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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE PONTE
DA BARCA - FREGUESIA DE PAÇO VEDRO DE MAGALHÃES |
Informação Sumária
Padroeiro:
S. Martinho.
Habitantes:
Cerca 1100 habitantes e 860 eleitores no ano de 2008.
Sectores laborais:
Agricultura e pecuária.
Tradições festivas:
S. Sebastião (domingo após 20 de Janeiro), Senhora de Fátima e Santo
António (Agosto).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos:
Igreja Matriz, Capela de S. Sebastião, Casa e Capela de Paço Vedro.
Artesanato:
Tecelagem e bordados em linho e mantas de trapos.
Colectividades:
Associação Cultural e Desportiva de
Paço Vedro Magalhães e
Grupo Folclórico de Magalhães Paço Vedro.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Área:
aproximadamente
255 ha
que se compõem predominantemente de zonas rurais mas, também, de zonas
urbanas, tendo em conta os seus limites com a Freguesia de Ponte da
Barca, a sede do concelho a que pertence.
Limites;
A Norte, a Freguesia de Ponte da Barca. A Sul, a
Freguesia de Vade S.Tomé e a Freguesia de Sampriz. A Nascente, a
Freguesia de Vila Nova de Muia. A Poente, a Freguesia de Oleiros e a
Freguesia de Nogueira, entreponde-se entre elas e Paço Vedro Magalhães,
o rio Vade.
RESENHA HISTÓRICA
Nas
Inquirições de 1220 figura já como paróquia. Em 1290 aparece pela
primeira vez como "Freguesia de Sam Marfim de Magalhães".
A
freguesia de Paço Vedro de Magalhães foi também a primeira sede
paroquial da vila de Ponte da Barca, à qual depois viria a estar
anexada.
Na "Corografia
Portuguesa'" pode ler-se: "S. Martinho de Paço Vedro é igreja muito
antiga e sagrada, diz-se nela missa sem pedra de ara. Tem relíquias de
S. Martinho, devem ser do Dume. Estão metidas num nicho fechado no
altar. Foi matriz da vila, de quem agora é anexa e o abade apresenta
nela cura. Tem trinta e seis vizinhos. Aqui está a casa e torre de
Magalhães, de quem é senhor
D. Fradique António de Magalhães e Meneses,
senhor desta vila".
Beneficiou do foral manuelino concedido à Terra da Nóbrega em 24 de
Outubro de 1513. O primitivo nome desta freguesia — Magalhães — foi
posteriormente antecedido do de Paço Vedro (velho), proveniente do nobre
solar ali estabelecido por D. Aldonsa Martins de Castelães ou por D.
Sancha de Novais — há versões díspares — com quem teria casado D. Afonso
Rodrigues, o primeiro que no século XIII, no reinado de D. Dinis, tomou
e usou o apelido de Magalhães. Antigamente também se escrevia Mangalhâes.
A fundação do prazo de Paço Vedro é de 1596. A Casa de Paço Vedro é um
solar da segunda metade do século XVIII, dos Abreus Limas, relativamente
modesto sob o ponto de vista arquitectónico. Longa e nobre é a série de
fidalgos desta família, um ramo legítimo dos Abreus de Merufe e de
Regalados (ao qual também pertencem os condes de Fornos d'Algodres. Os
Abreus de Paço Vedro foram também senhores da casa de Anquião, da
Portagem (Coimbra) e do Outeiro (Ponte do Lima). A esta casa pertenceram
os Cavaleiros de Malta frei Gonçalo de Abreu, comendador da Corcoveira,
e frei António de Abreu, tenente general das armas da sua ordem e
comendador de várias comondas.
Quanto
ao solar, é de um só piso, baixo, mostra na fachada principal a pedra de
armas, cravada num tímpano semi-çircular que a cornija contorna. A
entrada nobre é aparatosa, entre muros coroados de pirâmides e furados
de janelas. Sobre o portal, duas estátuas alegóricas de pedra,
representando a Fama e Neptuno. Uma álea arborizada conduz desta portada
até ao edifício, à volta do qual se estendem os jardins.
Perto,
isolada, a capela. Nas salas do solar guardam-se apreciáveis pinturas
dos séculos XVIII e XIX, além de móveis, gravuras, etc.
Terá
substituído um solar anterior que possivelmente já não era o "paço vedro"
medieval, que deu o nome à localidade e pertencia então ao "senhor da
Terra".
Outras
duas moradias nobres da freguesia são a Casa de Amendo e a casa da
Vinha, embora bem menos interessantes.
Ainda
acerca do livro, “Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre
do Tombo” pode ler-se
na integra:«A primeira referência documental a esta freguesia data de
1140 ou 1141, figurando como “Magalhanes'” nos limites do couto de Vila
Nova de Muia. O primitivo nome Magalhães foi, posteriormente, antecedido
do de Paço Vedro, proveniente do nobre solar ali estabelecido por D.
Sandia Morais, segundo alguns autores, ou por D. Aldonsa Martins de
Castelaes, segundo outros, com quem teria casado D. Afonso Rodrigues.
Este terá sido o primeiro que no século XIII, no remado de D. Dinis,
tomou o apelido de Magalhães. Nas Inquirições de D. Afonso II, de 1220,
figura já como paróquia, com a denominação de "Sancto Martino de Paacio
Vetero". Na taxação das igrejas do arcebispado de Braga, a que se
procedeu no reinado de D. Dinis, em 1320, esta igreja, incluída na Terra
de Nóbrega, foi taxada cm 50 libras.
Segundo
o Padre António Carvalho da Costa, São Martinho de Paço Vedro foi a
primeira matriz da vila de Ponte da Barca à qual, posteriormente, veio a
ser anexada. Ao abade de Ponte da Barca cabia o direito de apresentação
do cura de Paço Vedro de Magalhães.
Em
termos administrativos pertenceu, em 1839, à comarca de Ponte de Lima,
cm 1852, à de Arcos de Valdevez e, em 1878, à comarca e julgado de Ponte
da Barca. Em 1927, pelo decreto nº 13917, de 9 de Julho, a comarca de
Ponte da Barca foi suprimida, sendo as freguesias do concelho anexadas,
para efeitos judiciais, à de Arcos de Valdevez.»(
Fontes
consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre
do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI )

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