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PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE PONTE DE LIMA - FREGUESIA DE BOALHOSA 


       

 RESENHA HISTÓRICA

            Ocupando uma área de cerca de 214 ha, esta freguesia é uma das mais serranas de Ponte de Lima, concelho a que pertence, e onde se localiza a nascente do mesmo. Aproximadamente 11 km a distanciam da Vila de Ponte de Lima.

             Extremamente rural, Boalhosa goza de condições excelentes para quem busca um contacto mais próximo com a natureza, há abundância de água sendo aqui que nasce o rio Trovela, afluente do rio Lima.

             Os seus limites são estabelecidos pelas seguintes freguesias:  a norte, Beiral do Lima e Serdedelo também pertencentes ao concelho limiano, a nascente, Boivães do concelho de Ponte da Barca, a sul e poente, Duas Igrejas do Concelho de Vila Verde (distrito de Braga).

            Os aspectos históricos de Boalhosa estão muito ligados à Freguesia de Queijada, porque na história desta sua irmã lê-se que:

« (...) a freguesia de Boalhosa, constituía de facto com  a de Queijada um único couto, da ordem dos Hospitalários, cujos habitantes, no século XIII, cultivavam certos sítios do monte dos Francos, (...) pagando à Coroa, de alguns desses sítios, o quarto e, de outros, o quinto, e ainda, cada cultivador, um frangão, com dez ovos. Todos os habitantes do couto aí cultivavam, e, por ele se "escusando", nenhum outro foro davam à Coroa, a não ser um ovo por mês ao casteleiro (de Penela) ou o valor correspondente.

        No couto, porém, viviam famílias "foreiras da trazer". aquele reguengo à vontade do rei ou do rico-homem de Penela. E os cultivadores desse reguengo deviam conduzir os tributos relativos ao mesmo a certos lugares que o mordomo real designasse. Com Boalhosa sucedida identicamente. O couto, posteriormente, entrou na comenda de Chavão, da já citada Ordem do Hospital. A região era atravessada pela estrada romana de Braga, cujos vestígios poderão ser procurados na ponte sobre o rio Trovela».

            Ainda, acerca da história, pode ler-se na integra o que nos diz o livro " Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo":

            «Nas Inquirições de D. Afonso II, de 1220, Santo Estêvão de Bolhosa pertencia à Terra de Penela, sendo descrita como "Sancto Stephano de Beulosa (...) ista ecclesia est de Hospitale, et XI casalia et medium ".

            Em 1258, fazia parte do julgado de Penela, sendo couto "do Esprital per padroes". É referida nestes termos nas Inquirições desse ano, de D. Afonso III.

            Já nas Inquirições de 1290, de D. Dinis, vem citada como freguesia de Santo Estêvão de Boalhosa, situada no julgado de Penela.

            No registo da cobrança das "colheitas" dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga, do julgado de Penela.

        Américo Costa descreve este lugar como vigairaria da apresentação do abade da Queijada e couto pertencente à Ordem de Malta.

            Mais tarde, este couto veio a ser unido ao de Boalhosa, também daquela Ordem e concelho de Albergaria de Penela.

            Civilmente estava sob jurisdição das autoridades de Queijada e criminalmente sob a alçada do juiz de Portela das Cabras».

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.

 



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