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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MONÇÃO -
FREGUESIA DE TANGIL
Informação Sumária
Padroeiro:
Divino Salvador.
Habitantes: 931 habitantes (I.N.E. 2001) e 978
eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais:
Agricultura e pecuária, vinicultura, pequeno comércio e indústria.
Tradições festivas:
Senhora da Vista (1.º domingo de Agosto), Festa do Senhor do Dia do Juízo Final,
Santo António,
S.
Lourenço (10 de Agosto), Senhora das Dores (3º domingo de Setembro), Santa
Marinha(18 de Julho) e Festa do Menino.
Valores Patrimoniais e aspectos
turísticos:
Igreja paroquial, ponte de Tangil e casas da Ladreda e do Pedral, miradouros da
Senhora da Vista e de Santo António, moinhos e açudes no rio Mouro.
Gastronomia: Cabrito assado no forno de pão.
Colectividades: Grupo Desportivo e Recreativo de
Tangil e Centro Social Paroquial de Tangil.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Tangil,
estendida pelas faldas da serra da Peneda, desde a margem do rio Vez até ao vale
do no Mouro, dista cerca de dezoito quilómetros da sede do concelho. Confronta
com Podame e Badim, a norte, Riba de Mouro, a nascente, Sistelo (Arcos de
Valdevez), a sul, e Merufe, a poente. E formada por um núcleo central de 25
lugares cortado a meio pelo rio Mouro, e que constitui a parte baixa da
freguesia, e pelos aglomerados de Santa Marinha, Leiras, Modelos e Além, que
compõem a parte alta e distante do centro (cerca de oito quilómetros).
Situada em pleno vale do Mouro, no extremo
sudeste do concelho de Monção, Tangil é uma povoação essencialmente rural,
de terras férteis, com uma área de 2134 ha.
Como pontos de interesse turístico
aponta-se o património cultural edificado, ou seja, a Igreja Paroquial, algumas
capelas, a Ponte de Tangil e as casas da Ladreda e do Pedral. Mas neste campo,
temos de fazer ainda referência, também, às belezas naturais da freguesia,
citando os moinhos, açudes e azenhas no rio Mouro, os miradouros da Senhora da
Vista e de Santo António e uma praia fluvial.
Com
grande parte da sua população emigrada, os que ficaram dividem-se pela
agricultura, de subsistência, e pela construção civil, pequeno comércio e
serviços.
A abundância de
água para rega proveniente do rio Mouro e seus regatos e a fertilidade natural
do solo fazem desta freguesia uma das mais férteis do concelho. Para além dos
seus extensos montados, propícios ao pastoreio, milho, vinho, azeite, hortaliças, legumes e frutas são os principais produtos que aqui se colhem e farturam a mesa, com destaque para o vinho tinto, um dos melhores da região.
O rio é
igualmente decisivo para o desenvolvimento do potencial turístico desta terra.
As suas águas límpidas, as condições óptimas para a pesca desportiva, os seus
moinhos e azenhas, as belas margens, o aprazível sítio da ponte de Tangil são
atributos a merecerem atenção.
Um dos maiores
orgulhos de Tangil é a sua Banda de Música (da Casa do Povo). Com mais de 150
anos de existência, é considerada uma das mais importantes filarmónicas do
concelho.
Parte da população emigrou e
cerca de 60% dos que ficaram dedicam-se a uma agricultura de auto-subsistência.
No entanto, há que salientar o investimento de jovens agricultores sobretudo na
área da pecuária. Não houve investimento industrial nos últimos anos e as únicas
actividades nesse sector, geradoras de trabalho, relacionam-se com a
carpintaria, serralharia e a construção civil. O índice de desemprego não é
relevante e verifica-se sobretudo quando se trata da procura do primeiro
emprego.
Segundo informações colhidas junto da
autarquia, a falta de apoio do PDM e a própria situação geográfica de Tangil,
No âmbito das comunicações existe em Tangil uma
estação de correio e distribuição diária de correspondência.
Na área do ensino, a
escolaridade oferece aos residentes da freguesia, um estabelecimento de
ensino pré-primário público, duas escolas públicas de ensino básico do 1.º ciclo
e uma escola do 2.º e 3.º ciclos até ao 9.º ano.
