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N.º |
Nome de Rua, Calçada, Beco ou Largo |
Dados biográficosou toponímicos |
Lugar |
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Avenida da Conchada
Topónimo local. Um dos topónimos mais antigos da freguesia, atribuído, agora, ao troço da E.N. n.º 308 que vai do quilómetro 0,2 (perto do cruzamento da E.N.n.º 13) ao quilómetro 1,2 (no cruzamento com a E.M. – hoje Rua Nossa Senhora das Boas Novas). Norberto Gonzaga, em artigo publicado no “Arquivo do Alto Minho”, Vol. I, com o título “Os três Santos de Mazarefes” faz referência a tal facto, quando escreve: “Dos lugares que constituem é o do Monte um dos mais recentes e o mais antigo o da Conchada. Aqui se elevou, entre o finar do século X e os primórdios do seguinte, a capelinha a S. Bento, algum tempo antes, portanto, da fundação do mosteiro...” – antecedendo com uma interessante revelação: “Já em 985 o nome de Mazarefes nos aparece escrito, sendo provavelmente a mais remota das freguesias, a par da Senhora das Areias”. É evidente que o lugar da Conchada a que se refere é o que hoje é denominado de Ferrais, enquanto o do Monte tomou (erradamente) o topónimo de Conchada – do latim, o feminino de conchado, em forma de concha: Conchatus. Limite: Início – Avenida do Monte / Fim – Largo do Armazém do Sal (Darque). |
Conchada |
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2 |
Rua Extremo da Ola
Topónimo atribuído face à confinação com o Monte da Ola, freguesias de Vila Nova de Anha e Vila Fria (<lat. Olla, formado de aula, a oficina desse artefacto – panela de barro ou vaso similar). Contudo, A. Almeida Fernandes (Cadernos Vianenses, Tomo IV, pp. 296-297) diz-nos que para se averiguar o sentido, parece-nos indispensável de facto, atender ao topónimo Olo (fig. do c. Amarante), 1258 Orlo IS 1157 e 1377 – um século, ou menos, depois, já Ollo SS 368 e 369 (com coalescência da proposição «de», Dollo, indubitavelmente). Cp. O topónimo Melo, 1258 Merloo IS 765 e 808> Mello. A origem de Olo parece, assim, estar num masculino de «olla» <orla <lat. Orula (com «orla» restaurada por via erudita). O primeiro daqueles documentos pareceria, à primeira vista, ser topográfico, embora se não defina bem em que aspecto, mas talvez no sentido de beira ou cerca. Ora, neste caso, é o melhor levá-lo para a fortificação castreja – uma orla, digamos, de muro. Isto concorda mesmo com as expressões complexas Outeiro da Ola e Monte da Ola, aliás aplicadas às vizinhanças do antigo Castro Mou, sobre S. Romão e Anha, etc.: expressões relativas, pois, a elevações, como o é também a de 1212 «et inde à cabeza de Olelas (Ollellas) LC 257. Cp., enfim, o fr. Orle, o it. Orlo, significativo de borda, beira, precipício. E termina Almeida Fernandes: Na verdade, parece-me menos de entender uma designação devida a fabrico de olas ou de cerâmica vária, ou um local onde aparecia tal cerâmica, arqueológica. Limite: Início – Rua do Junqueiro (Vila Fria) / Fim – Rua Extremo da Ola (Vila Nova de Anha). |
Conchada |
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Rua Projectada à Rua do Olival |
Topónimo local. Proximidade à Rua do Olival. Permite, de futuro, a atribuição de um outro topónimo. Limite: Início – Rua Extremo da Ola / Fim – Rua do Olival. |
Conchada |
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4 |
Rua do Olival |
Topónimo local, já que aí existiu um grande olival. Ainda se podem ver algumas oliveiras a facear com a rua – do latim Olivetum. Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Rua do Limão. |
Conchada |
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5 |
Rua do Limão
Para perpetuar o topónimo do antigo Lugar do Limão (Darque), confinante com o Lugar da Conchada – ao tempo do Monte (Mazarefes). Esta rua é metade de cada freguesia, tendo sido as obras de beneficiação feitas de parceria e a atribuição toponímica, de comum acordo. Apesar da tradição popular apontar para a existência de uma Quinta (do Limão, da Ló e agora do Vale do Monte – Turismo Rural) com grande plantação de limoeiros, não será de descorar a tese de A. Almeida Fernandes, quando a propósito do topónimo «Limão» para a freguesia de S. Lourenço da Montaria escreve: De maneira que me parece de encarar em Limão um antigo Limião (Limiano, derivado de Limia, a forma antiga de Lima): prédio de um Limiano ou de gente proveniente de Limia (assim chamada a região do Lima superior, na Galiza): cp. Limões <ant. Limianos, c.Ribeira de Pena. (Cadernos Vianenses, Tomo V, p. 203). Exemplos de designação individual são 1258 Pedro Limiano IS 300 e 1258 Domingos Limiano IS 480, isto é, «Limão» (Limião). O topónimo tem, pois, poucas probabilidades de ir além de familial – citamos A. Almeida Fernandes. Limite: Início – Rua do Limão (Darque) / Fim – Rua Extremo da Ola. |
Conchada |
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Beco das Pinheiras |
Topónimo atribuído ao local por inerência da alcunha de uma das mais antigas famílias do Lugar da Conchada. Negociantes de pinhas bravas, delas extraiam os pinhões para as sementeiras e vendiam as pinhas para aquecimento dos fornos das padarias – daí, o apelido das “Pinheiras”. É aí, nesse local, que os descendentes das «Pinheiras» construíram as suas habitações e o troço que dá acesso às referidas habitações sempre foi conhecido pelo “Caminho das Pinheiras”. A atribuição de «Beco» é por não ter saída. Limite: Início – Rua do Olival / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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7 |
Beco dos Lavandeiras
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Um dos topónimos mais antigos neste local, tendo origem em apelido familiar. A referência ao “Sítio dos Lavandeiras” encontra-se em escrituras antigas e é um dos topónimos que faz parte da relação feita pelo Pe. Artur Coutinho (ver Introdução). Este troço dá acesso a duas habitações que foram construídas num dos topos de uma bouça que sempre foi conhecida pela “Bouça dos Lavandeiras”. Este apelido familiar ainda hoje continua, existindo a “casa-mãe” na Rua do Limão, hoje propriedade de José Barbosa Lavandeira e de sua esposa Deolinda Salgado da Silva Lavandeira, casa essa em cujo quintal estão colocados dois marcos de divisão com as freguesias de Darque e Vila Nova de Anha. Um dos marcos ostenta na parte superior a coroa, formando o conjunto de coroa e escudo, em alto relevo, a bandeira nacional que vigorou de 1830 a 1910. Limite: Início – Rua do Olival / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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8 |
Rua do Sol
Topónimo antigo. Do latim sol, sõlis. Pela excelente exposição ao Sol, antiga bouça na encosta do Monte do Calvário, aí seria construído um bairro e que os moradores baptizariam de “Bairro do Sol”. Daí, Rua do Sol, para perpetuar o topónimo e a vontade das gentes que aí construíram os seus lares. Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Rua Extremo da Ola. |
Conchada |
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Beco José Alves Ferreira
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Filho de Manuel Alves Ferreira e de Emília Gonçalves Duro, nasceu na freguesia de Vila de Punhe, a 16 de Abril de 1910. Foi um dos mais famosos mestres canteiros do Templo de Santa Luzia, conhecido pelo “Zé da Emília”. Sempre considerou esta a obra da sua vida. Nunca se cansava de dizer que talvez tivesse subido o escadório aí umas catorze mil vezes. Quando tinha 13 anos de idade, e porque os tempos eram difíceis, começou por trabalhar como pedreiro, passando mais tarde a canteiro quando atingiu os 18 anos de idade. Foi para Santa Luzia por três semanas e acabou por ficar 46 anos, até à data da sua aposentação. Como a vida e os tempos eram difíceis, começou por dormir em Santa Luzia, acabando mais tarde por comprar uma bicicleta. Mas por pouco tempo gozou as delícias da pedalada, pois como estávamos no período da guerra, os materiais para consertar a referida bicicleta tornavam-se cada vez mais caros, o que o levou a andar de novo a pé, Durante quinze anos fez o percurso a pé de Mazarefes para Santa Luzia e vice-versa. Fazia-o em cerca de uma hora até à Igreja do Carmo, e depois mais meia-hora até ao Santuário, utilizando sempre o escadório, que dizia em tom irónico ter lá degraus gastos por si. José Alves Ferreira estabeleceu-se em Mazarefes em 6 de Fevereiro de 1934, altura em que contrairia matrimónio com Rosa Ferreira Torres, filha de Manuel Ferreira Torres (Ver Rua com seu nome), natural desta freguesia, falecida a 25 de Dezembro de 1991. Este ilustre canteiro sempre trazia à memória o fontenário existente no Carmo, que a Câmara Municipal para abrir a estrada havia de o desmantelar para o montar em Santa Luzia e que está colocado mesmo junto ao Hotel da mesma estância; a mudança do coreto de Santa Luzia para o Jardim D. Fernando e corte das austrálias que estavam junto ao referido coreto; a destruição de um lago com peixes que, na mudança, haviam de morrer, etc. Quando foi trabalhar para Santa Luzia procediam-se às fundações da torre do elevador até à torre de trás. Reformou-se em 1975 e dizia-se amargurado pela desenfreada e constante demolição de prédios em cantaria, precisamente quando se apelava à preservação do património. Para além da vida passada no Templo – qual pedra não teria sido cinzelada por si –, destacamos algumas das suas obras, que ia fazendo nas horas vagas: Orientação da última remodelação do escadório de Santa Luzia; primeira restauração da Igreja Paroquial de Alvarães (frontaria, torre, etc.); pia de baptismo da Igreja de Dem; pia de baptismo da Igreja de Mazarefes, além de várias pirâmides, cruzes e peanhas; imagem de Nossa Senhora da Assunção (em mármore) em Riba d’Âncora; imagem do Coração de Jesus – S. Estevão da Facha (Ponte de Lima); Nicho de S. Bento, na Quinta do Paço de Mazarefes; Nicho de Nossa Senhora dos Caminhos, em Mazarefes; arranjo do fontenário junto à Igreja Paroquial de Mazarefes; 6 peanhas para os altares da Igreja de Poiares, no concelho de Ponte de Lima, etc. Faleceu a 18 de Agosto de 2001 e está sepultado no cemitério de Mazarefes. Limite: Início – Rua do Sol / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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Rua do Bate-Estacas |
Topónimo Local. Inicialmente denominada de “Projectada à Avenida da Conchada. Esta artéria era conhecida, antigamente, pelo “Caminho do Bate-Estacas” em virtude de dar acesso a um ribeiro com o mesmo nome e onde havia um lavadouro público, extinto no princípio dos anos oitenta, aquando do aparecimento da rede pública de abas-tecimento de água e, consequentemente, das máquinas de lavar. Este ribeiro e lavadouro (presentemente cobertos de silvas) ficam situados junto à linha dos caminhos de ferro, bem próximo dos limites com a freguesia de Darque. Há várias versões para este topónimo, mas as mais plausíveis são as duas que apontam no sentido de a linha do caminho de ferro, naquela zona, ter sido construída em cima de estacas, face à abundância de água o que torna o terreno pantanoso e à estacaria para criar o leito da nascente e conduzir a água ao lavadouro passando por baixo da linha do caminho de ferro através de um túnel para o outro lado em direcção à Quinta, junto à Estrada Velha e às Breias. Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Rua Manuel Vaz Coutinho. |
Conchada |
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Rua Manuel Ferreira Torres (Mira) |
