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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE VALENÇA - FREGUESIA DE VALENÇA
Informação Sumária
Padroeira:
Santa Maria dos Anjos.
Habitantes: 3.472 habitantes (I.N.E.
2001) e 2.705
eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais: Agricultura,
Comércio, Hotelaria, Serviços, pequenas indústrias.
Tradições festivas: Senhor dos
Esquecidos, Nossa Senhora da Conceição, Senhora do Carmo, Senhora da Saúde.
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:
Zona Amuralhada, Porta da Coroada, Ponte Velha, Estação da CP, Pelourinho, Via
Romana Braga-Tui, Igreja Matriz de Santo Estêvão, Igreja da Misericórdia,
Capelas do Bom Jesus, de S. Sebastião e de Nossa Senhora da Saúde, Igreja de
Santa Maria dos Anjos, Casa do Eirado, Capela do Senhor dos Esquecidos e de
Nossa Senhora de Fátima (no Asilo), belezas ribeirinhas do rio Minho vistas
panorâmicas observadas desde a zona do Castelo de Valença, parques ajardinados
da zona envolvente às muralhas.
Gastronomia: Lampreia à minhota,
Trutas Salmonadas à Rio Minho, Cabrito Assado à moda de Valença, Rojões à
Ribeira Lima, Caldo-Verde.
Colectividades: Basquete Clube de
Valença, Clube Aquático de Valença, Clube de Caça e Pesca Contrasta, Coral Polifónico S. Teotónio,
Judo Clube de Valença, Ronda Típica de S. Teotónio, Sport Clube Valenciano,
União Columbófila Valenciana, Valença Hóquei Clube.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Valença, a freguesia sede do concelho, ocupa
uma área de cerca de 252 ha e é formada pelos seguintes lugares: Bogalheira,
Boavista, Chorenta, Jardim, Raposeira, Seara, Urgeira, Medos, Lameiras, Antas,
Costa da Ervilha, Ponte Seca, Cais, Lojas, Pombal, S. Sebastião, Val Flores,
Cidade Nova, Santa Luzia, Mata Sete, Chancelaria e Formiga que se distribuem
desde a zona mais histórica, a zona amuralhada, até às áreas mais rurais da vila
. Valença contava em final de 1999 com cerca de 5000 habitantes o que contrasta
com os censos de 1991 quando, os mesmos, apontavam para 2810 habitantes. Esse
aumento populacional tem razão de ser face ao progresso observado no espaço de
tempo que medeia as duas datas referidas, nesta que é a única freguesia da Vila
de Valença, A sua padroeira é Santa Maria dos Anjos, também orago e nome de uma
das duas paróquias que constituíram anteriormente a vila. A outra era a de Santo
Estêvão.
RESENHA HISTÓRICA
Em 1278 é fundada a colegiada de Santo Estêvão, catorze anos após D. João I ter
erigido a igreja.
Do século XVIII há referência ao Convento de Santa Clara dos Franciscanos,
fundado por Fernão Caramena, tendo sido Leonor Caramena, sua filha, a sua
primeira abadessa.
Contudo, as origens de Valença são muito mais remotas. A atestá-lo registe-se a
existência de duas vias romanas (a saber: a Via IV do XIX Itinerário de
Antonino, de cariz militar, e a denominada per loca marítima - do XX Itinerário
-, de feição comercial), comprovadas pelas duas pontes romanas em S. Pedro da
Torre e por outras duas na Urgeira. Mais, o marco miliário que assinala as XLII
milhas de Braga a Tui e que foi encontrado no sítio de Arinhos, no lugar do
Cais, em 1680, data em que foi transportado para a zona intramuros da vila,
onde, junto à antiga Domus Municipalis, serviu de pelourinho.
A povoação foi fundamental por altura da Idada Média. As peregrinações a
Santiago de Compostela, provenientes de Ponte de
Lima, Barcelos, Braga ou Porto
tinham por ponto de passagem obrigatória o Cais de Valença. A própria rainha
Santa Isabel transpôs o rio neste ponto, em 1325, após ter pernoitado em
Fontoura, segundo a tradição, no que é hoje o lugar de Casa Alta.
A importância desta passagem no rio está, de resto, perfeitamente destacada num
documento do século XIV (1485), intitulado "Stormento dos navíos", redigido por
Afonso Rodrigues de Bacelar, notário e escrivão da vila de Valença, e onde se
regulamentam as passagens de barca de e para Valença. Assim ordena: "... que a
barca da dita çidade de Tuy ande delo esteyro da ponte do Mañoco que corre para
bayxo da dita çidade, (...), e que a barca de Valença tome e posa tomar gente e
carrega desde o esteyro que ven pola pedriña e ven aa outra ponte questa
ondeagora está a cabana de Joan Gonçalves ferreyro..."
Valença deve, no entanto, a sua importância histórica sobretudo a condicionantes
de ordem militar. Baluarte defensivo, bastião da nossa nacionalidade, inúmeras
vezes assediada pelo vizinho espanhol, a praça forte valenciana desempenhou um
papel decisivo, ao longo dos séculos, na defesa da integridade territorial. A
fortaleza de Valença, tal como a conhecemos hoje, foi construída no século XVIII,
inspirada no sistema abaluartado de Vauban.
Além das suas vetustas muralhas, onde é ainda possível encontrar sinais das suas
remotas origens, até aos longes do século XIII, existem outros documentos da
ancestralidade valenciana, da sua evolução ao longo dos tempos e do seu
protagonismo histórico. São seguramente os casos do cruzeiro, junto à Igreja de
Santo Estêvão, ou da Fonte da Vila, mas também de casas senhoriais, como a n.º
72 da Rua Direita, a Casa do Eirado, de feição quatrocentista, e a Casa do Poço.
Actualmente, Valença é invadida pacificamente pelo vizinho espanhol, que agora
chega movido por intuitos comerciais e turísticos.
Centro eminentemente turístico, Valença abre de par em par as portas ao
visitante, e as suas casas, outrora fechadas, esmeram no bem receber, no bom
acolhimento do comerciante. E as ruelas em seixos, outrora quase esquecidas,
voltam hoje a ser calcorreadas diariamente por milhares de pessoas vindas das
mais variadas partes do Minho, em direcção ao Baluarte do Socorro, à Igreja de
Santo Estêvão, à Capela de Nossa Senhora do Carmo, ao Campo de Marte, à Coroada.
Fontes consultadas: Dicionário
Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI e Direcção-Geral
dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
http://www.monumentos.pt

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