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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE VALENÇA - FREGUESIA DE ARÃO


A estender-se por cerca de 300 ha, a Freguesia de
Arão, está limitada a Norte e Poente, pela Freguesia de
Cristelo Covo, a Nascente pela Freguesia de Gandra, e a Sul pelas Freguesias de
Cerdal e de São Pedro da Torre.
Arão, nome de raiz germânica, resultado da
evolução do nome "Ara", chamou-se também S. Salvador de Vilar de Lamas.
A freguesia aparece já identificada no séc.
XII e a antiguidade comprova-se pela designação dos lugares: Agrolento,
que vem do arcaico Argo e do adjectivo lento; Eirado virá de "heerado",
campo de heras; Arrequeixo, do arcaico "Erequeixo", o que pode significar talvez
terreno despejado de águas ou de pousio; Senra, presume-se que venha de prédio
rústico; e Vilar de Lamas, composto de "villar" (núcleo de povoamento ou fracção
de "villa rústica") e "lama" (parece que deveria ser outro prédio medieval,
"alagadiço ou alagado") – este com alguma importância, por se tratar do seu nome
antigo.
É composta pelos lugares: Agrolento, Devesa,
Eido de Cima, Eirado, Estrada, Portela, Arrequeixo, Rapadoura, Senra, Vilar de
Lamas, Rolhão, Albergaria e Ervelho.
Ainda a respeito da história desta
freguesia pode ler-se no livro
"nventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais
/Torre do Tombo"
«Em 1258, na lista das igrejas de Entre Lima e
Minho, que foi efectuada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Vilar de
Lamas, situada na freguesia de Arão, Valença, é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
No catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborar, em 1320, pelo rei D. Dinis para pagamento de taxa a igreja de São
Salvador de Lamas foi taxada em 70 libras. Situava-se no arcediagado de Cerveira.
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do
bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em
troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
No título dos rendimentos dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença,
organizado entre 1514 e 1532, sendo arcebispo D. Diogo de Sousa, a igreja de Vilar de Lamas rendia 46 réis e 19 alqueires de pão terçado.
Enquadrava-se já na Terra de Valença e seu termo.
No Memorial feito pelo vigário Rui Fagundes, para a avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, organizado entre os anos de 1545 e 1549, sendo arcebispo D.
Manuel de Sousa. São Salvador de Vilar de Lamas foi avaliada em 24 mil réis. Diz-se no mesmo documento que a vigairaria desta
igreja valia 1500 réis em dinheiro e 12 alqueires de pão meado e o pé de altar.
No Censual de D. Frei Baltasar Limpo, redigido entre 1551 e 1581, diz-se que São Salvador de Lamas era anexa a Ganfei,
sendo da apresentação de padroeiros.
Segundo diversos autores, os marqueses de Vila Real perderam-na em 1641, com todos os seus bens, títulos e a vida, por traidores à
pátria. Veio então a fazer parte da Casa do Infantado, que apresentou os abades até 1834.
Em 1750, o abade tinha de renda 300 mil réis».
Fonte consultada: Dicionário
Enciclopédico das Freguesias, Freguesias Autarcas do Século XXI)Inventário
Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do
Tombo.

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