Topónimo de homenagem aos imigrantes da diáspora da Galiza e à profissão de fogueteiro. Filho de José Gonçalves da Torre (fogueteiro) e de Teresa Alves Ferreira (costureira) – casaram-se a 29 de Setembro de 1875, ambos com 30 anos de idade –, nasceu na freguesia de Mazarefes a 9 de Setembro de 1882 e foi baptizado a 14 desse mesmo mês e ano. Foram padrinhos Pe. José de Araújo Coutinho e Maria Pinta. Era neto paterno de António Gonçalves da Torre e de Rosa Maria Lopes, natural de Deocriste, e materno de Teresa Alves Ferreira, mãe solteira. Descendente de uma das famílias vindas da Galiza para fugir à guerra – daí a alcunha dos “Miras” –, foram dos primeiros habitantes deste local ermo da freguesia, já que este lugar, antes da alteração feita pelos anos sessenta do século XX, era conhecido pelo “Lugar do Monte”. Descendente de gente humilde e pobre, cedo recorreu ao fabrico artesanal de fósforos, sabão e foguetes, que vendia para sustento da numerosa família. Ainda hoje, os descendentes deste ilustre cidadão são apelidados pela alcunha de “Miras” (Ver Beco do Fogueteiro). Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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Beco do Fogueteiro |
Topónimo local – Casinha do Fogueteiro. Estradão que dá acesso à única e pequena casa, hoje restaurada e habitada, e que foi uma pequena oficina do fogueteiro Manuel Ferreira Torres (Mira), de cuja rua, com o mesmo nome, parte o referido estradão. Limite: Início – Rua Manuel Ferreira Torres (Mira) / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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Beco das Castelas |
Toponímia local que advém da Bouça da Castela (ou das Castelas – ainda hoje os que foram ou que ainda são proprietários destas bouças, são apelidados dos das «Castelas»). A propósito escreveu A. Almeida Fernandes, nos Cadernos Vianenses, Tomo VI, p. 326: Deve ter sido Bouça de Castela (sem artigo: ver Bouça do Gomes); e, quanto à antiguidade, ver Cortinha da Castela. Entendo pouco de crer antroponímico o elemento Castela; mais naturalmente arqueológico. Outra versão advém da mãe do Abade Matos, Antónia da Piedade de Passos Pereira Maciel, proprietária que foi duma das maiores áreas de bouça e terrenos existentes neste lugar, ser natural da freguesia de Castelo do Neiva e ter casado com Francisco António de Matos, natural desta freguesia de Mazarefes e, por inerência desse mesmo casamento, passou a ser a “Castela” – as “Castelas” por descendência (Ver Rua Abade Matos). Limite: Início – Rua Manuel Ferreira Torres (Mira) / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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14 |
Rua Projectada de Bonsuínhos |
Topónimo local (Ver Rua de Bonsuínhos). Denominada de Projectada para que, de futuro, se possa atribuir outro topónimo. Limite: Início – Rua das Travessas / Fim – Rua Manuel Ferreira Torres (Mira). |
Conchada |
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15 |
Beco das Travessas |
Topónimo atribuído a uma reentrância viária num loteamento que faceia com a Rua das Travessas. Limite: Início – Rua das Travessas / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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Rua das Travessas
Topónimo antigo. Do nome comum «travessa», mas não em qualquer das acepções actuais. Aparecem «leiras travessas» (1068, Lid. Fid. 247; PMH–Inq. 370º); «casa travessa» (1070 PHM–Dip. 492) e «paço travesso» (1132, DMP–Rég. 346), «rego travesso» (1258, PHM–Inq. 370); e ainda «travessa donega» (1068, L. Fid. 243) e «travessa» como propriedade individual: 1061 «fore in longo in ilas travessas de Donon Eriguiz (PHM –Dip. 430), e no sentido de passagem por montes: 1258, «am a guardar as travessas do monte» (PHM–Inq. 375) – A Almeida Fernandes, Roteiro de Viana, 1975. Antigo “Caminho das Travessas”, caminho transversal que faz fronteira com a freguesia de Vila Fria. Do latim «2. Rua ou caminho transversal: via transversa, Liv.; transversus trames, Liv. (cf. Viela) 3. V. travessia». Na actual delimitação da freguesia, esta rua funciona como limite com a freguesia de Vila Fria, apesar de os marcos obliquarem aqui e acolá. Limite: Início – Rua Extremo da Ola / Fim – Rua de Bonsuínhos e Rua Agostinho Paulino. |
Conchada |
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Rua de Bonsuínhos
Topónimo antigo. Este topónimo é um fenómeno degenerativo na linguagem popular proveniente de Boucinhas ou Bouçoinhas, pequenas bouças. Segundo A. Almeida Fernandes (Toponímia de Ponte de Lima, Volume II, pág. 41) Boucinha, Boucinhas, outro diminutivo, com –inha, (< “ia” < -ina); Bouçoinhas, equivalente, mas de “bouçola” (bauzolina no lat. tabeliónico), derivado de “bouça” + ola, a comparar com “lairona” 1086 LF 121 (“leiroinha”), Casainho, Candainho, etc. (sincope do –l-); Bouço, derivado impróprio de “bouça” + ola (> -ao >-ó), ou de forma anterior; Boução e Bouções, aumentativo de “bouço”. Limite: Início – Avenida do Monte / Fim – Rua das Travessas e Rua Agostinho Paulino. |
Conchada |
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Rua Agostinho Paulino
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Agostinho Manuel Paulino nasceu em Arronches, Portalegre, Alentejo, a 16 de Fevereiro de 1912 e faleceu no Hospital de S. João, Porto, a 18 de Setembro de 1976, estando sepultado no Cemitério de Mazarefes. Frequentou a Escola Industrial e Comercial de Portalegre, tendo vindo para Norte para ingressar nos Caminhos de Ferro e onde começou por ser chefe do Apeadeiro de Alvarães. Mais tarde é transferido para a área de cobranças (revisor), acabando a sua carreira nos Serviços Centrais da CP, na cidade do Porto, onde permaneceu durante oito anos, até à sua aposentação, com 63 anos de idade. Foi um dos maiores impulsionadores do desporto, da cultura e do lazer em Mazarefes, estando, também, inteiramente ligado à construção do novo edifício da Casa do Povo, onde foi Presidente, quase até há data da sua morte. Limite: Início – Avenida do Monte / Fim – Rua das Travessas e Rua de Bonsuínhos. |
Conchada |
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Rua Manuel Vaz Coutinho
Filho de Alexandre Rodrigues de Araújo Coutinho e de Maria Rodrigues da Torre, neto paterno de José Rodrigues de Araújo Coutinho e de Maria Rodrigues do Rego, e materno de José Rodrigues Vaz e de Maria Rodrigues da Torre, nasceu na freguesia de Mazarefes a 11 de Novembro de 1888 e foi baptizado no dia 14 do mesmo mês e ano, sendo padrinhos os avós maternos. Faleceu a 22 de Outubro de 1978, estando sepultado no Cemitério de Mazarefes. Muito novo foi para o Brasil onde viveu (Recife) cerca de meio século, tendo casado com uma alemã, que no Brasil se havia refugiado para fugir à guerra, não deixando, contudo, descendentes. Foi um dos grandes beneméritos da freguesia. Para além de ter dado o terreno para ampliação da Escola Primária do Monte, ampliação essa que, infelizmente, não se viria a efectuar, pagou também, em 1973, 1200 (mil e duzentos) contos para o douramento da tribuna da Igreja Paroquial de Mazarefes, contribuindo assim para a defesa do património artístico da freguesia. Segundo o Presidente da Junta de Freguesia da altura, Miguel Gonçalves Forte, era intenção de sua esposa Elisabete, de construir e subsidiar o funcionamento de uma cantina para fornecimento de uma refeição diária as crianças. Isto não veio se veio a concretizar porque a ampliação da Escola não foi necessária. Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Rua Avelino Sousa e Avenida da Igreja. |
Conchada |
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Calçada do Calvário
Topónimo local. Trata-se de uma devoção pós-medieva, tardia (séc. XVIII), em certos aspectos, – os cortejos ululantes e atridos, implorativos da misericórdia divina contra as pragas e calamidades naturais e humanas (clamores> «chamores», e «ladaeiros» <lat. Litanarios), com paralelismo total na Idade Média (esses mesmos clamores e litanarios, que originaram os topónimos Chamor, ou a sua variante, e Ladário, ou a sua variante popular mais perfeita). Os «calvários», sem alheamento dessa finalidade piedosa, tinham-na sobretudo de comemorar ou participar nas cerimônias quaresmais, que culminavam na comemoração e «participação» na Paixão de Cristo, sobretudo a Via Sacra e, já antes desta devoção, a Procissão dos Passos. É o ponto mais alto da freguesia, onde existem apenas dois cruzeiros e bases de outros. Foi aí que foi colocado o depósito de abastecimento de água. Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Sem saída. |
Conchada |
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Rua José Alves Pereira
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José Alves Pereira, terceiro filho legítimo de António Pereira e de Clara Alves de Amorim, nasceu na freguesia de Mazarefes a 26 de Abril de 1921 e faleceu no Hospital de S. João, na cidade do Porto, a 10 de Maio de 1984, vítima de um acidente de trabalho, já que ele se dedicava à agricultura, fazendo de tudo um pouco nessa área: podava videiras, sulfatava (recordamos o célebre sulfato de cobre com cal), fazia enxertos, construía latadas de vinhas, participava no amanho das terras (sementeiras, tratamento e colheitas), etc. A sua morte deveu-se a uma queda, quando trabalhava em cima de um escadote. José Alves Pereira era uma pessoa extrema-mente dedicada à freguesia, colaborando, a título gratuito, em tudo que fosse para o engrandecimento da terra. Era um dedicado e incansável devoto da Nossa Senhora das Boas Novas. Fez parte de várias instituições ligadas à paróquia. Limite: Início – Avenida da Conchada / Fim – Rua Manuel Vaz Coutinho. |
Conchada |
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Rua Manuel da Silva Liquito
Filho de José Fernandes Liquito (deu nome ao «Beco José Liquito») e de Rosa Gonçalves da Silva, nasceu na freguesia de Mazarefes a 24 de Março de 1937. Foi o sétimo de oito irmãos (José, Maria, António, Albina, Manuel, Rosa, Manuel e Joaquim) que encontraram raiz no antigo Lugar das Penas. Feita a instrução primária, e porque era normal na época, nada mais lhe restava que empreender um rumo à sua vida. Perante as dificuldades da época, não seria de estranhar o percurso imediato até chegar a aprendiz de carpinteiro, face à proximidade da matéria com que seu pai negociava. Foi também uma época de grandes necessidades nesta área laboral, movidas pela fonte de atracção da emigração para fora da Europa, nomea-damente África e Brasil. E o jovem Manuel da Silva Liquito não fugiu à regra. Depois de uma curta passagem pela Empresa de Pesca de Viana, embarca para Moçambique em 1956. Era o primeiro passo na luta pela sobrevivência. Cumpre o serviço militar de 1958 a 1959, até que em 1960 parte para a África do Sul. Regressa a Portugal em 1964 e acaba por comprar o conhecido estabele-cimento da “Moagem Boa Nova”, misto de mercearia, moagem e materiais de construção. A 24 de Abril de 1966 contrai matrimónio com a D. Zélia Peixoto da Costa, oriunda de uma das famílias mais conceituadas de Neiva (S. Romão). Face às exigências das suas novas responsabilidades como chefe de família, em 1973, faz uma reestruturação completa no seu negócio edificando os “Materiais de Cons-trução de Manuel da Silva Liquito”. O infortúnio dos outros estabeleceria um novo desafio para Manuel da Silva Liquito, quando a 1 de Abril de 1981 estabelece sociedade com os “Pinheiro & Rocha e Reis, Lda.” Para tomar conta da Cerâmica de Barcelos de “Castro & Filhos, Lda.”. Como sócio maio-ritário é nomeado gerente e passa a fazer a penosa caminhada diária para Barcelos. E assim nasce a Fábrica Cerâmicas “Modelar” de Barcelos! Atingidos os elevados níveis de produção pela sua perspicaz gestão, os outros sócios colocam nas suas mãos todos os destinos da fábrica, até que surgem os conflitos, movidos pela população vizinha, dada a alegada perturbação pública aquando da laboração da mesma fábrica. Foram períodos conturbados na vida de Manuel da Silva Liquito que, perante a agudeza dos populares vê-se forçado a aban-donar temporariamente a gestão e a refugiar-se na terra que o viu nascer, junto da família. A 4 de Julho de 1987 é-lhe colocada e explode uma bomba de fraca potência na própria residência, enquanto o posto da GNR de Barcelos era alvejado por duas rajadas de metralhadora e pouco tempo depois sofre um atentado a tiros de pistola. Estes factos levá-lo-ão, anos mais tarde, a depor no tribunal de Monsanto, aquando do processo das FP-25 de Abril. No campo desportivo foi dirigente do S. C. Vianense e sócio-fundador do Centro de Atletismo de Mazarefes (CAM), tendo sido seu presidente. No plano social, fez parte da Comissão Central de Angariação de Fundos para a construção do Seminário Diocesano de Viana do Castelo. No campo político, logo após o 25 de Abril, é uma das pessoas escolhidas para fazer parte da Comissão Administrativa da freguesia de Mazarefes, que tomaria posse no dia 19 de Dezembro de 1974. Foi presidente da Junta de Freguesia durante vários mandatos, inter-calando com José Vaz Coutinho. A ele se deve algumas obras de grande vulto, das quais salientamos a Sede da Junta, a Avenida da Igreja e implantação do Jardim de Infância, para além da nova Escola Primária. Faleceu – ocupando, na altura, o lugar de Presidente da Junta de Freguesia de Mazarefes – a 12 de Junho de 1994, vítima de doença prolongada. Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua Avelino Sousa, Rua Maria Júlia Bourbon e Rua José Gonçalves Rato. |
