PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE PONTE DE LIMA - FREGUESIA DE QUEIJADA 


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 RESENHA HISTÓRICA

Informação Sumária

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

RESENHA HISTÓRICA

 

 

                       Escola Primária


 

Informação Sumária 

 

Padroeiro: S. João Baptista

Habitantes: 327 habitantes (I.N.E.2001) e 276 eleitores em 31-12-2003.

Sectores Laborais:  Agricultura e pecuária, transformação de madeira e pequeno comércio.

Festas e romarias:  Senhora de Fátima (2º Domingo de Agosto) e S. João Baptista (24 de Junho). 

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:  Igreja paroquial, Lugar de Ferras e Quinta do Baganheiro

Artesanato:  Carros e jugos de bois e tanoaria.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

 A freguesia de Queijada, situada na margem esquerda do rio Queijais, afluente do Lima, dista cerca de oito quilómetros da sede do concelho e ocupa uma área de 290 ha. Compreende os seguintes lugares: Boavista, Costa, Cruz, Empregada, Igreja, Passoldada e Tirada.

 

RESENHA HISTÓRICA 

 

Foi uma das freguesias do julgado medieval de Penela, com a de Boalhosa, que em vários aspectos lhe andou ligada. Já em 1258 era couto da Ordem do Hospital, por padrões, e uma abadia particular, de que o rei não era padroeiro, talvez por ter origem em igreja própria ou, então, porque pertença da Sé de Braga. Das Inquirições de 1290, sabe-se que esta freguesia era um dos lugares da Ordem do Hospital "de que el-rei há de haver colheita uma vez no ano, quando aí for, ou o infante" - o que recebia "em Marrancos, e em Queisada, e em Poiares de Canelas", nos quais e em Sertã "hão de dar quanto cumprir a el-rei" de colheita (de onde se confere que pelos séculos XIII e XIV os monarcas costumavam ser habitual visita nesta freguesia).

Com a vizinha freguesia de Boalhosa, constituía de facto a de Queijada um único couto, da ordem dos Hospitalários, cujos habitantes, no século XIII, cultivavam certos sítios do monte dos Francos, que era segundo - quer dizer: exterior às balizas do couto - pagando à Coroa, de alguns desses sítios, o quarto e, de outros, o quinto, e ainda, cada cultivador, um frangão, com dez ovos. Todos os habitantes do couto aí cultivavam, e, por ele se "escusando", nenhum outro foro davam à Coroa, a não ser um ovo por mês ao casteleiro (de Penela) ou o valor correspondente.

No couto, porém, viviam famílias "foreiras da trazer". aquele reguengo à vontade do rei ou do rico-homem de Penela. E os cultivadores desse reguengo deviam conduzir os tributos relativos ao mesmo a certos lugares que o mordomo real designasse. Com Boalhosa sucedida identicamente. O couto, posteriormente, entrou na comenda de Chavão, da já citada Ordem do Hospital. A região era atravessada pela estrada romana de Braga, cujos vestígios poderão ser procurados na ponte sobre o rio Trovela. A igreja paroquial, muito antiga, sofreu sucessivas alterações que quase por completo esconderam a sua primitiva fisionomia românica (salvaram-se alguns vestígios). Tem apenas de notável a tribuna do altar-mor, obra de talha da época de D. João V.

No livro, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /torre do tombo encontramos, na integra o texto que se segue abaixo:

«Nas Inquirições de D. Afonso II, de 1220, vem mencionada sob a denominação de “Sancto Jhoanne de Queigiada”. Na época, a igreja enquadrava-se na Terra de Peneda. E descrita nas Inquirições de D. Afonso III, de 1258, como couto do “Esprital per padroes”, pertencente ao julgado de Penela. Aparece como freguesia daquele julgado nas Inquirições de 1290.

No catálogo das igrejas da Terra de Aguiar de Neiva e Peneda, organizado em 1320 São João de Queijada foi taxada em 30 libras. No registo da cobrança das “colheitas” dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga. do julgado de Penela, feita entre 1489 e 1493, D. Jorge da Costa cal­cula que esta igreja rendia em dinheiro com morturas 238 réis e 7 pretos e de dí­zimas de searas 137 réis.

Américo Costa descreve-a como uma abadia da apresentação do comendador de Chavão, cabeça do conto de Queijada, no concelho de Albergaria de Peneda. Refere, ainda, ter sido anteriormente couto da Ordem de Malta, denominando-se “con­to de Boalhosa e Queijada”, por ter sido unida à freguesia de Boalhosa. »  

 

Inventário do Património Arquitectónico

Em http://www.monumentos.pt

 

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.