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PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MONÇÃO - FREGUESIA DE TRUTE


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 RESENHA HISTÓRICA

 

Informação Sumária

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

RESENHA HISTÓRICA

                                                    

Vista da Freguesia                           Sta. Eulália (Padroeira)                            Rio Gadanha


 

Informação Sumária

 

Padroeira: Santa Eulália. 

Habitantes:  277 habitantes (I.N.E.2001) e 312 eleitores em 31-12-2003.

Actividades económicas: Agricultura e pecuária, vinicultura, pequeno comércio e pequena indústria.

Festas e romarias: Festa do Menino (1 de  Janeiro), Corpo de Deus, Santa Eulália (10  de Dezembro) e Santo Estêvão (26 de  Dezembro).

Património cultural e edificado: Igreja paroquial e Capela de Santo Estêvão.

Outros Locais de Interesse Turístico: Belezas ribeirinhas do Rio Gadanha com pesca artesanal.

Gastronomia: Cabrito assado no forno e cozido à portuguesa.

Artesanato: Tecelagem em linho.

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

A Freguesia de Trute dista dez quilómetros da sede do concelho. Tem uma área de 471 ha. Confronta com Parada, a norte, Lordelo, a nascente, Luzio, a nascente e sul, Portela,  sul, e Barroças e Taias e Moreira, a poente.

São seus lugares principais: Sande, Tariz, Souto, Roriz, Vilar, Cruzeiro, Outeiro, Outeiro Ferro e Trás-Souto.

 

 

RESENHA HISTÓRICA 

 

Como paróquia, aparece já mencionada nas Inquirições de 1258.

Era abadia da apresentação dos Palhares, que tinham duzentos e trinta mil réis de rendimento.

Pinho Leal, diz sobre os Palhares que "Estes padroeiros", bem como a sua progenitora, a imortal Deu-la-Deu Martins, procedem de D. Ero, Conde de Lugo, e de D. Rodrigo conde de Monterroso (ambos na Galliza) D. Ero, vivia no tempo de D. Affonso Magno."  

Em Trute, na Torre dos Palhares, solar e quinta da família, nasceu a heroína nacional Deuladeu Martins. Deuladeu Martins, esta figura lendária da história nacional do séc. XIV tal como a sua vizinha Inês Negra de Melgaço, celebra a resistência popular às invasões vindas de Castela. Neste caso, Deuladeu, a senhora da Casa de Palhares, num acto de coragem atirou para fora das muralhas de Monção, os últimos pães que deveriam alimentar os soldados nacionais. Os sitiantes castelhanos, julgando que a praça não carecia de meios de sustento, bateram em retirada.

Por este território passava a antiga estrada real dos Arcos, junto a Santo Estêvão.

Ainda a respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:

«A primeira referência conhecida a esta freguesia encontra-se na doação que D. Teresa fez à Sé de Tui "quinque casalia in Truite cum tota voce regia", em 1125.

Na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, em 1258, é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.

Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborara pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, Santa Eulália de Trute foi taxada em 80 libras. Enquadrava-se no arcediagado de Cerveira.

Em 1444, D. João I conseguiu da papa que esta território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de braga, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.

No registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença do Minho, feito no tempo de D. Manuel de Sousa (1545-1549) por Rui Fagundes, vigário da comarca de Valença, Santa Eulália de Trute rendia 40 mil réis.

Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Santa Eulália de Trute é descrita como sendo da colação do arcebispo, a metade sem cura, e da apresentação de padroeiros leigos, a outra metade com cura.

Segundo Américo Costa, foi abadia da apresentação dos Cordeiros e, depois, dos Palhares, seus descendentes.»

Cerca de 300 pessoas habitam na freguesia.

A freguesia continua no entanto a ter uma preponderância grande no sector agrícola.

As acessibilidades são fundamentalmente baseadas na E.N. 101, na qual circulam os principais transportes rodoviários regulares e diários. À excepção de alguns serviços de mecânica, de construção civil e do pequeno comércio alimentar a retalho, pouco mais está disponível na área da freguesia, pelo que, a dependência em relação a Monção é notória.

Nos aspectos turísticos para além das belezas ribeirinhas do rio Gadanha, têm-se as vistas panorâmicas observadas sobre o Vale o Gadanha e o Vale do Minho com paisagens a se perderem num Horizonte de extrema beleza.

Na gastronomia temos o cabrito assado no forno, o vinho alvarinho, ou outros verdes tintos ou brancos, e a aqueles valores gastronómicos típicos do alto minho.

Em termos de artesanato,  o linho tem aqui o seu ponto mais alto  onde se destacou ainda recentemente na " Feira de Artesanato de Trute ". Vale a pena registrar aqui esta canção representativa deste artesanato:

 

Canção do Linho

 

Ó linho, Ó linho

Se o meu amorzinho, vier ao linhar,

Digo-lhe baixinho, muito segredinho, lhe quero falar.

Quem me dera ser o linho, que vós na roca fiais.

Quem me dera tantos beijos, como vós ao linho dais.

Ó linho, Ó linho,

Que belo destino tens para nos dar.

Amor e carinho, beleza do Minho, toalha de altar.

O linho vai acabado, na derradeira manada,

Rapazes do ripadoiro, vinde dar a camisada.

Ó linho, Ó linho

Se o meu amorzinho, vier ao linhar,

Digo-lhe baixinho, muito segredinho, lhe quero falar.

Quem me dera ser o linho, quando ele bota a chore,

Quem me dera que tu fosses, o meu primeiro amor.

Ó linho, Ó linho,

Que belo destino tens para nos dar.

Amor e carinho, beleza do Minho, toalha de altar.

Venho vos mostrar Senhor, este trabalho do linho,

Para cobrir o nosso pão, que vêm a ai pelo caminho.

 

( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias Autarcas do Século XXI, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo. )

 


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