Conchada |
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Rua Avelino Martins de Sousa
Filho de João Martins Vieira Júnior e de Ma-ria José Ribeiro Lima, nasceu na freguesia de Mazarefes a 10 de Agosto de 1892. Foi baptizado a 18 desse mesmo mês e ano, tendo sido padrinhos Pe. José António Ribeiro Lima e Maria Ribeiro Monteiro. Era neto paterno de Manuel José Vieira e Maria Ribeiro Monteiro e materno de António Alves de Brito e Maria José Meira Torres. Durante vários anos foi membro da Comissão Fabriqueira, mas o facto mais relevante da sua vida liga-o à construção do edifício da Casa do Povo. Segundo vários testemunhos foi, sem dúvida, o maior impulsionador para que tal obra se realizasse. Foi ainda tesoureiro da Junta de Freguesia de Mazarefes de 1938 a 1942 e intercalando com José de Oliveira da Silva Reis, presidiu a esta mesma Junta de 1951 a 1955 e de 1964 a 1965, perfazendo três mandatos. Homem benevolente deixou também marcas em donativos à paróquia, sendo de realçar nos períodos dos anos sessenta uma avultada verba de 100.000$00 (cem mil escudos) para restauro de Igreja Paroquial, entre outros de menor importância, mas que todos juntos fazem deles um dos maiores beneméritos da freguesia. Faleceu solteiro, às 16 horas do dia 23 de Julho de 1972, sendo sepultado em Jazigo que havia mandado construir. Limite: Início – Avenida da Igreja / Fim – Rua Maria Júlia Bourbon, Rua Manuel da Silva Liquito e Rua José Gonçalves Rato. |
Conchada |
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Rua da Estrada Velha
Antiga Estrada Real (Ver também Rua das Breias). Escreveu José Rosa Araújo no seu livro “Caminhos Velhos e Pontes de Viana e Ponte de Lima”: Se quiséssemos seguir para o Porto, logo defrontaríamos a fachada da fábrica de louça, ao pé do rio, aonde vinham as barcaças com barro de Lisboa – barracão ainda hoje visível, de onde saíram essas peças de encanto para os olhos, enlevo dos coleccionadores, fundada em 1774 e que veio a fechar as portas em 1885. Seguia a estrada por chão de areia até ao cruzeiro do cemitério de Darque e dali cortava para S. E. cortando a actual estrada pública. Ia passar em frente ao portal da Quinta da Estrela e obliquava para o rio, devendo sobre o seu leito estar construída a estação dos Caminhos de Ferro de Darque. Dali para a frente, no meio de bouças, ainda se distingue o largo caminho, vedado num e noutro pontos. É fácil, segui-lo até uma fábrica de moagens já na freguesia de Mazarefes e dali em diante, até à Ponte Seca, na freguesia de Vila Fria deparava-se-nos uma bifurcação: o caminho que virava para o sul ia para o Porto e o outro, que rompia através de pinheirais, ia para Braga. [...]. Limite: Início – Avenida da Igreja / Fim – Rua da Malafaia (Darque) e Rua das Breias. |
Ferrais |
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Rua das Breias
Topónimo local. Nitidamente a toponímia do nome comum arcaico «verea» <lat. Vereda que designava uma via de qualquer tipo (isto é, não tinha o restrito sentido do nosso vocábulo actual «vereda», de origem erudita): 906 «usque in estrada de vereda» DC 13, e 911 «via quam dicunt de vereda» LF 19 são exemplos em que «vereda», se não é já topónimo, começa a funcionar como tal (visto que com aquele nome ocorre a menção da via ou da estrada que originou essa mesma designação Vereda). Esta toponímia define nitidamente duas ou três vias. Uma atravessava a planície do sul do Lima (vindo de Braga ou de Portucale), pelos pontos Breia de Capareiros, Mujães, Vila Fria e Mazarefes, atravessava o «porto» de Darque-Viana e continuava, agora ao longo do litoral, entre o mar e a costa hercínica paralela, pelos pontos Sobreia («sô Verea, com «sô» <lat. Sub), na Areosa, e Breia em Carreço e Afife, em direcção à foz do Minho [...] – A Almeida Fernandes. Cadernos Vianenses, Tomo IV, pp. 267-268. Esta rua cruza com a antiga Estrada Real – subentendesse Lugar das Breias, precisamente pela <lat. Vereda(s) que designava via(s) de qualquer tipo (Breias), como nos afirma Almeida Fernandes. Limite: Início – Avenida S. Nicolau / Fim – Rua da Estrada Velha e Rua da Malafaia (Darque). |
Ferrais |
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Avenida de S. Nicolau
Actual padroeiro (patrono) da freguesia: Bispo de Mira (Dembre, na actual Turquia), celebrizou-se pelo zelo pastoral e pela sincera bondade que o levaram a obter milagres tanto em vida como depois da morte. Em 1087 as suas relíquias foram transferidas para Bari, na Itália. É dos santos mais populares da cristandade, mas não estão criticamente documentados quer o relato da sua vida quer o elenco dos seus milagres. S. Nicolau é um dos temas mais fecundos, sendo representado com as insígnias episcopais e com um livro (símbolo da sabedoria, de que teria dado provas no Concílio de Niceia) ou três jovens numa tina (por ele ressuscitados) ou com três bolsas (em memória do dote que deu a três donzelas para as livrar da desonra). Em Mazarefes, S. Nicolau aparece-nos com as insígnias episcopais e com o livro, tanto na imagem do altar como na de pedra, no nicho, a encimar a porta principal da igreja paroquial, com o seu nome. Num documento de 1551, o paralelismo dos padroeiros e bem notório. Com o asso-reamento das partes baixas – a zona ribeirinha de S. Simão – e a consequente procura da então capela do Paço pode-se ler: S. Simão da Junqueira que às vezes também se chama de S. Nicolau de Mazarefes (Ver, também, Rua de S. Simão). Limite: Início – Estrada Nacional (Vila Franca) / Fim – Avenida da Estação (Darque). |
Ferrais e Regadia |
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Beco do Paço
Toponímia local. A. Almeida Fernandes relaciona o topónimo «Paço» de facto, com fraca margem de erro, devem ser os casos de Capareiros (Couto arquiepiscopal por doação de nobres, 1126 LF 460, e 1258 IS 319), MAZAREFES (domínio condal no séc. X doado a um mosteiro galego pelo conde seu dono, 985 AP 150 e 1220 IS 229 e 1258 IS 315) [...] – Cadernos Vianenses, Tomo IV, p. 298. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau/ Fim – Sem saída. |
Ferrais |
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Rua da Escola Primária
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Implantado o loteamento inicialmente deno-minado da “Celnorte” e mais tarde da “Portu-cel”, já que foi essa empresa de celulose que mandou construir o referido bairro para aí alojar os seus trabalhadores, impôs-se a construção de uma nova escola primária, que viria a ser inaugurada em 1989, para fazer face às necessidades estruturais. A partir de 2003 passa a funcionar, também, o Jardim de Infância, até então instalado nos baixos da Sede da Junta de Freguesia. Esta é a rua que dá acesso à referida Escola. Limite: Início – Rua Artur Pedro Silva Domingues e Beco do Mourão / Fim – Rua Artur Pedro Silva Domingues.
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Ferrais B. Portucel |
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Rua Artur Pedro da Silva Domingues
Nasceu na cidade de Lisboa a 13 de Abril de 1902 e faleceu na freguesia de Mazarefes, onde está sepultado, a 3 de Julho de 1979. Sendo um dos quadros de chefia da Secção de Mecânica dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, S.A.R.L., foi um dos inúmeros técnicos vindos de Lisboa para impulsionar a construção naval em Viana do Castelo. Embora não tenha deixado descendentes, é em Mazarefes que estabelece residência. Foi presidente da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Mazarefes até a realização de eleições livres para a Assembleia de Freguesia. Apesar do curto espaço de tempo que permaneceu à frente dos destinos de Mazarefes, procedeu a algumas obras de alargamento e limpeza de caminhos e solicitou um espaço – uma sala (onde hoje está instalado um consultório médico) – na Casa do Povo para funcionar como Sede da Junta de Freguesia, estrutura administrativa que, até então, funcionava na residência dos presidentes da Junta. Foi também presidente da Casa do Povo por várias vezes, tendo sido – num dos seus mandatos como presidente – lançada a primeira pedra, que daria lugar à construção do actual edifício, hoje sede da Associação local.. Além disso, foi um grande fomentador cultural e desportivo. Os primeiros passos do teatro em Mazarefes conheceram a sua mestria: Recuando no tempo e olhando o teatro que se fez, tenho de evocar aquele que não chegou a mostrar-se ao público depois de tantas noites perdidas pelos rapazes e raparigas de então. Refiro-me às duas peças encenadas pelo falecido Artur Domingues – José Viana, in Boletim do GACDM, n.º 1, Julho de 1980. Limite: Início – Rua de Ferrais / Fim – Rua de Ferrais. |
Ferrais B. Portucel |
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Rua Francisco Rodrigues de Carvalho
Filho de João Rodrigues de Carvalho e de Ana Rodrigues de Matos, nasceu na freguesia de Mazarefes a 29 de Outubro de 1864 e faleceu na mesma freguesia a 15 de Março de 1943. Era neto paterno de Manuel Rodrigues de Carvalho e Maria Ribeiro da Silva e materno de Francisco de Araújo Coutinho e de Teresa Rodrigues de Matos. Seria baptizado na Igreja Paroquial de S. Nicolau de Mazarefes a 5 de Novembro de 1864, tendo sido padrinhos Francisco de Araújo Coutinho (avô materno) e Maria Ribeiro da Silva (avó paterna). Foi Presidente da Junta de Freguesia de 1914 a 1918, precisamente no período da I Guerra Mundial. É durante o mandato deste ilustre mazarefense que, por sua proposta (em 16 de Agosto de 1914), se chama à atenção para o facto do actual cemitério público desta freguesia, sendo reduzido e acanhado, não podendo obedecer às exigências actuais desta freguesia, teria que ser ampliado; e para conservar e aproveitar a sua disposição interior, essa ampliação devia ser feita pelo lado do Norte Nascente e poente, adquirindo, ou expropriando-se se tanto for preciso, uma facha de terreno que déia ao cemitério a capacidade suficiente por aqueles três lados: pois que era a única forma de o tornar adequado às exigências da freguesia com o menor dispêndio – e se construíram os dois imponentes jazigos de granito. É, ainda, no seu mandato que se empedraram diversos caminhos, nomeadamente na Regadia e no antigo Lugar das Penas. Era um homem com uma visão futurista a ponto de ter lutado, até pela segurança dos cidadãos. Por proposta sua lutou pela passagem de nível com guarda: Que havendo nesta freguesia uma passagem de nível na via férrea sem ter guarda, e a fim de não termos, eventualmente a lamentar uma grande desgraça e que por isso tem estado prestes a dar-se; em virtude da referida passagem ser péssima [...] – conforme se pode constatar pelas actas. Limite: Início – Rua de Ferrais / Fim – Rua Artur Pedro Silva Domingues. |
Ferrais B. Portucel |
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Rua José Rodrigues de Araújo Coutinho
