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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE
PONTE DE LIMA - FREGUESIA DE REBORDÕES - SOUTO |
Informação Sumária
Padroeiro:
Divino Salvador.
Habitantes:
1.256 habitantes
(I.N.E.2001) e 993 eleitores em 31-12-2003.
Sectores
laborais:
Agricultura e pecuária,
transformação de madeira e serralharia e pequeno comércio.
Tradições
festivas: Senhora de Fátima e
Santo António (Agosto), Senhora das Dores,
Corpo de Deus, Boa Nova dos Emigrantes (2º domingo de Agosto), Senhor do
Amparo (1.º domingo de Outubro) e Festa do Menino.
Valores
patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Quintas
das Fontes e da Cachadinha, casas de Solheiro e da Quinta e lugares de Poças do
Monte e de Murjal.
Artesanato:
Cestaria, canecas em madeira, tanoaria,
jugos e carros de bois, tecelagem e bordados em linho.
Colectividades:
Grupo Desportivo Águias do Souto, Grupo
das Espadeladeiras de Rebordões e
Associação de Pais e Encarregados de
Educação.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Situada nas férteis terras da margem esquerda do rio Lima, donde está a
sete quilómetros, Rebordões
(Souto) dista também, cerca de sete quilómetros da sede do concelho. Tem uma
área de cerca de 725 ha, a circundar as suas terras estão: A Norte com Fornelos, a Sul com Fojo Lobal
e Cabaços, a nascente com Queijada e Anais, e a Poente com Rebordões-Santa
Maria.
RESENHA HISTÓRICA
Foi
antigamente denominada S. Salvador do Souto e era a sede do extinto concelho de
Souto de Rebordões, integrado também pela freguesia de Santa Maria de Rebordões.
Era abadia da apresentação da mitra, segundo o Pe. Carvalho, ou do padroado
real, de acordo com a “Estatística Paroquial”. O prior tinha duzentos e
cinquenta mil réis de rendimento.
Localizava-se
o antigo concelho entre os termos da vila de Ponte de Lima, a freguesia da
Correlhã e os coutos de Queijada, Cabaços e Feitosa, e por ser formado somente
por estas duas freguesias é que muitos lhe deram o título de Souto.
Como se sabe porém, Souto significa também: mata, bosque expeço, Mata de
Castanheiros. Ora realmente
observam-se bastantes castanheiros na região e, no passado
teriam havido, na freguesia, muitos mais, donde o topónimo Souto poderá
advir.
As
terras do concelho pertenceram à Coroa até ao tempo do rei D. Dinis.
Este
monarca deu-as, pelo ano de 1310, a seu filho bastardo, D. Afonso Sanches. E
natural que tivessem voltado para a Coroa, pois D. João I, por carta de 17 de
Agosto de 1432, fez delas mercê a Álvaro Gil Durró, seu escudeiro. Este, por
sua vez, vendeu-as a Inês Vasques, criada de D. Filipa de Lencastre e casada
com Gil Afonso de Magalhães, senhor da casa de Magalhães, terra da Nóbrega, Morrilhões e Fonte Arcada, que tomou o título de donatário deste concelho.
Esta
venda foi confirmada, mais tarde, por D. Duarte, por carta dada de Santarém, a
27 de Maio de 1435. A posse das terras ficou nesta família até que acabaram os
senhores donatários. Assim, ao casal sucedeu o filho Afonso Rodrigues de Magalhães,
que, por não ter descendentes, as doou a seu irmão João de Magalhães, a quem
sucedeu o filho, Gil de Magalhães. Esta última doação, de Afonso a seu irmão
João, foi confirmada por carta de D. Afonso V, dada em Santarém, a 15 de
Fevereiro de 1471.
Rendia
este senhorio aos seus donatários trinta e três mil réis anuais, que a Câmara
do concelho recebia do povo e entregava ao senhor.
No
livro "Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais " encontramos a
seguinte resenha:« Freguesia de Rebordões teve como topónimo primitivo
"Sauto" ou "Sautum" como se vê nas escrituras, do século
XII, em que se encontra referenciada.
Pelas
Inquirições de D. Afonso II, feitas em 1220, verifica-se que já nessa época
se chamava “Sauto de Revordãos”. enquadrando-se na Terra de Ponte.
Vem
mencionada — Inquirições de 1258, de D. Afonso IlI e, nas de
1290, feitas no reinado de D. Dinis, a par com a de Santa Maria de Rebordões,
sem qualquer referência em
pormenor. Pertenciam ambas ao julgado de Souto de Rebordões.
Em
1320, os rendimentos desta igreja foram avaliados em 150 libras, o que revelava
a boa situação económica em que se encontrava. Pertencia nesta época à
Terra de Penela.
No
registo da cobrança das “colheitas” dos benefícios eclesiásticos do
arcebispado de Braga, efectuado por D. Jorge da Costa, entre os anos de 1489 e
1493, rendia 30 libras, ou seja o correspondente a 2280 réis, em dinheiro com
"morturas” e a 66 réis, em dízimas de searas.
Em
1528, no livro dos Benefícios e Comendas, São Salvador do Souto, ainda
inserida na Terra de Penela, figura como rendimento de 25 mil réis.
O
Padre António Carvalho da Costa descreve a
antiga freguesia de São Salvador do Souto, sede do extinto concelho de Souto de
Rebordões, como abadia da apresentação da Mitra. Porém, a Estatística
Paroquial, de 1862. refere-a como sendo do padroado real.»
Inventário do Património Arquitectónico
Em
http://www.monumentos.pt
Informações
detalhadas acerca de:
► Igreja Paroquial de Rebordões / Igreja de São
Salvador
Fontes
consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do
Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos
Nacionais /Torre do Tombo.

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