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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE VIANA DO CASTELO - FREGUESIA DE AFIFE
 
Informação Sumária
Padroeira:
Santa Cristina
Habitantes:
1.676 habitantes (I.N.E 2001) e 1.525
eleitores em
31-12-2003.
Sectores laborais:
Turismo, pequena indústria e pequeno comércio.
Tradições festivas:
S.
João - 24 de Junho, Santo António - 13 de Junho, Senhora da Lapa - 12 a 14 de
Julho.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:
Mamoa da Eireira,
Cividade de Afife, Convento de Cabanas, Edifício da sede da Junta de Freguesia,
Igreja paroquial,
Alminhas da Senhora da Lapa, Capela da Senhora da Lapa,
Capela de Nossa Senhora da Nazaré, Capela de S. Roque, Capela de Santo António,
Casas rurais, Cruzeiro de S. Roque, Fontanários públicos, Moinhos, Azenhas e
Engenhos de Serração de Madeira, Fátria, Poço azul e Azenha de Camilo, Penedo da
Saudade, praia de Afife e monte de Santo António.
Gastronomia:
Robalo com algas, arroz doce de
Afife, filhoses e sanguinha.
Colectividades:
Casino Afifense, ADA - Associação
Desportiva Afifense, NAIAA - Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife,
Ronda da Costa Verde e Grupo de Danças e Cantares de Afife, Apca -
Associação de Protecção e Conservação do Ambiente.
Afife
é uma antiga freguesia localizada à beira mar, a cerca de dez quilómetros a
norte da sede de concelho,
Viana do Castelo.
Confronta pelo Norte, parcialmente, com a freguesia de
Âncora,
no concelho de
Caminha
e
Freixieiro de Soutelo,
no concelho de
Viana do Castelo;
pelo Sul, confronta com a freguesia de
Carreço
e com uma pequena área da freguesia da
Areosa,
pelo Nascente com a freguesia de
Outeiro,
e pelo Poente com o Oceano Atlântico.
Afife detém um admirável cenário de paisagens que se interligam perfeitamente: o
mar, a veiga, o casario e o monte. Na costa do mar existe a praia resguardada e
dividida por fortes penedias que formam restingas que as abrigam dos ventos
fortes do Norte.
Na freguesia de Afite nasce um rio com o mesmo nome, que tem três afluentes: os
ribeiros da Pedreira, de Agrichousa e do Fojo.
A data de
fundação desta freguesia é tão recuada que se perde no tempo, contudo,
atestam a
presença do Homem nestas paragens desde as mais remotas épocas, os vários
castros dispersos no interior da freguesia, mais alguns monumentos
arqueológicos, além de abundante material lítico. Dos castros, dois são de
enorme importância: o castro ou Morro dos Mouros, ou ainda, Cividade, como foi
em tempos designado, situado no alto da montanha que separa a povoação de Afife
da de Âncora (concelho de Caminha), visto que está implantado em terrenos das
duas freguesias. Este foi um povoado poderosamente fortificado com grossas
muralhas de que ainda existem vestígios. Mais próximo do mar, o castro de Santo
António, assim chamado pela existência da capela votada ao Santo taumaturgo,
ocupa praticamente todo o pequeno montículo, prolongando-se para Sudeste. Além
destes dois castros, conhecem-se ainda: o castro do Cutro, onde foram
descobertos vestígios de uma estrada de acesso, em espiral; mais dois no lugar
de Agrichouso e talvez mais alguns na montanha. Mas os vestígios da passagem do
Homem por estas terras não se resumem aos castros, são também importantes
testemunhos: uma vila rural romana nas Baganheiras, uma mamoa no Modorro e
possivelmente outra no Concheiro, diversos vasos funerários, pedras escavadas na
costa que deveriam ser pequenas salinas arcaicas e muitos outros materiais, tais
como mós, picos, raspadores, machados, etc. Na vizinhança que limita a
freguesia, conhecem-se outras notáveis fortificações castrejas e estâncias
arqueológicas, o que lhe transmite, mais uma vez, uma grande antiguidade de
povoamento que, no entanto, dada a exposição dos seus terrenos aos assaltos do
mar, não pode considerar-se que tenha sido de forma continuada desde as épocas
pré-romanas até aos nossos dias.