Filho de José Rodrigues de Araújo Coutinho e de Maria Rodrigues do Rego – moradores no Lugar das Boas Novas, neto paterno de José Araújo Coutinho e de Maria Rodrigues de Carvalho, e materno de Francisco Rodrigues do Rego e de Maria Gonçalves Deira (da freguesia de S. Tiago de Anha), nasceu na freguesia de Mazarefes, a 20 de Novembro de 1858, tendo sido baptizado a 24 do mesmo mês e ano. Foram padrinhos de baptismo José da Silva Meira, casado com Ana Rodrigues de Carvalho da freguesia de S. Miguel de Vila Franca, e Maria Gonçalves Deira da freguesia de Anha, avó materna. Casou com Maria das Dores, de 23 anos de idade, filha de João Francisco dos Reis e de Maria das Dores de Araújo, a 30 de Outubro de 1880. Foram testemunhas deste casamento, que decorreu na igreja paroquial de S. Nicolau de Mazarefes, António Gonçalves Pitta e Manuel José Vieira. Para além de ter sido presidente da Junta de Freguesia de 1932 a 1938, exerceu as profissões de Escrivão, Louvado e Juiz de Paz. Faleceu a 14 de Março de 1946 e está sepultado no Cemitério Público de Mazarefes. Limite: Início – Rua de Ferrais / Fim – Rua Artur Pedro Silva Domingues. |
Ferrais B. Portucel |
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Rua José de Araújo Vaz Coutinho
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Filho de Alexandre de Araújo Rodrigues Coutinho e de Maria da Torre, nasceu na freguesia de Mazarefes a 11 de Abril de 1886 e foi baptizado no dia 14 desse mesmo mês e ano, tendo sido padrinhos José Rodrigues Vaz (avô materno) e Maria Rodrigues do Rego (avó paterna). Eram avós paternos José Rodrigues de Araújo Coutinho e Maria Rodrigues do Rego e maternos José Rodrigues Vaz e Maria Rodrigues da Torre. Depois de completar o ensino primário em Mazarefes, ingressou no Liceu de Viana do Castelo, onde hoje está instalado o Governo Civil, para aí estudar até ao 5.º ano, acabando por desistir. Para isso contribuíram algumas questiúnculas com um professor da época, Pe. Fontinha, que o chegou a reprovar por três vezes. Até à sua entrada para cumprir o serviço militar no Regimento de Artilharia 5 de Viana do Castelo, onde concorreu e ficou apurado para o curso de sargentos, dedicou-se à lavoura, pois, na altura seu pai era um dos lavradores mais abastados da freguesia. Mesmo contrariando a sua vontade, a mãe acaba por o livrar do serviço militar... De novo para a lavoura, da lavoura para madeireiro e carpinteiro, assim começaram os primeiros passos deste vulto da freguesia. Para além de ter sido Presidente da Junta da Freguesia de Mazarefes por períodos intercalares entre 1942 e 1950, foi também Presidente da Casa do Povo, estando inteiramente ligado à cons-trução do novo edifício da Casa do Povo, precisamente quando outras freguesias como Darque e Vila Fria, procuravam chamar a si a sede desta instituição. Faleceu a 10 de Outubro de 1955. Limite: Início – Rua de Ferrais / Fim – Rua Artur Pedro Silva Domingues. |
Ferrais B. Portucel |
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Rua Domingos Araújo Coutinho |
Domingos Rodrigues de Araújo Coutinho, filho Manuel Rodrigues de Araújo Coutinho e de Rosa Ribeiro nasceu na freguesia de Mazarefes a 29 de Janeiro de 1882 e foi baptizado na igreja paroquial de S. Nicolau de Mazarefes a 2 de Fevereiro desse mesmo ano, tendo sido padrinhos Domingos Pereira Pinto e Maria Ribeiro da Silva, por isso chamavam-lhe o “Domingos do Pinto”, numa alusão clara ao seu padrinho de baptismo. Era neto paterno de José Pereira Pinto e Teresa Ribeiro, e materno de Jerónimo António de Matos e Maria Ribeiro da Silva. Foi feitor do Paço de Mazarefes. Foi presidente da Junta de Freguesia de Mazarefes por três vezes: em 1918; de 1923 a 1932; e de 1938 a 1942. Faleceu às doze horas do dia 26 de Julho de 1958, no Lugar de Ferrais desta paróquia de Mazarefes, arciprestado de Viana do Castelo, arquidiocese de Braga [...], tendo recebido os sacramentos da santa igreja que lhe foram administrados por mim, pároco... Segundo o Assento de Óbito (n.º 9 de 1958) Domingos Rodrigues de Araújo Coutinho, tinha 76 anos, era lavrador e viúvo. Limite: Início – Rua de Ferrais / Fim – Rua Artur Pedro Silva Domingues. |
Ferrais B. Portucel |
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Rua de Ferrais
Toponímia de «ferro» (< lat. ferru-). Alguns casos são profissionais (por alcunha e daí apelidos depois), como Ferrador, Ferrão, Ferrazes, Ferreiros e Ferreiras e até Ferros. Ferradores (ainda hoje existem famílias que são conhecidas e referenciadas como sendo dos “ferradores”, pelos seus antepassados terem sido ferreiros) de Mazarefes – Ferrais, como Lugar. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau / Fim – Avenida da Igreja. |
Ferrais B. Portucel |
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Avenida da Igreja
Topónimo comum a quase todas as freguesias. Esta toponímia é, em geral, recente, apesar de haver localidades com essa designação remota (sobretudo se se tratava de um pequeno templo, «egrejó» <ecclesiola, e daí Grijó e, nesta toponímia, Cajó). Avenida com duas faixas, passeios laterais e um separador central. O topónimo serve para perpetuar a Igreja Paroquial de S. Nicolau de Mazarefes, estando no outro extremo da Avenida o antigo cruzeiro, dessa mesma igreja. Esta Igreja, nos primeiros tempos da sua edificação, constituía o mosteiro do cenóbio, aqui fundado pelos monges beneditinos de Santiago de Compostela, depois da doação de D. Telo, vassalo do rei de Leão. Toda a extensão da avenida sempre existiu e remonta à fundação da “casa-mãe” do Couto de Mazarefes, ligando a igreja à antiga estrada real, local de passagem obrigatória dos peregrinos para Santiago de Compostela e por onde passou a rainha D. Maria II, vinda de Barcelos em direcção a Viana do Castelo, em 1852 (Ver Rua da Estrada Velha e Rua das Breias). A avenida foi construída em 1989, sendo inaugurada em 2 de Dezembro desse mesmo ano pelo Governador Civil de Viana do Castelo Roleira Marinho, pelo Bispo da diocese D. Armindo Coelho e pelo Presidente da Câmara Carlos Baptista. Limite: Início – Rua Abade Matos / Fim – Rua Avelino Sousa e Rua da Estrada Velha. |
Ferrais |
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Rua Maria Júlia Bourbon |
Maria Júlia de Azevedo Meneses Pinheiro Pereira de Bourbon (Caiola) – por ter casado em 2ªs núpcias com Tomás Caiola, de Santa Marta de Portuzelo – filha de Francisco Manuel de Meneses Pinheiro de Azevedo e de Mariana de Jesus Barbosa Pereira de Sotomaior de Azevedo de Bourbon, nasceu a 18 de Maio de 1901 e faleceu a 20 de Julho de 1992, estando sepultada no Cemitério de Santa Marta de Portuzelo, por sua expressa vontade. Proprietária que foi da lendária “Casa dos Pereiras” (Paço) de Mazarefes, a ela se deve algumas dádivas à paróquia e à freguesia, sendo de realçar os dois lotes de terreno onde foi construída a Sede da Junta de Freguesia, sediada hoje na rua com o seu nome, a que reportamos nesta explanação. Limite: Início – Avenida da Igreja / Fim – Rua Avelino Sousa, Rua Manuel da Silva Liquito e Rua José Gonçalves Rato. |
Ferrais |
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Rua da Carniçaria
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Este topónimo está eventualmente ligado à célebre contenda entre Rui Pereira, senhor do Paço de Mazarefes, e Isabel da Silva, do Paço de Vila Fria, junto ao castro de Sabariz. Rui Pereira foi um homem de temperamento destemido e prepotente: acoberto pelo favor da Corte e dos bens paternais, deixou episódios para recordar aos vindouros quase lendários. E o caso com Isabel da Silva, atesta bem esse seu temperamento: Rui Pereira roia-se de amores por Isabel. Porque a sua apaixonada não correspondesse ao ímpeto da cegueira dos seus amores, Rui Pereira resolveu raptá-la pela calada da noite de 5 de Agosto de 1590. Capitaneou um grupo de oito ou dez homens, parentes, amigos e seus servidores, todos bem armados com espingardas, arcabuzes e espadas, com cascos na cabeça. Dirigiram-se ao Paço de Vila Fria, do falecido Jerónimo de Alpuim, onde se encontravam a viúva D. Belisenda da Silva, a sua filha Isabel (na altura com vinte anos) e um filho de treze anos. Cercaram o Paço, bateram à porta fazendo-se passar por oficiais de justiça. Franqueada a entrada, arrombaram as portas interiores, espancando os criados. Ao barulho e aos gritos da criadagem acudiram outros. Saltaram da cama D. Belisenda e sua filha, pretenderam arrastá-la para fora, mas porque ela gritasse e se defendesse corajosamente, Rui Pereira, já desalentado do seu intento e da resistência oferecida por sua amada, para se vingar dos seus amores contrariados, cortou-lhe o nariz. Perante tal arrepiante cenário deu-se a fuga precipitada, assistindo-se aos disparos em vão das espingardas e arcabuzes dos raptores. Deste escandaloso atentado chegou a notícia à Corte, baixando logo ordem para que o Doutor Luís Galvão, desembargador dos Agravos na Relação do Porto, fosse tirar devassa a Vila Fria, ficando os principais culpados Rui Pereira e seu primo Jácome Pereira, Francisco Rocha Cardoso, o galego Bobeta, os criados e o escravo de Rui Pereira, António Martins, seu filho Paulo e o escravo António por alcunha «O Cerveira» Pedro Álvares, sua mulher Inês Antunes e o criado de Nuno Álvares Pereira. A sentença foi proferida em Barcelos a 12 de Dezembro de 1590, e a justiça não se deixou enternecer com a qualidade dos fidalgos acusados. A fuga para a Índia valeu a Rui Pereira e ao seu primo Jácome Pereira não subirem ao patíbulo. Apesar das crónicas da época afirmarem que os restantes réus, depois de andarem condenados pelas ruas de Barcelos, com baraça ao pescoço, sendo açoitados e condenados às galés, é da tradição popular na freguesia que os mesmos foram executados numa bouça contígua ao portal da Quinta do Paço de Mazarefes, onde hoje existe o loteamento da Sede da Junta de Freguesia, passando esse local a ser conhecido pelo sítio da “carniçaria”. Limite: Início – Avenida da Igreja / Fim – Rua José Gonçalves Rato. |
Ferrais |
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Rua José Gonçalves Rato |
José Gonçalves Rato era filho de José Gonçalves Rato e Inácia Alves Franco, que faleceu com 84 anos de idade (na altura, viúva) a 8 de Setembro de 1876. Foi casado com Ana da Silva. Foi o primeiro presidente da Junta de Paróquia de que há memória, entre 1880 e 1887. Como empreiteiro de obras, foi o responsável e o grande impulsionador da construção do Cemitério de Mazarefes, construção essa que viria a terminar em 1888, conforme consta da inscrição a encimar o portal de entrada do referido cemitério, e que faz com que Mazarefes venha a ser das primeiras freguesias a possuí-lo. Em sessão de 19 de Agosto de 1883, José Gonçalves Rato propõe a necessidade de se mandar construir duas grades de ferro para fecharem o adro da igreja paroquial, visto que em virtude de ordens superiores, se tinha de enterrar os defuntos nele, até fazer-se o cemitério; e que naquele estado se não poderem enterrar por que entravam pelas duas portadas abertas, porcos e outros animais, que podiam fazer escavações, e serem desta forma prejudiciais quer à moral, quer à saúde pública dos habitantes da freguesia. E de facto, no dia 2 de Setembro de 1883, José Gonçalves Rato volta à falar sobre esta questão, alertando os restantes membros da Junta de Paróquia para a proibição, desde o dia 6 de Agosto do mesmo ano, do enterramento de cadáveres dentro das igrejas ou capelas. A 16 de Setembro decide-se pela venda do terreno baldio que a Junta de Paróquia possuía no “sítio do Monte do Calvário”, para depois expropriar o terreno junto à igreja paroquial, pertencente a Francisco Barbosa Couto Cunha Sotto-Maior, de Estarreja, e nele se edificar o cemitério. Limite: Início – Rua do Passal e Rua do Cruzeiro / Fim – Rua Avelino Sousa, Rua Maria Júlia Bourbon e Rua Manuel da Silva Liquito. |
Ferrais |
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Rua do Cruzeiro
Topónimo local. [Kruzéjru]. s. m. (De cruz + suf. –eiro. Cruz grande de pedra, colocada em encruzilhadas, praças, nos adros de algumas igrejas, em caminhos... (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa). Rua que liga a Rua Senhora das Boas Novas – onde existe um Cruzeiro, ao qual a tradicional procissão em honra da Senhora das Boas Novas dá a volta, para de novo regressar à capela – à Residência Paroquial. Junto à Residência partem depois as ruas do Passal e de José Gonçalves Rato. Ainda hoje há famílias que são conhecidas como sendo do “Cruzeiro”, face à proximidade das suas residências, com o mesmo. Limite: Início – Rua José Gonçalves Rato e Rua do Passal / Fim – Rua Senhora das Boas Novas.. |
