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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO
DE PONTE DE LIMA - FREGUESIA DE BEIRAL DO LIMA


A ocupar uma área de cerca de 558ha e a cerca de nove Km
da vila de Ponte de Lima, a Freguesia de Beiral do Lima, estende-se
pela encosta da Serra do Oural. Pode dizer-se que desfruta de condições muito
peculiares, isso porque, os lugares de Beiral do Lima estão assentes tanto na
base da citada serra, a nivel ribeirinho, como em pontos bastante elevados, como
é o caso do Lugar de Armada. São cerca de três quilómetros a distância que
separa esta terra do rio Lima, pela sua margem esquerda. Os seus limites
estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte, as freguesias: Gandra e Gemieira.
A Sul, a freguesia de Boalhosa e também a freguesia de Boivães (Concelho
de Ponte da Barca). A Nascente, a Freguesia de Santa Cruz, novamente a
Freguesia de Gandra, e ainda, a Freguesia de Lavradas (Concelho de Ponte da Barca),
e a Poente, as freguesiasa de Gondufe e Serdedelo.
É composta pelos
seguintes lugares: Armada, Barral, Cavaleiros, Curelo, Ferreira, Figueiras,
Fonte Carreiro, Lavacido, Malho, Outeiro, Paço, Pedouro, Roriz, Serro, Sete
Fontes, Torre, Vila Chã, Vila Nova, Vilhelhe e Vinha Nova.
Acerca da história desta freguesia o livro "
Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais
/Torre do Tombo" diz na integra:
«A primeira
referência conhecida a Beiral do Lima encontra-se na doação, feita pelo rei D. Afonso
Henriques ao conde D. Rodrigo Peres, em 1132, da “vila” denominada, ao tempo,
“Varzena de Burrial”.
É citada como
freguesia no ano de 1219, chamando-se então “Sancte Marie de Burral”, como se vê
do documento 294, conservado na “Gaveta das Propriedades Particulares”, do
Arquivo Distrital de Braga.
Nas Inquirições afonsinas, de 1220 e 1258, pertencia ao julgado de Penela, aparecendo com outras denominações: “Sancta Maria de Burroos” ou “Sancta
Maria de Burral’. Em 1320, no catálogo das igrejas e título das
da Terra de Penela, organizado no reinado
de
D. Dinis, para o pagamento de taxa, Santa Maria de Beiral do Lima foi taxada em
50 libras.
No registo da
cobrança das “colheitas’ dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga,
no título das igrejas da Terra de Penela, feita entre 1489 e 1493, D. Jorge da
Costa indicou que esta igreja, de “Sancta Maria de Burral” rendia 7 libras ou,
em dinheiro com morturas, 537 réis e meio).
Em 1528, no Livro
dos Benefícios e Comendas, de que existe uma cópia do século XVIII na
Biblioteca Nacional de Lisboa, aparece anexa a Fornelos.
Américo Costa
descreve-a como uma abadia da apresentação do reitor de São Vicente de Fornelos,
no termo de Ponte de Lima, antiga comarca de Viana, que passou mais tarde a
priorado».
Acredita-se
que Beiral do Lima tenha as suas origens, como povoamento, bem antes da época
romana.
Esta é uma
freguesia onde se localizam muitos Paços ou Casas Senhoriais: Quintas do Paço,
de Prevesendes, de Barrezes, da Várzea, Casa
da Várzea e Casa da Torre. A Torre de Beiral ou Casa da Torre é um belo solar da região e um
dos melhores exemplares do sistema de casa-torre do século XVIII.
Saliente-se que, genericamente,
a torre, vulgarmente denominada casa-torre, uma
antiga forma de residência senhorial. Com uma estrutura semelhante à torre de
menagem dos castelos, tinha originalmente planta quadrangular, desenvolvia-se em
vários andares e era rematada por ameias e seteiras segundo os cânones da
arquitectura militar. Uma escada de madeira ligava os diversos pisos do
interior. Muitas destas torres senhoriais ou solarengas foram construídas a
norte do Douro durante o século XII.
Na quinta da
Torre de Beiral apareceu, há anos, numa sepultura, um anel em ouro, um colar e
uma contas de âmbar, espólio de nítida procedência do Norte da Europa,
provavelmente de origem sueva.
Fontes consultadas:
Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI,
Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais
/Torre do Tombo

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