Alguns
historiadores presumem que os Celtas e os Fenícios, aqui se fixaram,
especialmente os últimos, povo de navegadores e pescadores, que se instalaram ao
longo de grande parte da costa marítima portuguesa. O repovoamento de Afife
remonta à tomada de posse da chamada Marinha (território entre o Minho e o Lima,
no litoral) pelo Conde de Tui, D. Paio Vermudes, ou algum dos seus filhos,
conforme se vê em documento datado do século X, citando villas neste litoral.
Assim, o repovoamento ter-se-á dado depois de 868 e antes de 890, não se sabendo
se nesta época a terra se chamaria já Fifi ou Afifi (grafias com que se
apresentava em referências do final do século IX) ou se recebeu este nome do
principal povoador ou fundador, sujeito ao dux ou a seus filhos.
No que refere ao
senhorio de Afife, o que parece notar-se é que esta villa foi propriedade de D.
Mendo Pais, um dos filhos do Conde de Tui e de um sobrinho deste, de nome D.
Paio Soares, pois, sabe-se que estes doaram as suas partes na villa Fifi ao
Mosteiro de S. Salvador da Torre, de fundação desta estirpe. Do destino
posterior destes haveres do mosteiro nada se sabe de concreto, pois que o
cenóbio arruinara-se e tudo o que até então lhe pertencia passou a gente alheia,
talvez do século X para o seguinte, com as invasões de Almançor (1). O mosteiro
foi reconstruído depois do século XI, por um presbítero descendente directo do
supracitado Conde Paio Vermudes, Ordonho Enes, que baseando-se em antiga
documentação inventariou os bens alienados e os reinvindicou com êxito.
As Inquirições de 1258
parecem confirmar este facto, uma vez que «in parrochia Sancte Christine de
Affifi» citam nas duas villas principais da paróquia, Affifi e Vila Meiãa,
numerosos casais do Mosteiro de S. Salvador da Torre, os quais provinham
certamente daquelas remotas doações e da restauração dos haveres monásticos no
século XI.
Nesta época, tanto as
duas villas (Afife e Vila Meã) como a Igreja Paroquial de Santa Cristina eram
metade da coroa, mas esta situação pouco tempo durou, porque no mesmo ano, 1258,
D. Afonso III veio a principiar a fundação da pobra, actualmente cidade de Viana
do Castelo, e numa forma de conceder aos povoadores da nova vila, reguengos
suficientes para sua manutenção, procurou o Bispo de Tui, que possuía ali perto
o Couto de Vinha (Areosa),
para que o mesmo fosse cessado com aquele fim. No entanto, tendo o prelado se
recusado a tal suspensão, o soberano procurou então compensar os povoadores de
Viana com os reguengos da paróquia de Afife (Afife e Vila Meã). Assim, foi
grande parte desta, concedida à pobra de Viana, mas não por muito tempo, uma vez
que por pressões efectuadas (pois os reguengos de Afife ficavam longe da pobra),
consentiu o Bispo de Tui à cessão anteriormente proposta, acabando D. Afonso III,
por compensação ou troca, por lhe ceder a metade (a única que possuía) do
padroado de Santa Cristina de Afife.
Outro
aspecto importante em Afife foi facto de a Sé bracarense ter alcançado aqui
bens, sabendo-se que existiu no local, um couto episcopal da dita Sé.