Ferrais |
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Rua do Passal |
Topónimo Local. Novo estradão, aberto para fazer ligação da Rua Abade Matos (que faz ligação da Igreja Paroquial de S. Nicolau à capela de Nossa Senhora das Boas Novas) à Residência Paroquial. Passal, s.m. Terra anexa e pertencente à casa do pároco ou prelado (Ver Rua Abade Matos). Limite: Início – Rua Abade Matos / Fim – Rua José Gonçalves Rato e Rua do Cruzeiro. |
Ferrais |
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Rua Abade Matos
António Francisco de Matos, vulgo Abade Matos, filho de Francisco António de Matos e de Antónia da Piedade de Passos Pereira Maciel (casaram em Castelo do Neiva), nasceu na freguesia de Mazarefes a 9 de Junho de 1860 e foi baptizado a 13 do mesmo mês e ano, tendo sido padrinhos António Lourenço de Passos Pereira Maciel (avô materno) e Rosa de Jesus de Passos Pereira Maciel. Era neto paterno de José António de Matos e Maria Rodrigues e materno de António Lourenço de Passos Pereira Maciel e Maria Martins de Figueiredo. Embora tivesse frequentado tardiamente os Seminários, veio a ordenar-se sacerdote no dia 20 de Novembro de 1887, dia de S. Félix de Valois, com 27 anos de idade. Recebeu ordens sacras de D. António José de Freitas Hono-rato, arcebispo de Braga. Durante a sua vida de estudante em Braga, teve e passou por vários episódios, mas o que mais marcou a sua personalidade foi aquele que o levaria às colunas de um jornal da época e que o Pe. A Reis Lima faria referência em o “Serão” de José Rosa Araújo: Isto deve ter sucedido aí pelo ano de 1885. Freqüentava, então, o Seminário Conciliar, um estudante, natural desta freguesia, chamado António Francisco de Matos. Era um aluno distinto e dotado de espírito de muita iniciativa. Lembrou-se de construir uma bicicleta de pau, com duas rodas, sendo a da frente grande e a de trás pequena. E, se bem o pensou, bem o fez, como diz o nosso povo. Quando apareceu em público, a dar ao pedal, (fixado à roda da frente), os seus conterrâneos deliraram com a novidade, ficando todos de boca aberta, perante os malabarismos do António Matos. Como se tratava duma novidade sensacional, o nosso estudante levou para Braga a bicicleta da sua autoria. Pois não queiram saber, foi um acontecimento! Despovoou-se a cidade para ver equilibrado em cima de duas rodas um estudante, ficando os bracarenses verdadeiramente embasbacadas diante «da-quele mafarrico» que não caia de cima das duas rodas! Naquele tempo ainda devia ser desconhecido do público «que a força do movimento é superior à força da gravidade». Concluídos os seus estudos, recebeu Ordens Sacras e paroquiou esta freguesia durante quarenta e cinco (45) anos, vindo a falecer a 7 de Maio de 1947, deixando uma memória abençoada. Deixou escrita uma pequena monografia de Mazarefes e diversos poemas, onde se revela um inspirado poeta. Em testamento deixou à freguesia metade da sua casa para residencial paroquial – a freguesia, porém, veio a comprar a outra metade. Para além disso, doou também 20.000 m2 de terreno que faz parte do passal. É considerado o maior benemérito da freguesia. Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Avenida da Igreja. |
Ferrais |
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Rua de São Bento
Topónimo local. 1077 «triumphatoribus sanctis sancti Benediti...» DC 542. Trata-se do grande patriarca de uma corrente monástica que se transformou numa das ordens regulares mais notáveis – se não a mais importante. Como não mártir, antes do séc. XI-XII, não devia S. Bento ter templos próprios; mas, como se vê do documento apresentado (1077), foi então que eles começaram, chegando ao ponto de criar-se cedo o hagiotopónimo: 1258 «super Sancto Benedicto» IS 940, já não recente nesse ano. Séculos antes, porém, um caso como 911 «sub regula Sancti Benedicti» nada tem com templo, respeitando a um mosteiro que seguia a sua regra, mas de cuja a igreja não era titular. Termina A. Almeida Fernandes (Cadernos Vianenses, Tomo VII, p. 200): Como Mazarefes foi Couto do mosteiro beneditino de Ante Alteres (Compostela) desde 985 AP 149, o facto leva-nos a concluir uma fundação local por esse mesmo mosteiro. Já encontramos o caso de Santoinho, que é análogo, etc. Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua Abade Matos. |
Ferrais |
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Rua Senhora das Boas Novas
Topónimo local. Estrada Municipal que confina com a capela com o mesmo nome. Esta capela fica quase no centro da freguesia. Para quem não conhece a freguesia, tem-lhe atribuído o estatuto de Igreja Paroquial, pois trata-se de uma capela bastante ampla, cujas proporções se confundem, precisamente, com uma igreja. Segundo a tradição, nos primórdios, seria uma pequenina capela escondida entre olivais como acontecia naquele tempo com muitas outras, pois era das oliveiras que tiravam a azeitona e produziam o azeite para as lamparinas. Por outro lado é vulgar ouvir-se dizer por pessoas mais idôneas que, a princípio, era uma capela sob a invocação da Senhora dos Prazeres, a quem o povo designava apenas de «Senhora». O nome actual de «Senhora das Boas Novas», foi inspirado pela devoção do povo, quando viu abandonar os lares os seus ente queridos à procura de melhor vida em Terras do Brasil. Dando testemunho desta hipótese escreveu um dia o Pe. Artur Coutinho: É evidente que a gente de Mazarefes mergulhada na saudade e na incerteza ia ajoelhar-se aos pés da «Senhora» a pedir as «boas-novas» e, como testemunho de gratidão ou inconscientemente através do tempo lhe teriam mudado o nome, vindo do novo título de glória – a Senhora das Boas Novas que ainda hoje vigora e vigorará. Mas não eram só de Mazarefes os devotos da Senhora das Boas Novas, porque no seu número de romeiros contam também os da Ribeira de Viana do Castelo (talvez em maior número) e familiares de emigrantes doutras freguesias que a Ela recorriam, em horas de aflição ou se as notícias dos ausentes tardavam a chegar. «E não raramente, nas tardes de domingo, se ouve a toada de romeiros desfiando louvores: Senhora das Boas Novas, / Tem um manto de Ouro fino, / Que lhe deu um marinheiro, / Que se viu no mar sem tino – citamos Francisco Pitta. Saudação, in Roteiro das Festas, 1985. Quanto à fundação da capela deve remontar a alguns séculos atrás, talvez do séc. XV ou XVI. A sua forma actual, segundo o Abade Matos na sua monografia manuscrita e inacabada, foi construída em 1805, com muita pedra aproveitada da antiga igreja paroquial em ruínas (S. Simão da Junqueira), trazida para ali em carros de bois. Foi ampliada e reconstruída a expensas do Pe. Manuel Martins de Carvalho, filho desta terra que, por essa ocasião, havia regressado do Brasil. Depois, a expensas de um devoto, o lavrador Manuel Augusto Fernandes Barbosa (Casa das Marinheiras, desta freguesia), foi erecta a torre, em 1901, conforme se pode ler em letras cinzeladas em granito, na própria torre. Ao longo dos anos foram feitas grandes obras, sendo de destacar o recente arranjo do adro, de onde foram retirados os dois coretos em cimento e pavimentado em granito toda a área envolvente, sendo criadas algumas estruturas subterrâneas para apoio às necessidades da também recém criada Confraria. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau / Fim – Avenida da Conchada e Avenida do Monte. |
Ferrais Regadia |
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44 |
Rua de S. Simão
Topónimo local. 1150 «de Sancto Simeon de Junqueira» CB 23; 1220 «de Sancto Simeone de Junqueira» IS 28; 1258 «Couto Sancti Simeonis de Mazarefes» IS 315; 1290 «freguesia de Sam Simhom de Junqueyra». 959 «prius in ecclesia positos sanctos apóstolos Simon» DC 76. A documentação em epígrafe pertence à actual freguesia de Mazarefes, onde ainda se tem o mero hagiotopónimo São Simão e uma recordação material da primitiva igreja da paróquia, que se dedicou a S. Simão (mudada, depois, para o lugar actual, com o título de S. Nicolau – ou uma igreja deste santo tomada como paroquial, depois de abandonada a de s. Simão no sítio de Junqueira, mais à beira do Lima). De acordo com essa primitiva localização, vigora ainda o topónimo complexo Veiga de S. Simão. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau / Fim – Praia Fluvial. |
S. Simão Regadia |
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45 |
Rua das Fontinhas |
Fontinhas ou Fontainhas. Do n. comum «fontainha» (< lat. fontanina), que tanto podia ser uma fonte como o arroio que dela se formava: «per illas fontaninas et inde par ipsum arrogium» (DMP–Part. 4); 1258, «poilo ribeiro das Fontainhas a fundo» (TT – Inq. De D. Dinis, L. 4 fl. 35 v.) – AAF. Antigo caminho que dava acesso a três pequenas fontes onde o gado bovino e caprino se saciava no regresso das pastagens na Veiga de S. Simão. Hoje, essas fontes estão subterradas. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau / Fim – Caminho Florestal. |
S. Simão Regadia |
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46 |
Rua do Vermuim |
Toponímia local. 862 Vermudus DC 9; 919 Veremudus DC 23; 1063 Veremundus DC 437; 1081 Vermuu DC 594. Vermuim, com a escrita «oficial» mal orientada Vermoim (como quase tudo o que é oficial, sobretudo na toponímia), é um topónimo bastante frequente no Norte, o que concorda com a própria frequência do uso do respectivo antropônimo. Trata-se do genitivo Veremundi sc. «villa» de Veremundus (baira+munths), nada tendo com um diminutivo Vermudinus, como do acento se poderia julgar. Notável que a documentação exposta, com inversão cronológica que demonstra a oscilação que a evolução sofria ainda entre os séc. IX e o XI (neste parece que concomi-tantemente com a própria evolução, já plenamente romance, Vermuu> Vermuo), nos assevera as fases da evolução fonética: Veremundi> Veremudi> Vermudi (> Vermui> Vermuim – A. Almeida Fernandes. Cadernos Vianenses, Tomo V, p. 196. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau/ Fim – Caminho Florestal. |
S. Simão Regadia |
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47 |
Rua Maria Luiza de Carvalho
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Maria Luiza de Mesquita Carvalho, filha legítima de Joaquim Rodrigues de Carvalho, serralheiro, e de Maria Soares de Mesquita, neta paterna de António Rodrigues de Carvalho e Maria Rodrigues de Carvalho, e materna de Manuel António Afonso e Maria Barreto Mesquita, nasceu na freguesia de Darque a 24 de Dezembro de 1917 e faleceu, na freguesia de Mazarefes, a 8 de Novembro de 1987. Segundo o assento de baptismo, sua mãe Maria morreu ao dar à luz, já que a Maria Luiza foi baptizada no mesmo dia, em casa por Rosa da Rocha, viúva, da freguesia de Darque, e que nasceu na freguesia de Darque [...] por onde foi registada. Foi baptizada na Igreja Paroquial de Mazarefes a 29 desse mesmo mês e ano, tendo sido padrinhos seus tios António Rodrigues de Carvalho e Ana Rodrigues de Carvalho, solteiros, lavradores, moradores na freguesia de Mazarefes. A juventude de Maria Luzia dedicou-a ao Grupo Coral, do qual era organista e ensaiadora. Além disso, foi ainda catequista. De família abastada, já que passou a viver com os tios, tinha uma predilecção muito especial pelos pobres e necessitados da freguesia. Limite: Início – Avenida de S. Nicolau / Fim – Largo da Regadia. |
Regadia |
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Rua Souto do Abade |
Topónimo antigo. Local onde se vislumbrava um frondoso e repleto Souto de carvalhos e sobreiros, pertença de um Abade residente nesta freguesia. Limite: Início – Rua Professora Isabel Ferreira de Sousa / Fim – Rua Maria Luiza de Carvalho. |
Regadia |
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Rua dos Moinhos
