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PORTUGAL: ALTO MINHO -
DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE PONTE DE LIMA - FREGUESIA
DE REBORDÕES - SANTA MARIA
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Informação Sumária
Padroeira:
Santa Maria/N. Sra. da Expectação.
Habitantes:
1.065 habitantes (I.N.E.2001) e 873 eleitores em 31-12-2003.
Sectores
laborais:
Agricultura, pecuária, construção civil,
transformação de madeira e pequeno comércio.
Tradições
festivas:
Senhor da Boa Nova (Pascoela), S. Brás (2 de
Fevereiro), Senhora do Emigrante e Santo António.
Valores
patrimoniais e aspectos turísticos: Os Pratos da Senhora, igreja paroquial e
cruzeiro, Capela da Boa Nova, Lugar do Bugio, monte da Boa Nova,
quintas da Gandra e da Casa Nova.
Colectividades:
Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Rebordões - Santa Maria e Associação Cultural Recreativa e Desportiva de S.
Brás.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Situada próximo da margem esquerda
do rio Lima, a freguesia
de Rebordões (Santa Maria) dista cerca de sete quilómetros da sede do concelho.
RESENHA HISTÓRICA
Trata-se de uma povoação muito antiga. Na serra da Nó, nos limites da
freguesia, foram encontrados vestígios de edifícios de épocas remotas.
Dizem uns que são os restos de uma fortaleza romana; outros sustentam que são
ruínas de um mosteiro de monges bentos.
A este mesmo monte chamaram também serra de Rebordões, e D. Ordonho H, rei
de Oviedo e Leão, e sua mulher, D. Elvira, na doação que fizeram da Correlhã
a Santiago de Compostela, em 914, dão-lhe o nome de monte Nahor ou Mayor.
O abade beneditino de S. Romão de Neiva apresentava
o vigário, que tinha setenta mil réis e pé-de-altar.
Santa Maria de Rebordões fez parte, juntamente com a antigamente
denominada freguesia de S. Salvador do Souto de Rebordões, do velho concelho de
Souto de Rebordões, instalado entre os termos da vila de Ponte de Lima, a
freguesia da Correlhã e os coutos de Queijada, Cabaços e Feitosa.
O concelho era da Coroa até ao tempo do rei D.
Dinis.
Este monarca o deu, pelos anos de 1310, a seu filho bastardo, D. Afonso
Sanches (o de Vila do Conde), e este vendeu o senhorio a Gil Afonso de
Magalhães, senhor da casa de Magalhães, terra da Nóbrega, Morrilhões e Fonte
Arcada, que tomou o título de donatário deste concelho e o possuiu e,
depois, os seus descendentes, até que acabaram os senhores donatários.
Rendia este senhorio aos seus donatários trinta e três mil réis anuais,
que a Câmara do concelho recebia do povo e entregava ao senhor.
Por ser formado somente por estas duas freguesias é que muitos lhe deram o
título de souto.
Era, no entanto, um povoado importante nos princípios da nacionalidade, e
por isso nada menos do que sete forais foram concedidos a este pequeno
concelho: o primeiro, sem data, por D. Afonso Henriques, que seu neto, D.
Afonso II, viria mais tarde a confirmar em Santarém, a 3 de Fevereiro de 1218;
o segundo, dado por D. Sancho 1, em 1196, o terceiro, pelo mesmo soberano, em
Agosto de 1207, datado de Correlhã; o quarto, assinado por D. Afonso III,
quando ainda regente, em Março de 1247; o quinto, pelo mesmo monarca, em
Guimarães, a 27 de Maio de 1258; o sexto, também por D. Afonso III, em Leiria,
a 8 de Março de 1268; e o sétimo, dado ainda por D. Afonso III, em Lisboa, a 16
de Setembro de 1270.
Todos os forais subsequentes confirmavam os antecedentes, aumentando-lhes
os privilégios.
Fontes consultadas: Dicionário
Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário
Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do
Tombo.
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