Justifica-se a existência desta câmara, através da suposição de que possuiu
inicialmente este couto a Sé de Tui, pelos contratos com D. Afonso III para a
pobra de Viana (atrás referidos), mas tendo ela começado a perder os seus
haveres na parte portuguesa da sua diocese (que dela se separou sob reinado de
D. João I), tudo caiu em poder da Sé de
Braga que, embora não imediatamente, veio a
substituir nesta região do
Minho ao Lima, a Sé de Tui
Na História antiga
desta freguesia interessa ainda realçar a fundação do Mosteiro de S. João de
Cabanas, sobre o qual muito se escreveu e discutiu. Muito contestada foi a
informação do cronista Frei Leão de S. Tomaz, em Beneditina Lusitana (livro do
Convento das Carmelitas, que hoje se encontra na Biblioteca Nacional de
Lisboa), que recuava a fundação
do mosteiro ao tempo de S. Martinho de Dume, colocando ainda a possibilidade de
ele mesmo o ter fundado. Foram muitos os autores que puseram em causa a
veracidade das suas declarações contestando a data de fundação do cenóbio no ano
564, pois outros cronistas da sua época, também baseados em documentos antigos,
referiam o ano 602. Esta diferença entre datas foi a causa de tanta discórdia e
dúvida existentes quanto ao ano de fundação do mosteiro; após o estudo dos
vários documentos, chegou-se à conclusão de que se deveria ter em conta que
alguns daqueles testemunhos escritos contavam os acontecimentos, assinalando
datas enquadradas na era de César, que excede à de Cristo em 38 anos. Assim se
afere que para achar a correspondência entre estas duas datas será necessário
que à era de César (ano 602) se tire os 38 anos excedentes, verificando-se que o
restante corresponde ao ano de Cristo de 564. Desta forma se conclui que todos
os documentos se referem à mesma data de fundação do mosteiro.
Meio século depois já o
mosteiro apresentava grande riqueza: «era senhor de todas as terras do monte de
Âncora e águas vertentes pelo rio abaixo até ao mar, e além do rio também
chamado de Âncora, para a parte do Nascente possuía três milhas de terra, com
outras três para a parte do Poente, de que tinha os dízimos, avenças e congruas»
(Meira, Avelino Ramos, Monografia de Afife, 1945).
Sabe-se que ao
fundador do Mosteiro de S. João de Cabanas sucederam vários comendatários que
deixaram o padroado do mosteiro a instituições religiosas, ainda depois dos
reinados de D. Sebastião e D. Filipe I. Este mosteiro pertenceu aos frades da
Ordem de S. Bento e era uma casa para repouso e convalescença dos doentes.
Posteriormente foram várias as acções judiciais com gente poderosa que a todo
custo pretendia provar não ser S. João de Cabanas, um mosteiro regido segundo a
regra de S. Bento, mas sim, segundo a Ordem de Cristo.
Segundo as Inquirições
de 1258 (referidas anteriormente), o Mosteiro de S. João de Cabanas foi de
padroado real, e o rei que o coutou foi D. Sancho I, em 1187, definindo-lhe os
limites deste modo, que muito interessa também à arqueologia local: «ab illo
loco ubi vocant petra quiduatentur (isto é, pedra que está sustentada por outras
duas, sugerindo uma edificação dolménica) per bouçam de Gomesio, de inde ad cova
de Monte Longo et deinde ad bouça de Couto et deinde ad pectra ficta (novo
elemento arqueológico notável, mostrando a existência desta petra ficta que uma
villa anterior ao século IX, vinda do tempo dos romanos, aqui existira) et
deinde ad capita de Faro (topónimo muito comum no litoral em elevações castrejas)
et deinde per cacum de Castanheira et nic dividitur per estrara et inde a
Valadares deinde ubi prius in coavimus. Este couto foi em favor da ecclesia
Sancti Johannis de Cabanas et Suieria abbati nomine Filius Bonus», isto é,
ao abade Soeiro, chamado Bom Filho.
Ainda acerca da
história desta freguesia podemos ler na integra no livro Inventário Colectivo dos
Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo": «A primeira referência documental a
esta freguesia remonta ao século X. Denominava-se então "Fifi".
Segundo o Padre Carvalho, o rei
detinha o padroado de Afife, no todo ou em parte, já que D. Afonso III deu
metade dela, conjuntamente com a igreja de Santa Maria de Sá, no termo de Ponte
de Lima, em 1262, à Sé de Tui, em troca do padroado de Santa Maria da Vinha da
Areosa.