Antigo caminho que dava acesso ao ribeiro do Ermígio, cujo elevado caudal de água fazia funcionar os moinhos, ali existentes. Um dos moinhos pertence à Junta de Freguesia e prevê-se o seu restauro, com a finalidade de servir de peça “museológica”, de forma a proporcionar às crianças das escolas um contacto presencial dos aspectos etnográficos daquele local. Ao contrário dos moinhos de água «azenhas» – do termo árabe acenia, ou azenha – de roda vertical (como é o caso da Azenha do Artur de Matos, junto à Fonte Branca), estes moinhos de água – derivado do étimo latino molinas – são de roda horizontal, de rodízio, com penas. Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua Souto d’Abade. |
Regadia |
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Rua Professora Isabel Ferreira de Sousa
Filha de João José de Sousa e de Narcisa Ferreira nasceu na freguesia de Palmeira, concelho de Braga, a 21 de Março de 1909. Depois de concluir o ensino primário na sua Terra Natal, entra para a Escola Primária Superior de Braga, onde concluiu o antigo 5.º ano, hoje equivalente ao 9.º ano de escolari-dade. Como ainda era muito nova teve que interromper os seus estudos por um ano, e só conseguiu entrar para a Escola Normal Primária de Braga (mais tarde Magistério) no ano seguinte, através de uma certidão de nascimento falsa, que um político da época conseguiu. Veio a diplomar-se a 23 de Julho de 1927, com a excelente classificação de 17 valores, conforme consta do diploma passado pelo Dr. José Leão Ferreira da Silva, director dessa mesma escola, a 8 de Abril de 1928. De 1928 a 1930, depois de um ano lectivo em Miro, passa por Segude, concelho de Monção; Vitorino de Piães, no concelho de Ponte de Lima; e Lindoso no concelho de Ponte da Barca, até se estabelecer em Cendufe, freguesia de Arcos de Valdevez, onde conhece e estabelece relações de amizade com o Pe. Himalaia. Em 1934 vem para Mazarefes, e aqui, começou por ser professora das raparigas até 1945, altura em que tomou conta das classes masculinas até à data da sua aposentação, que ocorreria em 1974. Casou em Mazarefes com José Rodrigues Pinto dos Santos Lima, a 17 de Setembro de 1938. Faleceu e está sepultada no Cemitério de Mazarefes a 6 de Janeiro de 1993. Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua Maria Luiza de Carvalho. |
Regadia |
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Rua do Souto |
Antigo caminho ladeado por um Souto. É também um dos topónimos mais antigos. Aliás, vulgar em muitas freguesias de Viana do Castelo e por esse país fora. Seguimento do antigo “Caminho do Souto do Abade”. Limite: Início – Rua da Regadia / Fim – Rua Professora Isabel Ferreira de Sousa. |
Regadia |
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Rua da Regadia |
Lugar de maior abundância de água – existem escrituras antigas de partilhas de água –, o que facilitava o regadio dos campos (ver Rua das Presas). Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Caminho das Muradas (Vila Franca). |
Regadia |
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Rua da Fontela |
Topónimo antigo. Caminho ladeado por algumas pequenas fontes, provenientes da água excedente da “fonte-mãe” junto à Quinta do Dr. Francisco Pitta (Ver Rua, com o mesmo nome). Estas fontes secavam, quando o caudal diminuía na “fonte-mãe”. Limite: Início – Rua da Regadia / Fim – Sem saída. |
Regadia |
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Beco de José Liquito
Antigo Lugar das Penas. Carpinteiro e madeireiro de profissão tornar-se-ia mais tarde cantoneiro das estradas, um dos poucos empregos que vincularia ao Estado. Todo o percurso deste homem assentava no princípio basilar da família, por isso, foi um pai extremoso de oito filhos (ver Rua Manuel da Silva Liquito). Nasceu na freguesia de Mazarefes a 5 de Dezembro de 1893 e faleceu, na mesma freguesia, a 10 de Fevereiro de 1968. O topónimo atribuído a este local, para além de perpetuar a origem desta secular família (“Liquitos”) de Mazarefes, justifica-se também pela homenagem às profissões de carpinteiros, madeireiros e cantoneiros. Na altura a emigração para França ajudou muitas pessoas que hoje estão bem na vida. Alguns nunca lhe chegaram a pagar o empréstimo para a viagem. Mesmo assim, José Liquito nunca se cansou de ajudar os outros. Limite: Início – Rua da Regadia / Fim – Sem saída. |
Regadia |
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Largo da Regadia |
Topónimo local. É o largo central ao antigo Lugar da Regadia, e onde se concentravam e concentram pessoas ao Domingo para conviverem. Nesse mesmo largo, a ladear os portais das casas, ainda hoje existem bancos maçadouros. Limite: Início – Rua José Gomes da Cunha / Fim – Rua José Gomes da Cunha. |
Regadia |
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Rua José Gomes da Cunha
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Filho de José Rodrigues Barbosa da Cunha e de Teresa Rodrigues Gomes, nasceu na freguesia de Mazarefes, mais concretamente no Lugar da Regadia, a 6 de Janeiro de 1891. Casou a 9 de Agosto de 1915 com Maria Gonçalves Forte. Participante na I Grande Guerra (1914-18) fez parte do Regimento de Infantaria 3, detentor de três condecorações: Medalha Comemorativa da França de 1917-18 OB. 56-1-1919; Medalha Vitória O.B. 172-4-12; tendo direito ainda a usar o distintivo correspondente à condecoração da Torre de Espada, concedida ao Batalhão OE. N.º 10 (7.ª série) de 10/07/1920. Durante quase cinquenta anos esteve ligado à Junta de Freguesia. Quando tinha 28 anos de idade é nomeado Vice-Presidente e Secretário da então Junta de Paróquia, cargo que manteve até 17 de Junho de 1922. A 15 de Janeiro de 1953, assume o cargo de secretário da Junta de Freguesia, mantendo-se até 3 de Janeiro de 1960. A 1 de Janeiro de 1964, volta a ocupar o cargo de secretário da Junta de Freguesia, cargo que viria a abandonar a 5 de Outubro de 1970, por sofrer de baixa visão bilateral, não podendo continuar a exercer funções na Junta de Freguesia – conforme consta do atestado passado pelo médico oftalmologista Abeldizinho Pinto da Cunha. A propósito deste vulto da freguesia disse o presidente da Junta de Freguesia da altura, Miguel Gonçalves Forte: Foi uma honra para mim a oportunidade de privar bem de perto com um homem que tratava com fidalguia e acolhia as pessoas com muito entusiasmo. Dotado de bons valores, muita dignidade e desejo de servir os outros com altruísmo, cumpriu uma maravilhosa tarefa – servir os outros e não ser servido. Faleceu a 13 de Janeiro de 1976. Limite: Início – Largo da Regadia / Fim – Rua das Presas e Rua Prof. Carvalho (Banda do Carvalho). |
Regadia |
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Rua Professor Carvalho (Banda do Carvalho) |
Para perpetuar a memória da “Banda do Carvalho” e o seu fundador, o professor pri-mário “António Alves de Carvalho”, nascido a 2 de Janeiro de 1849, em Alvarães, formou-se na escola normal de Lisboa e contraiu matrimónio, pelos 23 anos, com Teresa Alves Pereira, natural de Mazarefes. Faleceu em 1930. A “Banda do Carvalho” extinguiu-se na década de quarenta, depois do seu filho Luciano Alves de Carvalho, aquele que o seguiu na regência da mesma, ter falecido também. O neto do Professor Carvalho, Casimiro Alves de Carvalho levou esta mesma Banda para Anha – onde havia casado –acabando a mesma por se extinguir em 1961, com o nome de “Banda da Casa do Povo de Anha”. A propósito desta distinta família e da “Banda do Carvalho” escreveu um dia o Pe. Artur Coutinho: Além de professor primário, exerceu o magistério musical. A sua casa era a escola da música, era a casa da banda. Lá se davam os ensaios com rigor e disciplina e ensinavam-se os adolescentes a tocar as escalas. «Filho de peixe sabe nadar» – Poderíamos aplicar este ditado à família do Sr. Carvalho. Todos os seus filhos sabiam música. Muitas vezes foi substituído pelo seu filho Casimiro, ex-seminarista, que, dizimado por uma doença que não perdoa, faleceu aos 27 anos. O primeiro sucessor na regência foi o Luciano, que nasceu em 1890. Alguns músicos, devido à sua preparação e ao saber, vieram a ingressar noutras bandas de maior nível. Quando o Sr. Carvalho deixou a regência, o seu filho, Eugénio Alves de Carvalho, também veio a alistar-se na dos B. V. de Viana. [...] O fundador era severo mas muito delicado. Daí a muita estima e consideração que lhe dispensavam os elementos da banda e grande aceitação e influência no povo de Mazarefes. [...] Dizem-nos que era uma boa banda. É certo que actuou em diversos meios como: Monção, Maia, Santo Tirso, Ponte da Barca, Arcos, Ribeira de Pena, Alijo do Douro, Vila Nova de Cerveira, Barcelos, Famalicão, Fão, Ponte de Lima, Esposende, Vila do Conde, Azurara, Apúlia, Viana, e, durante 15 anos consecutivos, actuaram em Âncora, na festa da Bonança. Andava pelos 12$50 (12.500 réis) por cada dia de actuação. Fazia as deslocações no carro de cavalos do falecido Cura, quando ia para longe. Era constituída de 27 a 35 figuras, cuja farda característica parecida muitas vezes contrastar com os tons estridentes dos seus instrumentos que, a princípio, eram de metal amarelo. De dois em dois anos havia farda nova, com certa modificação no feitio ou na cor. Dizem-nos, todavia, que se manteve sempre no seu tom característico em que havia nascido. O Professor António Alves de Carvalho veio a falecer em Viana do Castelo. Em 1918, quando actuavam na festa de S. Silvestre – Cardielos – receberam a notícia de que a casa do Sr. Carvalho tinha ardido. Desgostoso com o que aconteceu, veio a vender a casa e a quinta, ao Sr. António Coelho, de Viana, por 1. 900 réis. Comprou com esta soma duas casas em Viana: uma, na rua dos Manjovos e, outra, na rua da Gramática, onde faleceu. Limite: Início – Rua de Ferrais / Fim – Rua Artur Pedro Silva Domingues. Limite: Início – Rua das Presas e Rua José Gomes da Cunha / Fim – Caminho de Fontão (Vila Franca). |
Regadia |
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Rua do Redondelo
Topónimo local. [...] Como há em Mazarefes Redondelo e Redondo, aquele que deve ser aí um diminutivo toponímico, ou seja, um topónimo determinado por Redondo e não pelo elemento ou factor que criou este. Tal ilação, todavia, não é definitiva. Existem vários topónimos com o elemento qualificativo «redondo» (Campo Redondo, Lama Redonda, Souto Redondo, etc.), pode tratar-se de casos de elisão de substantivo (como Cavaleira, Pedrinha, Serrubada, etc.). Todavia, pode tratar-se também da elisão toponímica de uma expressão tópica como «marco redondo», embora pouco crível – sendo a expressão de 1258 relativa a Anha «in Redondelo de lo marco a suso» (também em Mazarefes, esta rua tem um marco – limite com Vila Franca do Lima) uma simples coincidência, isto é, sem significar qualquer relação entre Redondelo e «marco». Em todo o caso, é de admitir aquela possibilidade arqueológica. Tal como em Mazarefes, houve em Santa Marta os topónimos Redondo e Redondelo, mas este (certamente diminutivo toponímico daquele) desaparecido ou, melhor, substituído por Comprondelo, que é quando a mim, e muito claramente, uma aglutinação de Campo Redondelo (ou Campo de Redondelo – A. Almeida Fernandes. Cadernos Vianenses, Tomo IV, p. 307. Contudo, o mesmo A Almeida Fernandes, em artigo publicado no Roteiro de Viana, 1975, escreve que Redondelo não deve significar «padrão», porque os padrões limitavam os coutos [...] Em Mazarefes, neste local existe um «padrão» do secular Couto de Mazarefes, o que justifica, de certa forma, a atribuição de tal topónimo. Limite: Início – Rua Prof. Carvalho (Banda do Carvalho) / Fim – Caminho Florestal. |
Regadia |
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Rua das Azenhas |
Antigo caminho que dava acesso às diversas azenhas, então existentes ao longo do curso do rio do Ermígio até ao Ribeiro, sendo a mais conhecida a “Azenha do Artur Matos” (Ver Rua do Ermígio). Limite: Início – Rua Prof. Carvalho (Banda do Carvalho) / Fim – Caminho Florestal (Vila Fria). |
Regadia |
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60 |
Rua das Presas
Topónimo Local. Esta artéria da freguesia sempre foi conhecida por “Caminho das Presas”. Ainda hoje existe o açude e as respectivas comportas para encaminhamento das águas para rega (ver Rua da Regadia). Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua José Gomes da Cunha e Rua Prof. Carvalho (Banda do Carvalho). |
