro dos
Assuntos Parlamentares Dr. Marques Mendes.
Participou no Programa de Televisão da TVI-OLÁ PORTUGAL,
sendo dedicado a esta Escola de Folclore algum tempo para uma apresentação da
sua história, mostrando as danças músicas e cantigas de Santa Marta de
Portuzelo.
No ano de 2003, participou em vários espectáculos. Nos
dias 7,8,9 e 10 de Junho, participou em eventos de caracter etnográfico e
cultural na cidade francesa de HANDAIA, geminada com Viana do Castelo desde
1998.
Foi convidada para uma deslocação a TAIWAN, no mês de
Julho 2003, para participar num encontro internacional de actividades
etnográficas e culturais e jogos para crianças, tendo concluído até todo o
processo para a deslocação, nomeadamente viagens marcadas, mas o vírus SARS,
traíu a nossa vontade e também a dos organizadores deste grande evento
internacional.
Entretanto este convite mantém-se e, para o ano que vem, em 2004, partiremos
para participar neste grande encontro universal de crianças.
Mais um ano passado, a Direcção desta Escola acha que todos os objectivos
pré-estabelecidos foram cumpridos, muitos deles mesmo ultrapassando todas as
expectativas, mas vai continuar a trabalhar para que o espírito inicialmente
idealizado por esta direcção se mantenha.
Já estão traçados para o futuro iniciativas muito
objectivas, sempre com a preocupação de manter vivo as nossas tradições de Santa
Marta de Portuzelo principalmente nas camadas mais jovens.
Esta Escola de Folclore, com a colaboração de todos nós de Santa Marta, vai
manter sempre viva uma cultura que é muito nossa e que a todos nós pertence
mostrando por outras paragens o de quanto belo e rico possuímos.
O Director
Avenida
Comendador Parente Ribeiro
4925-001
Santa Marta de Portuzelo
Nasceu em 01.01.1979 com o então
Pároco, Rev. Antonino Fernandes Dias, e com o apoio de Eduardo Churchill de
Amorim Barros que desde 1976 apresentava provas desportivas, que foram as
primeiras pedaladas para a criação do Grupo Desportivo do Centro Paroquial de
Santa Marta de Portuzelo.
O Ciclismo, em pouco tempo, toma
forma. Merecem destaque especial os seguintes momentos:
1991 – criação da equipa
profissional
1979 – criação do Ciclismo feminino
em Portugal.
26 de Março de 1990 – 1.ª Prova, em
Portugal, exclusivamente feminina.
1992 – representação nos jogos
Olímpicos de “Barcelona 92” (Ana Barros).
1996 – “Atlanta 96”, Ana Barros, um
honroso 23.º lugar.
Passados vinte e quatro anos sobre a
fundação do Grupo Desportivo e vinte e seis sobre as primeiras provas, a Secção
de Ciclismo continua a pedalar e a recolher inúmeras taças e troféus para juntar
às centenas que estão patentes ao público no Salão do Centro Paroquial.
Actualmente Albino Antunes é o
responsável por um grupo de trabalho que prima pela organização, pelo empenho,
pelo profissionalismo e, também, pela salvaguarda de um nome que capitalizou com
as inúmeras vitórias conseguidas aquém e além fronteiras.
Avenida Comendador Parente Ribeiro
4925-001
Santa Marta de Portuzelo
Telm: 96
395 08 55
Quando em 22
de Julho de 2002 nasceu a Associação Escola de Futebol Luciano Sousa, com o
apoio do Centro Paroquial de Santa Marta de Portuzelo e da sua respectiva
Comissão Fabriqueira, estávamos longe de imaginar que esta “escolinha de
futebol” movimentasse tantos alunos, participasse e organizasse tantas
actividades de diferente cariz, numa palavra, alcançasse este dinamismo e este
sucesso.
Foi sempre intenção desta
agremiação, proporcionar em primeiro lugar uma actividade desportiva, neste caso
o futebol, a todos quantos entendessem ser esta uma actividade salutar na sua
formação e crescimento, ocupando o corpo e os espírito sadiamente, em detrimento
de outras ocupações mais negativas a que os jovens de hoje estão expostos. No
entanto, é bom não esquecer que este objectivo primeiro alicerça-se em outros de
igual importância, como são, por exemplo, a formação social, o ganhar
competências para que a convivência com os demais, sejam amigos, familiares ou
outros das suas relações, se possam fortalecer e ser cada vez mais orientadas no
sentido do respeito mútuo e sã convivência.
Esperado era também que não
descurassem a sua actividade principal, o que neste caso está relacionado com a
sua actividade académica, uma vez que só a frequência e o aproveitamento escolar
são garantias essenciais para o sucesso pessoal e o futuro dos jovens. O
desporto, a família, e os demais contextos que a criança se insere são, e assim
deverá ser sempre entendido, como complementos (também importantes) à sua
formação e desenvolvimento.