De facto, como se documenta na lista
das freguesias do bispado de Tui, situadas no território de Entre Lima e Minho,
Afife era "medietas domini regis". O aludido documento data de 1258, 1259.
Na relação dos mesmos benefícios,
que D. Dinis mandou elaborar em 1320, para atribuição de taxa. Santa Cristina de
Afife enquadra-se na Terra de Vinha, sendo taxada de 150 libras.
No Censual de D. Diogo de Sousa
(1514-1532) no qual se faz o apuramento da contribuição que os 140 benefícios
tinham de pagar à arquidiocese. Afife vem mencionada no concelho de Viana,
pagando 714 réis e 7 pretos.
Figura no Memorial de Rui Fagundes,
registado no tempo de D. Manuel de Sousa (1545-1549), como comenda, arrendada
conjuntamente com a igreja de São João de Cabanas por 150 mil réis.
O Censual de D. Frei Baltasar Limpo
(1551-1581) refere que Santa Cristina de Afife está inserida na Terra de Viana,
da colação do arcebispo, pertencendo metade dela, com cura, ao mosteiro de São
Salvador.
No século XVI era reitoria da
apresentação do convento de São Domingos de Viana e comenda da Ordem de Cristo.»
(1) Almançor
- Abu Amir, o «Almançor»
Figura destacada
da Península Ibérica muçulmana, que nasceu em 939 e morreu em 1002. Foi chefe do
exército muçulmano da Península durante mais de duas décadas. Venceu numerosas
batalhas contra os cristãos. A sua primeira vitória importante deu-se em 977,
quando invadiu com sucesso o reino de Leão. A partir desta altura, passou a usar
o apelido de «Almançor» (cognome que significa «o Vitorioso») e exigiu ser
tratado como um monarca. Outras campanhas militares de realce levaram-no a
Barcelona,
Coimbra e Santiago de Compostela.
topónimo
É possível
que o topónimo Afife se trate de um genitivo antroponímico árabe, "Afif",
que inicialmente era utilizado como adjectivo para designar algo ou alguém
"virtuoso"; mais tarde porém, aparecia num documento de 1108, com a designação
"Afifi", sugerindo a existência de uma "Villa Afifi", que adquiriu
o nome do seu senhor. Ao longo dos séculos, o topónimo foi apresentando
diferentes grafias: Fifi, Affifi, Afifi, Afife.
Há ainda uma justificação considerada popular...
Segundo o arqueólogo José Bouça, a origem do topónimo é romana, de "Aff-hifas",
significando "sopa de cabelos". Esta definição remonta à época em que a legião
de Júlio César invadiu as terras lusas, massacrando as populações e violentando
donzelas e damas lusitanas. Estas, para fugir a tal horror, torturaram-se a elas
próprias, desfigurando os rostos e cortando os cabelos, cujas madeixas
esconderam na corrente de uma fonte, para que não fossem manchadas pelos "lábios
impuros do inimigo"; os soldados, para matar a sede, dirigiram-se à fonte e
refrescaram os seus lábios com os cabelos molhados das donzelas, resultando daí
a expressão: "sopa de cabelos".
Há ainda a considerar, que se pode encontrar a localidade de "Afif", que se
situa entre Meca e Medina na Arábia Saudita e outra no Gana, com o nome de "Afife".
"Ai! esta palavra - Afife - ! -
(volto, ao murmurá-la, atrás-)
Lento moinho de vento
Feito de espaço e de tempo...
Quanta saudadae me faz!
Oh! casa das mil janelas,
Minhas noites estreladas!
Berço de longas estradas...
Poeta, fiei-me nelas.
Oh! abismos da lonjura,
Reflexos de pedraria!
Porque parti à procura
Daquilo que não havia?
Era aqui, aqui somente
Que eu devia ter ficado,
Afife de toda a gente
Que baila e canta a meu lado!"