Regadia |
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Rua Rio do Ferreiro |
Topónimo de homenagem. Aqui existiu antigamente uma pequena oficina de Ferreiro. O percurso da actual rua era leito do ribeiro do Ermígio, com andaime lateral. Este pequeno percurso era conhecido pelo Rio do Ferreiro. Limite: Início – Rua das Presas / Fim – Rua da Regadia. |
Regadia |
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Largo das Boas Novas |
Toponímia muito antiga. Enorme largo mes-mo em frente à Capela de Nossa Senhora das Boas Novas, o qual engloba um pequeno troço da Estada Municipal (Ver Rua da Senhora das Boas Novas). Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua Senhora das Boas Novas. |
Regadia Ferrais |
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Rua do Ermígio
Topónimo local. Ermígio, Ermijo. 915 Ermoigio LF 14; 1076, Ermigius LF 100. O próprio n. pessoal de origem germânica, usadíssimo até ao séc. XII-XIII, Ermoigius (airmans+weig). Nome atribuído ao ribeiro a partir da Fonte Branca. Limite: Início – Largo do Bicho / Fim – Rua das Presas. |
Regadia |
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Rua do Cirurgião Matos
Muito pouco se sabe a propósito deste ilustre cidadão de Mazarefes. Sabe-se que se chamava Francisco António de Matos, era filho de José António de Matos e de Maria Barbosa de Almeida, neto paterno de José António de Matos e de Maria Rodrigues do Lugar de Ermígio, e materno de Simão António Barbosa de Almeida e de Rosa Teresa de Miranda, e que nasceu na freguesia de Mazarefes a 7 de Abril de 1838. Foi baptizado no dia 14 desse mesmo mês e ano, sendo padrinhos Francisco António de Matos e Maria Rodrigues, viúva, avó paterna. Formou-se em cirurgia na Escola do Porto e, já com mais de 30 anos, casou em 1877 com Rosa do Espírito Santo Moreira. Faleceu em 1922. Limite: Início – Rua do Ermígio / Fim – Rua do Ermígio. |
Regadia |
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Largo do Bicho
A atribuição deste topónimo está inteiramente ligada à existência de uma casa – pertença que foi do Sr. Artur de Matos – que confina com o referido largo e que se diz ter pertencido a um homem com esse apelido (alcunha) de “Bicho”, muito rico e, por isso, tinha um criado. Por motivos que se desconhecem este deixou o patrão e afastou-se para lugar incerto. A propósito desta tradição – quem sabe se em jeito de lenda –, escreveu o Pe. Artur Coutinho (in “Serão” de José Rosa Araújo): Numa noite de Verão, arrombaram a porta da casa, para roubarem as libras do «Bicho». Quando este acordou, sobressaltado, já não teve tempo nem meios de defesa e os ladrões trouxeram-no para a cozinha e prenderam-no, em cima de um banco, de pés e mãos. A mulher estava entrevada. Obrigaram-no a dizer onde tinha as libras, ameaçando-o de faca em punho. O pobre «Bicho» disse onde estava a ceira das libras: num buraco da parede, por cima do forno. Depois de se apoderarem da ceira, percorreram a casa e foram roubar-lhe o porco da salgadeira, o milho das caixas, o centeio e os feijões. No dia seguinte, já perto do meio-dia, o Tio Santa Marinha, que vivia numa casa relativamente perto – conhecida hoje pela Casa do Cirurgião... (Ver Rua do Cirurgião Matos) – mais tarde veio-se a saber que este Santa Marinha era provavelmente o tenente José António de Matos, que casaria com Maria Rodrigues Viana. E a descrição do Pe. Artur Coutinho prossegue: ... admirou-se por não ter visto ainda o «Bicho», pois era costume encontrá-lo todos os dias, pela manhã. Como a mulher estava entrevada e o homem era já pessoa de velhas cãs, lembrou-se que até estivesse doente. Ao aproximar-se, ouve gemidos e, entrando na cozinha, com espanto, vê o homenzinho no estado em que o deixaram os malvados gatunos: preso de pés e mãos, alguidar, sal, cebola e faca à beira. Claro, o homem estava já sem forças e muito morto. - O que foi? Perguntou o Santa Marinha. - Foi tudo. Roubaram-me esta noite. Levaram-me uma ceira de libras e andaram-me pela loja. Era uma quadrilha de ladrões. Depois de desprender o homem do banco, andaram a ver os delitos cometidos e seguiram os rastos até ao Rio Lima, junto a S. Simão. Os ladrões tinham passado o rio para o lado de Santa Marta. Mais tarde, vieram a descobrir que o roubo tinha sido cometido por uma quadrilha de gatunos espanhóis, chefiados pelo antigo criado, que tinha emigrado para Espanha. Quem conta a história só fala no Tio Bicho e não sabe o nome dele nem da mulher. Era o BICHO e pronto. O nome vulgarizou-se de tal forma que o largo circundante passou a ser sempre conhecido pelo «Largo do Bicho», mesmo antes da actual atribuição toponímica. Outra versão diz que o «Bicho» era um grande ladrão e chefiava uma quadrilha, e que tal episódio seria o culminar de um ajuste de contas. Limite: Início – Rua do Bairro Novo / Fim – Rua do Bairro Novo. |
Regadia |
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Rua da Fonte Branca
Topónimo local. Confluência do rio do Ribeiro, do Ermígio e duma nascente – Fonte Branca – que vem encadutada desde bem perto do castro de Sabariz. Uma das fontes mais frequentadas pelas gentes de Mazarefes, já que aí lavavam e coravam as roupas para além de servir de bebedouro aos animais. A fonte que vem do castro de Sabariz encontra-se hoje seca pelo facto do aqueduto e mina se encontrarem obstruídos com entulho e terra trazida com as cheias, perdendo-se a água da nascente no seu percurso. No local, ainda hoje existe a pedra de colocar o cântaro. De resto todo o cenário envolvente é um matagal de silvas e ervas daninhas. O centro nevrálgico desta fonte e ribeiros está dentro dos limites de Vila Fria. É conhecida neste mesmo local, já dentro dos limites de Mazarefes, a “Azenha do Artur Matos”, sendo a água conduzida através de um “aqueduto de águas-livres” de granito, desde a nascente da “Fonte Branca”. Limite: Início – Largo do Bicho / Fim – Caminho Florestal e Fonte Branca (Vila Fria). |
Regadia |
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Rua José Pequeno
José Gonçalves Pequeno, filho mais velho de José Gonçalves Pequeno e de Maria da Silva Meira – lavradores naturais de Mazarefes e moradores no Lugar do Monte – nasceu na freguesia de Mazarefes a 6 de Março de 1902, sendo baptizado na Igreja Paroquial de S. Nicolau de Mazarefes a 9 do mesmo mês e ano, sendo padrinhos José Fernandes Pitta e Ana Ribeiro da Silva. Era neto paterno de João Gonçalves e Teresa Rodrigues, e materno de Caetano Fernandes Pitta e Teresa da Silva. Casado com Jovita Taveira da Fonseca Gonçalves Pequeno, foi comerciante e industrial, tendo sido fundador e proprietário da Auto-Vianense, uma das mais prestigiadas empresas do ramo automóvel, em Viana do Castelo, e do Armazém de Mercearia “José Gonçalves Pequeno & C.ª Lda.”, também em Viana do Castelo. Foi juiz da Festa de Nossa Senhora das Boas Novas, em 1943. Nos anos seguintes, e até à data da sua morte, que ocorreria em 4 de Julho de 1957 (na sua residência à Avenida Camões, em Viana do Castelo), trouxe muitas pessoas importantes do meio político e empresarial de todo o país à sua casa de Mazarefes, dando a conhecer as potenci-alidades paisagísticas e as próprias carências da freguesia, o que em muito beneficiou a mesma. Estes convívios por ele propor-cionados ocorriam por altura das Festas em honra de Nossa Senhora das Boas Novas, vindimas e matança do porco. Sepultado em Mazarefes, foi posteriormente transladado, em 1979, para o cemitério da Ordem Terceira, em Viana do Castelo. Limite: Início – Largo do Bicho / Fim – Rua do Ribeiro. |
Regadia |
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Rua José Oliveira da Silva Reis
Filho de José António de Oliveira Reis e de Teresa da Silva Barbosa, nasceu na freguesia de Mazarefes a 24 de Abril de 1915. Casou com Albina da Silva Carvalho – da Casa das Marinheiras – a 7 de Dezembro de 1939. Ilustre benfeitor da freguesia, teve o princípio da sua vida como comerciante para os lados de Vila Franca do Lima, quando por lá alugou uma moagem, e que mais tarde a haveria de passar para Mazarefes, dando-lhe o nome de Moagem “Boa-Nova”, em homenagem da Casa das Marinheiras à “Senhora”, da qual eram devotos, pois a torre da Capela da Senhora das Boas Novas foi oferecida pelos ascendentes da família, Manuel Augusto Fernandes Barbosa e espôsa. Presidente da Junta de Freguesia durante dois mandatos seguidos (1955-1964), em prejuízo da própria família, chegava a desviar o pessoal (jornaleiros) da Quinta para trabalharem para a freguesia, acabando por lhes pagar do seu próprio bolso. A ele se devem – de parceria com José de Araújo Vaz Coutinho e Avelino Martins de Sousa – os projectos dos caminhos municipais 1196 e 1197, que haveriam de ser executados no mandato de Miguel Gonçalves Forte. Mas as obras de maior vulto, durante o seu mandato, foram a abertura da estrada para S. Simão e o ter conseguido que Mazarefes fosse contemplada com a luz eléctrica, apesar de alguns, erradamente, atribuírem ao pároco da freguesia, face ao contencioso que ambos mantinham na altura. A luz eléctrica foi inaugurada a 7 de Dezembro de 1958. Disponibilizou, por troca, o terreno onde seria construída a actual Casa do Povo. Foi também um grande benemérito da Igreja Paroquial de S. Nicolau. Faleceu a 17 de Junho de 1975, num acidente de viação, onde pereceu também a sua filha, a professora primária Maria Eugénia da Silva Reis Lima. Limite: Início – Rua Senhora das Boas Novas/ Fim – Largo do Bicho. |
Regadia |
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Rua do Bairro Novo
Rua que dá acesso ao projectado bairro social – com projecto aprovado e a construir –, para o qual a Junta de Freguesia já adquiriu o respectivo terreno, propriedade que foi da CP (hoje REFER) onde se pensou, em tempos, construir um apeadeiro dos caminhos de ferro, para servir as populações de Mazarefes e Vila Fria. Esta rua que tem início junto ao “Largo do Bicho” faz ligação à Rua do Ribeiro, na freguesia de Vila Fria e a uma outra rua que dá acesso ao Bairro de Sabariz, também da freguesia de Vila Fria. Limite: Início – Largo do Bicho / Fim – Rua do Moinho e Rua do Montinho (ambas na freguesia de Vila Fria).. |
Regadia |
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Rua do Ribeiro |
Antigo topónimo de Lugar (do Ribeiro), antes de se atribuir o Lugar do Monte. Proximidade ao rio do Ribeiro que vai confluir com o do Ermígio de da Fonte Branca. Limite: Início – Largo do Montinho / Fim – Largo do Montinho. |
Monte |
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Beco dos Carvalhos |
Toponímia de homenagem. Loteamento familiar. Este pequeno troço viário apenas dá acesso às casas dos da família “Carvalho”. Com saída para a Rua do Ribeiro. Limite: Início – Rua do Ribeiro / Fim – Sem saída. |
Monte |
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72 |
Beco do Dias |
Toponímia de Homenagem. Loteamento familiar. Este pequeno troço viário apenas dá acesso às casas dos da família “Dias”. Com saída para a Rua do Ribeiro. Limite: Início – Rua do Ribeiro / Fim – Sem saída. |
Monte |
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73 |
Largo do Montinho
Largo assim conhecido desde tempos imemoriais. Segundo escrituras antigas aqui existia um Souto. Confina com a freguesia de Vila Fria, havendo para o local um projecto de requalificação, que passa pelo arranjo urbanístico – tendo para isso sido adquirida uma casa em granito (já demolida) por 40 mil euros e solicitada à EN (Electricidade do Norte) a deslocação do PT existente no meio do Largo. Esta obra será executada de parceria com a Junta de Freguesia de Vila Fria. Limite: Início – Avenida do Monte / Fim – Largo do Montinho. |
Monte |
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Avenida do Monte |
Para perpetuar o topónimo do antigo “Lugar do Monte”. Esta avenida compreende o resto do troço da E.N. n.º 308 que vai do quilómetro 1,2 (junto ao cruzamento com a Rua da Senhora das Boas Novas) até ao limites com a freguesia de Vila Fria, junto ao Largo do Montinho. Limite: Início – Rua da Estrada Nova (Vila Fria) / Fim – Avenida da Conchada e Rua Senhora das Boas Novas.