E a freguesia de Santa Marta de
Portuzelo, oferecia jovens, vontade, oportunidade e infra-estruturas para que a
“escolinha” nascesse. Começou com cerca de 30 crianças, acabando a época como a
segunda agremiação desportiva do distrito e Viana do Castelo a participar nos
respectivos campeonatos distritais de futebol de sete com 2 equipas em escolas
(crianças dos oito aos dez anos), duas em infantis (com 11 a 13 anos) uma em
iniciados e outra em juvenis.
E se num primeiro ano de competição
os resultados desportivos seriam secundários, pese embora a qualidade de muitos
atletas o balanço final é excepcional, uma vez que tivemos uma equipa vice
campeã distrital, dignificando as restantes pelo seu comportamento e orgulho em
representar um clube de Santa Marta, o campeonato em que participaram.
Descrever as imensas actividades em
que estivemos envolvidos seria fastidioso, mas não queremos deixar de apontar
algumas, pelo seu significado.
Fomos convidados e participamos em
jornadas internacionais, como é exemplo o Torneio Alltifoot em Font-Romeu
(França), na 3ª edição da Vigo-Cup que movimenta mais de 3500 atletas durante
uma semana em Vigo – Espanha, e ainda em jornadas ibéricas realizadas em
Cangas/Vigo. Estivemos representados em torneios, como foi o caso de Barcelos
(este internacional), Braga, Guimarães, Marinhas, Cantanhede, Vila da Feira,
Maia, Taipas, Arcos de Valdevez, etc,etc..
Organizamos também nós jornadas
desportivas, uma vez que somos a única equipa distrital inscrita na Associação
Nacional de Escolas de Futebol- A.P.E.F. - proporcionando assim muitos joguinhos
aos nossos miúdos de 6, 7 anos, bem como a todos os outros atletas que não tendo
possibilidades de integrar as equipas que disputavam os campeonatos distritais,
tinham nestas jornadas a oportunidade de participar e conviver.
Tivemos a honra de ser convidados
pelo Sporting Club de Portugal a visitar o seu Centro de Estágio em Alcochete,
fazer com jogo com a sua equipa de Iniciados que participa no Campeonato
Nacional. Fomos ainda convidados, num total de 190 pessoas que compunha a nossa
comitiva entre aletas, dirigentes, pais e acompanhantes, a assistir a uma
jornada do Super Liga Portuguesa (Sporting-Beira-Mar) aproveitando ainda este
fim de semana de 25,26 e 27 de Abril para jogar na Pontinha com a Escola de
Futebol Paulo Sousa e ainda de disputar alguns jogos com o Estrela da Amadora.
Também a convite expresso do Celta
de Vigo tivemos a oportunidade de assistir a um jogo da Liga Espanhola, (Celta
de Vigo-Bétis de Sevilha) tendo para o efeito deslocado cerca de 130 pessoas a
Espanha no passado dia 13 de Abril de 2003.
Para além de proporcionar aos nossos
atletas estas experiências, realizamos também nós outras actividades, que
englobam entre outras, a realização de uma jornada de formação intitulada “Como
Estudar”, facultando aos participantes algumas competências para melhor
aproveitarem o seu tempo dedicado ao estudo, a realização pela primeira vez no
distrito de Viana do Castelo de um Seminário de Futebol, cujo tema da “Formação
à Alta Competição” contou com oradores de renome como foram os casos do Prof.
Rui Quinta, Prof. Rui Oliveira, Prof. Rui Pacheco, Mestre José Neto e Jorge
Silvério e ainda dos treinadores Carlos Carvalhal e Luís Campos.
Não podemos também esquecer os
jantares de Natal e de fim de época que reuniram mais de 240 convivas em sã
convivência e cuja representação das entidades oficiais do distrito muito nos
honrou.
Os nossos torneios Internacionais do
Natal, Páscoa, realizado no “complexo desportivo Manuela Machado” com o apoio da
Câmara Municipal de Viana do Castelo, Associação de Futebol de Viana do Castelo
e Cruz Vermelha Portuguesa, bem como o de fim de época, este realizado com o
apoio do Centro de Estágio de Melgaço e da respectiva Câmara Municipal, dos
Bombeiros Municipais, delegação da A.P.P.A.C.D.M. de Melgaço e da Escola de
Pomares na pessoa do seu presidente, foram momentos altos que não devemos
esquecer, tendo em média participado cerca de 650 atletas em cada edição, em
representação de muitas equipas de renome a nível nacional, como foi o caso do
Benfica, Estrela da Amadora, Guimarães, Penafiel, Boavista, Moreirense, Leixões,
entre outros, como são os casos das “escolinhas” 115, Fernando Pires, Rosa
Náutica da Figueira da Foz, Marinhas, etc, etc, com as quais mantemos as
melhores relações de amizade, sem esquecer as equipas espanholas do Alondras e
Bouzas.