Pedro Homem de Melo
aspectos económicos
Já nos princípios da
Nacionalidade foi referenciada a existência na freguesia de instalações
pesqueiras, as "camboas", mas que se supõe serem de época mais recuada, talvez
da mesma época dos castros ou da cividade, e que até há poucos anos
proporcionavam abundância de peixe. A freguesia também pagava impostos pela
pesca do alto, nomeadamente da baleia, conforme consta das Inquirições de 1258.
Um dos produtos recolhidos na costa e de que se auferiam bons rendimentos eram
as algas, "a apanha do sargaço" que era um uso disciplinado colectivamente
através dum protocolo rigoroso para defesa de todos. O trabalho era feito pelas
mulheres, que transportavam o sargaço para as dunas a fim de o secarem; depois
de seco, colocava-se em grandes montes, chamados "palheiros", para vender a
lavradores.
Actualmente as praias estão isoladas pelo cordão dunar (os médos) onde em tempos
recentes era obrigatória a plantação de fenos pelos vizinhos, para defender e
atenuar os efeitos da erosão eólica.
A veiga de terras férteis, que durante séculos foi o principal sustento deste
povo, era formada por um número infinito de pequenas parcelas, hoje
drasticamente reduzido, mercê da execução recente de um projecto de
emparcelamento agrícola.
...no presente:
Turismo, pequena indústria e pequeno comércio são palavras chave na economia
local. Inicialmente baseada em actividades do sector primário, a economia nesta
freguesia que beneficia do facto de estar virada para o Oceano Atlântico, sofreu
nas últimas décadas, uma favorável mudança, com o desenvolvimento do turismo.
Trabalhos em Gesso
Surgiu em Afife, a
partir de meados do século XVIII, uma nova profissão: a do trabalho de gesso
decorativo, em que os estucadores de Afife se tornaram exímios. Em poucos anos,
através de uma formação prática, todos os naturais da freguesia a partir dos 11
ou 12 anos passaram a trabalhar na "arte", o difícil trabalho do gesso. Ao longo
dos anos, com o estudo e frequência de cursos apropriados, as técnicas foram
melhoradas, a ponto de Afife ser considerada a capital da arte do estuque em
Portugal.
A Serração da Velha
Tradição cujas
origens pagãs atestam a sua antiguidade mas, que hoje está sob forma mais ou
menos cristianizada. É um ritual que invariavelmente tem lugar na quarta-feira
da terceira semana da Quaresma e que, segundo alguns estudiosos das mais antigas
tradições nacionais, mais não pretende do que celebrar o renascimento da
Natureza e a expulsão dos demónios do Inverno, nomeadamente através de
manifestações ruidosas como a utilização de "sarroncas", "triquelitraques"(2) e
outros instrumentos musicais. No entanto, segundo a tradição popular, este
antigo "ritual", serve para que as pessoas, na maioria rapazes e raparigas,
aproveitem para "serrar uma velha", dizendo mal de uma pessoa (a Velha) do seu
bairro ou da sua rua e, fazendo uma série de manifestações públicas sobre a
mesma. A simbolizar a pessoa criticada fazem umas bonecas de papel e jornais
(noutros tempos eram de trapos) enfiadas em paus e, ao som de canções alusivas à
"velha" que detestam, percorrem as ruas da freguesia.
(2) -
Desconhece-se a data de
criação deste instrumento utilizado na altura
do ano que antecede a tradicional "Serração da Velha", sabendo-se todavia que
terá pelo menos 200 anos. Se outrora estes instrumentos existiam em qualquer
habitação da freguesia, hoje poucos são aqueles que os conservam; alguns foram
vendidos a turistas que em grande número visitam a freguesia durante o Verão. O
triquelitraque constitui-se por uma tábua e várias fileiras - uma, duas três e
até quatro - de martelinhos, sendo que o som do instrumento varia com a
espessura da tábua e a quantidade de martelinhos.
Inventário do Património Arquitectónico
Em
http://www.monumentos.pt
Informações
detalhadas acerca de:
►
Cividade /
Monte da Suvidade
► Convento de
São João de Cabanas, incluindo a sua mata e os terrenos circundantes
Fontes consultadas:
Junta de Freguesia, Inventário Colectivo dos
Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Direcção
Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

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