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Monte |
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75 |
Rua do Conde |
Topónimo local. Antigo caminho do Conde. Por certo que se trata de uma alusão toponímica ao conde Telo Alvites, da segunda metade do séc. IX, o qual foi senhor de Mazarefes: doc. 985 AP 149-151 - «villa» que ele doou a um mosteiro galego (1063 «comitê domno Tello testavi... Mazarefes» AP 152). Limite: Início – Avenida do Monte / Fim – Rua Mário Cunha. |
Monte |
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76 |
Rua Dr. Francisco Pitta
Inicialmente denominada de “Projectada à Rua do Conde”. Francisco Félix Fernandes Pitta nasceu na freguesia de Mazarefes a 20 de Fevereiro de 1917, tendo completado o ensino primário na sua Terra Natal. Entrou para o Seminário de Braga no ano de 1932, tendo completado os cursos de Humanidades e Filosófico. Oficializou os seus estudos com os exames liceais dos terceiro, sexto e sétimo anos, ingressando na Universidade de Coimbra no ano de 1943, tendo seguido o Curso de Filologia Românica como aluno voluntário, visto ser funcionário da Repartição de Finanças (Aspirante em Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo). Licenciou-se em 1952, ano em que entrou no ensino secundário oficial. Foi professor de Português e Francês na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, durante o ano lectivo de 1952/53. No ano seguinte, de regresso a Viana do Castelo, leccionou na Escola Industrial e Comercial, hoje Escola Secundária de Monserrate, onde se manteve até ao ingresso no estágio para professores efectivos, que iria decorrer entre os anos de 1956 e 1957. Efectivou-se na Escola Industrial e Comercial de Gouveia, onde se manteve durante dois anos. Em 1959, requereu transferência para a Escola Industrial e Comercial de Santo Tirso. Em 1966 regressou de novo a Viana do Castelo para exercer o cargo de director do Ciclo Preparatório e da Escola Frei Bartolomeu dos Mártires, instalada na altura na Casa dos “Rego Barretos”, junto ao Jardim D. Fernando, onde actualmente funciona a Sede dos Serviços Administrativos do Instituto Politécnico (IPVC). Decorriam os anos de 1968 a 1974. Concorreu para o Magistério Primário, onde leccionou de 1976 a 1983, altura em que se aposentaria. Mas a vida de Francisco Félix Fernandes Pitta está, sobretudo, ligada à actividade literária. Publicou o seu primeiro livro, romance, editado pela “Livraria Civilização”, em 1948, com o título “Transviados”. “Gente da Beira-Lima” seria o seu segundo livro, publicado em 1983, por altura da sua aposentação. Trata-se de um livro de contos onde o autor canta as belezas do mitológico “Lethes”, ligadas aos bons momentos passados na sua juventude, junto às margens do mesmo. Em 1984, é publicado o seu primeiro livro de poesia “Verde Minho”, editado pela “Editora Pax”. Em 1985 surge o segundo com o expressivo título “Memorial de Amor”. Em 1987 surge nos escaparates da “Princesa do Lima” uma das suas grandes obras, a que deu o título de “Lendas e Tradições do Alto Minho”, obra essa que se viria a esgotar no espaço de dois meses. Finalmente, em 1989, é lançado o sexto livro, em cerimónia pública realizada na Sede da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Alto Minho, sita na Casa de João Velho (Junto à Sé Catedral), com o título “Sonho Realizado”. Mais uma vez, neste livro, o autor realça o amor à terra que o viu nascer. A Câmara Municipal de Viana do Castelo atribuiu-lhe a medalha de cidadão de mérito, a título póstumo. Tem colaboração dispersa pelos jornais “Povo da Barca”, “Notícias de Viana”, “Jornal do Turismo”, “A Aurora do Lima”, “Notícias dos Arcos”, “Falcão do Minho” e foi director-adjunto do “Foz do Lima”, até à data da sua morte, que ocorreria em 1997. Limite: Início – Rua do Ribeiro / Fim – Rua do Conde. |
Monte |
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Rua Mário Cunha
Mário Pereira da Cunha, oriundo de uma família de 9 irmãos, filho de Joaquim José António da Cunha e de Teresa Rodrigues Pereira Viana, neto paterno José António da Cunha e de Rosa Alves Pereira, e materno de José Rodrigues Alves Viana e de Maria Rita de Lemos Pereira Seixas, nasceu na freguesia de Mazarefes a 15 de Outubro de 1905 e foi baptizado no dia 17 do mesmo mês e ano, sendo padrinhos Pe. Manuel António da Cunha e Ana Pereira da Cunha. Com 14 anos de idade foi para França onde trabalhou no jornal “Le Matin” e onde permaneceu cerca de quatro anos. Com 18 anos parte para Luanda (Angola) onde se faz empresário e por lá desenvolve a sua actividade durante quarenta e cinco anos. A 4 de Outubro de 1948 casa com Olinda Amaral de Miranda Coutinho (Cunha), da qual tem um filho, Vasco Amaral Cunha, de 53 anos de idade, arquitecto de profissão, actual proprietário da casa e quinta de Mazarefes, que confinam com a rua com o seu nome. Mário Cunha foi um grande benfeitor da freguesia. Pessoa dotada de um altruísmo sem par, sempre pronto a colaborar no que dizia respeito à freguesia sem esperar qualquer tipo de recompensa ou homenagem. Também em Vila de Punhe, soubemo-lo benemérito, tendo sido um dos grandes obreiros do restauro e obras na torre da Igreja Paroquial de Santa Eulália. Faleceu a 16 de Agosto de 1968, estando sepultado no Cemitério de Vila de Punhe. Limite: Início – Largo Projectado à Rua Senhora das Boas Novas / Fim – Rua José Pequeno. |
Monte |
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Largo Projectado à Rua de Nossa Senhora das Boas Novas |
Conhecido pelo Largo do “Zinão”. Confina com a Rua de Nossa Senhora das Boas Novas. A atribuir outro topónimo, logo que se efectuem obras de grande vulto nesse espaço. Este Largo serve de tampão entre as ruas da Senhora das Boas Novas e do Mário Cunha onde, neste momento, foram feitas obras de ampliação e construção de muros em granito, como forma de preservar o património. Limite: Início – Rua Mário Cunha / Fim – Rua Mário Cunha. |
Monte |
Algumas obras consultadas:
- Arquivo Distrital de Viana do Castelo: Assentos de baptismo, casamento e óbito da freguesia de Mazarefes.
- Arquivo Paroquial de Mazarefes: Extractos de Assentos de Baptismo, Casamentos e Óbito (1860-1910)
- Arquivo Pessoal do autor e apontamentos manuscritos para futura Monografia de Mazarefes.
- “Cadernos Vianenses”, Tomos IV, V, VI e VII.
- “Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea” da Academia das Ciências de Lisboa.
- “Dicionário Português Latino” por Francisco Torrinha.
- Livros de Actas da Junta de Paróquia e Freguesia de Mazarefes.
- Monografia de Mazarefes (Manuscritos do Abade Matos, existentes no Cartório Paroquial de S. Nicolau de Mazarefes).
- Roteiro de Viana, 1975.
- “Serão” de José Rosa Araújo, Volumes I, II e III (Com apontamentos do Pe. Artur Rodrigues Coutinho).
- Sistemas de Moagem, de Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamim Pereira.
Agradecimentos:
António José Barroso (Dr.)
Artur Rodrigues Coutinho (Pe.)
Manuel Parente Pereira (Pe.)
Miguel Gonçalves Forte
Vasco Amaral Cunha (Arq.)
[1] “Poder Local”, Revista de Administração Democrática, n.º 8, p. 58, Julho/Agosto 1978. Segundo a Câmara Municipal de Viana do Castelo, através de uma Agenda publicada em 1993, aponta uma área de 4,26 Km2 para Mazarefes.
[2] Livro I das Honras e Devassas de alem Douro, fl.93.
[3] Opinião defendida pelo P.e António Francisco de Matos (Abade Matos), numa monografia (manuscrita) de Mazarefes, existente no Cartório Paroquial.
[4] Jornal “Incrível”, n.º 281.
[5] FERNANDES, A. Almeida – Cadernos Vianenses, Tomo VI, pp. 306-307.
[6] COSTA, P.e António Carvalho da - Corografia Portugueza (2.ª edição), Tomo Primeiro, p. 176, Braga, 1868.
[7] SAO PAYO, Conde de (D. António) - Dois Documentos Inéditos/Anteriores à Nacionalidade (Separata de “O Archeologo Português”, vol. XXVII), Lisboa, 1930.
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Avenida do Monte Rua de Bonsuinhos Rua Agostinho Paulino Rua Mário Cunha Rua do Ribeiro Rua Dr. Francisco Pitta Rua do Conde Largo do Montinho Largo Proj. à rua N.ª Sra das Boas Novas Beco dos Carvalhos Beco dos Dias |
4935-471 4935-437 4935-430 4935-468 4935-485 4935-478 4935-444 4935-472 4935-480 4935-485 4935-485 |
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| Lugar da Conchada | |||
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Avenida da Conchada Rua Extremo da Ola Rua das Travessas Rua Manuel Ferreira Torres (Mira) Rua Proj. de Bonsuínhos Rua do Sol Rua do Olival Rua Proj. à rua do Olival Rua do Limão Rua do Bate-Estacas Rua Manuel Vaz Coutinho Rua José Alves Pereira Rua Manuel da Silva Liquito Calçada do Calvário Beco José Alves Ferreira Beco do Fogueteiro Beco das Castelas Beco das Travessas Beco das Lavandeiras Beco das Pinheiras |
4935-443 4935-449 4935-494 4935-464 4935-481 4935-491 4935-473 4935-479 4935-462 4935-477 4935-465 4935-456 4935-463 4935-439 4935-491 4935-464 4935-464 4935-494 4935-473 4935-473 |
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| Lugar da Regadia | |||
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Avenida S. Nicolau Rua Sra das Boas Novas Rua da Regadia Rua Maria Luíza de Carvalho Rua José Oliveira Reis Rua José Pequeno Rua da Fonte Branca Rua do Bairro Novo Rua do Ermígio Rua Cirurgião Matos Rua das Presas Rua das Azenhas Rua Prof. Carvalho (Banda do Carvalho) Rua do Redondelo Rua José Gomes da Cunha Rua Rio do Ferreiro Rua do Souto Rua Prof. Isabel Ferreira de Sousa Rua Souto do Abade Rua dos Moinhos Rua da Fontela Rua de S. Simão Rua do Vermuim Largo das Boas Novas Largo da regadia Largo do Bicho Beco José Liquito |
4935-488 4935-490 4935-484 4935-467 4935-460 4935-461 4935-452 4935-434 4935-446 4935-442 4935-476 4935-432 4935-441 4935-482 4935-457 4935-486 4935-492 4935-455 4935-493 4935-470 4935-453 4935-489 4935-495 4935-436 4935-483 4935-435 4935-459 |
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| Lugar de Ferrais | |||
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Av. de S. Nicolau Av. da Igreja Rua do Cruzeiro Rua Abade Matos Rua José Gonçalves Rato Rua Avelino Martins de Sousa Rua Maria Julia Bourbon Rua da Carniçaria Rua do Passal Rua de S. Bento Rua da Estrada Velha Rua das Breias Rua das Fontinhas Rua de Ferrais Rua da Escola Primária Rua Francisco Rodrigues de Carvalho Rua José de Araújo Vaz Coutinho Rua José Rodrigues de Araújo Coutinho Rua Artur Pedro da Silva Domingues Rua Domingos Rodrigues de Araújo Coutinho Beco do Paço
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4935-488 4935-454 4935-445 4935-469 4935-458 4935-431 4935-466 4935-440 4935-475 4935-487 4935-448 4935-438 4935-451 4935-450 4935-447 4935-433 4935-433 4935-433 4935-433 4935-433 4935-474
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