A
Extensão de Saúde, uma farmácia, um posto da GNR e os serviços de Correio, são
aspectos de salientar.
A Banda de Musica da Casa do Povo de Tangil com mais de 150 anos
é uma referência não só para Tangil mas também para o Concelho de Monção e
do Norte do País.
RESENHA HISTÓRICA
A paróquia do
Divino Salvador de Tangil tem existência muito antiga, pois sabe-se que já se
encontrava instituída pelo menos do século XII para o século XIII no julgado
medieval de Valadares.
O topónimo Crastelo, anterior ao século XII, documenta a existência de populações locais
muito remotas. O topónimo principal, Tangil, ainda no século XII Taagilde (“Collatione
Sancti Salvatoris de Taagilde”, pode ler-se no texto respectivo das Inquirições
de 1258), é o genitivo do nome pessoal de origem germânica Athanagildu(s), de
modo que assim fica comprovado que aqui houve uma propriedade de um indivíduo
com esse nome, vários séculos antes da nacionalidade.
No lugar de Fomelos existia a honra dos filhos de algo, a qual, pelos menos em 1258,
compreendia, além dos apêndices naturais, quatro casais organizados e assim
distribuídos: dois dos cavaleiros-fidalgos próprios, um do mosteiro ou igreja
de Merufe e o outro dos herdadores, mas todos honrados pelo paço de Fornelos (“in
Fornelos há 1111, casaes et dizem que é onra’, lê-se nas Inquirições de D.
Afonso III).
Na sua memória
original, o pároco desta freguesia em 1758 fala de vestígios de “três torres,
uma no lugar de Crastelo, outra no lugar do Paço e outra na Costa, que são do
solar dos Soares”. Estas três torres senhoriais documentam a existência dos
senhores medievais de Tangil, e a sua abundância é decerto caso raro no país.
Testemunhos
hodiernos desta velha terra de fidalgos, mantêm-se, brasonadas, as casas da Ladreda e do Pedral.
A primeira, é um antigo solar minhoto, com torre de
menagem. Era o solar do capitão-mor. O escudo esquartelado contém, no primeiro
quartel, as armas dos Sousas, no segundo, as dos Lobatos, no terceiro, as dos
Figueiroas e no quarto, as dos Soares.
A segunda, um solar do século XVIII, ostenta como brasão um escudo esquartelado com o leão
dos Silvas, no primeiro quartel, as ramas dos Lobatos, no segundo, aspa
carregada de cinco bisontes dos Araújos, no terceiro, e as armas dos Bacelares e
ainda o elmo de aço aberto e por timbre o leão das armas, no quarto.
No
Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2
Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se textualmente:
«No catálogo das
igrejas do bispado de Tui, situadas no território de Entre Lima e Minho,
denominava-se "Tangilde" e inseria-se na terra de Valadares. Nesta relação, mandada
elaborar por D. Dinis em 1320, foi taxada em 80 libras.
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território fosse desmembrado do
bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512.
Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta a
comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho.
Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta. Entre os anos de 1545 e 1549, no
registo da avaliação que se fez dos rendimentos dos benefícios eclesiásticos da
comarca de Valença, o de São Salvador de Tangil foi calculado em 45 mil réis.
Pertencia ainda à terra de Valadares.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, refere-se que "hua terça
sem cura'" da igreja de Tangil era da apresentação de leigos. Diz-se no mesmo
documento que o padroado da igreja pertencera a Rui Fernandes e, posteriormente,
a Cristóvão de Moguemes e seus herdeiros.
Segundo
Américo Costa, foi vigairaria colada com o título de reitoria e prestimónio da
Ordem de Cristo pela da Casa de Vila Real. Passou, depois, para a Casa do
Infantado que apresentava o prior. Em termos administrativos, fez parte do
concelho de Valadares, até à sua extinção em 1855, por Decreto de 24 de Outubro.
Desde então passou a integrar o concelho de Monção.»
Inventário do Património Arquitectónico
Em
http://www.monumentos.pt
Informações
detalhadas acerca de:
►
Cruzeiro de Tangil
►
Ponte de Tangil
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das
Freguesias, Freguesias-Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros
Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo .

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