Felizmente, e aqui não podemos
deixar de enaltecer e agradecer, o apoio que temos recebido de várias entidades
oficiais, como é o caso da Associação de Futebol de Viana do Castelo, das
Câmaras Municipais de Viana do Castelo e de Melgaço, do Governo Civil, das
delegações do Instituto Português da Juventude e do Instituto Nacional do
Desporto, das Junta de Freguesia de Santa Marta de Portuzelo, Meadela, Santa
Maria Maior, Monserrate, e São Salvador da Torre e de inúmeros apoios de
entidades privadas e de pequenas e médias empresas do distrito.
Por fim um bem haja ao Centro
Paroquial de Santa Marta de Portuzelo bem como aos pais dos nossos atletas, uma
vez que sem eles e o seu apoio incondicional a este projecto, muito do que
alcançamos não teria sido possível.
Os seus filhos agradecem e nós
curvamo-nos perante tamanho apoio, espírito de sacrifício e colaboração.
Santa Marta de Portuzelo começa a
ser uma referência no panorama desportivo e lúdico/social/educacional do
distrito.
Que a nossa contribuição, com a
ajuda de todos e de todas as instituições da freguesia faça crescer estas
oportunidades de crescimento e desenvolvimento salutar e harmonioso das nossas
crianças.
Centro
Paroquial
4925-001
Santa Marta de Portuzelo
A
Fanfarra de Guias e Escuteiros do Centro Paroquial de Santa Marta de Portuzelo,
foi o resultado de uma conversa de amigos ligados ao movimento Guidista e
Escutista e teve como objectivo a angariação de fundos para a manutenção dos
referidos Agrupamentos.
Pelo
empenho que dedicaram ao projecto desde w primeira hora, é justo destacar dois
nomes que ficarão certamente ligados à sua história: D. Fátima Fraga e Sr.
Raimundo.
Durante vinte e cinco noites, um grupo de jovens percorreu a freguesia para
conseguir a verba necessária para a aquisição dos primeiros instrumentos. A
primeira actuação pública foi a 23 de Fevereiro de 1997, com a colocação de
galhardetes e bênção da fanfarra pelo Reverendíssimo Pároco Valdemiro Barreiros
Domingues.
A
primeira actuação fora da freguesia foi em Serreleis, com uma brilhante
participação na Festa de S. Pedro. Por exigência do mercado as suas actuações
alargaram-se a outras localidades contando com três participações na Covilhã,
mais correctamente duas em Tortosendo e uma em Boidobra, onde foram brindados
com fortes aplausos.
Em
Janeiro de 2002, decidiram os movimentos Guidista e Escutista dar outro rumo à
Fanfarra em termos organizacionais e em estreita colaboração com o Pároco local,
convidaram um grupo de Santamartenses a liderar uma direcção.
Esta
direcção ficou assim constituídas pelos seguintes elementos;
Presidente: Manuel Lima; Tesoureiro: Vítor Calçada; Secretária: Alzira Cunha;
tendo como vogais, um elemento indigitado pelo movimento Escutista e outro pelo
movimento Guidista. Esta direcção tomou posse em Fevereiro de 2002 com um
mandato de 3 anos.
Paris
França
A primeira edição do Festival
"Folk en Seine"

O
Grupo Folclórico da Casa de Santa Marta de Portuzelo em Paris organizou no
passado 3 de dezembro de 2006, a primeira edição do seu festival "Folk en Seine"
em pleno coração da capital francesa no bairro do Marais. O público acorreu
numeroso para assistir ao espectáculo, mostrando-se entusiasmado pela qualidade
do programa.
O festival contou com a presença de 8 grupos, nos quais 5 grupos representantes
de diferentes regiões
portuguesas,
2 grupos estrangeiros, um da Galicia e outro francês e o grupo anfitrião que se
apresentou pela primeira vez em público.
O festival teve um grande sucesso e o Grupo folclórico da Casa de Santa Marta
de Portuzelo em Paris fechou o
festival com chave d'ouro levando bem alto o folclore santamartense. O público e
todas as entidades presentes como a Coordenadora da Cultura do Consulado Geral
Português em Paris assim como o
conselheiro
técnico da Federação do Folclore Português em
França pelo Alto
Minho elogiaram a organização do festival e a actuação do grupo da Casa de Santa
Marta de Portuzelo em Paris que apresentou as danças, as cantigas e os trajes de
Santa Marta de Portuzelo com muita
qualidade.
Destacamos que foi com muita coragem e trabalho que o grupo conseguiu num ano
formar elementos que nunca tinham dançado em grupos folclóricos e as pessoas
deram coragem a
este
grupo "recém nascido"para continuar os esforços mas que a primeira
representação jà é o "espelho" da qualidade presente e o futuro parece ser
prometedor. Foi notório o
esforço de todos os que estiveram em palco
a representar condignamente o património santamartense.
A directora do Grupo Folclorico da Casa de Santa Marta de
Portuzelo em Paris,
Ana Maria Costa.
Fonte Consultada: Textos e fotos cedido
pela Junta de Freguesia

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