A cerca de treze quilómetros
da vila de Monção a sede do concelho, Sá encontra-se no extremo norte do
concelho de Monção e estendendo-se por aproximadamente 396 ha, estabelece
limites com as freguesias de Valadares, a norte e poente, Badim, a sul Penso
(do concelho Melgaço), a nascente.
São seus lugares principais: Sá, Mato, Vila Franca, Albergaria, Eiras dos Mouros
e Vilarinho.
É uma terra antiga e com um passado rico, de que se orgulha. Em 916 existia já a
vila romana de Sala. No reinado de D. Dinis formava, com a freguesia de
Valadares (a cujo concelho pertenceu até à extinção deste), uma honra de D.
Mendo Afonso, vice-mordomo da comarca.
Nas inquirições de D. Afonso
III, em 1258, Sá é citada como sendo uma das freguesias pertencentes ao bispado
de Tui.
Em 1320, no reinado de D. Dinis
é taxada em 40 libras, já então pertencia ao concelho de Valadares.
Aqui nasceu Diogo Cão, descobridor de Angola e do Congo e levantador do notável
padrão nas bocas do rio Zaire, filho de Pedro Cão e de uma senhora da Casa da
Nóbrega, do concelho de Ponte da Barca.
Descobriu o reino de Bruguela, Angola e Congo colocando o seu último padrão na
Serra Parda a 21.º austrais.
A igreja paroquial, construída no século XII, é um belo exemplar do estilo
românico.
Possuidora de lindas paisagens, Sá oferece, devido a uma
variedade factores, uma excelente qualidade de vida no tocante à pureza do
ambiente que lhe é reconhecida. A sua actividade económica se pauta na
agricultura pecuária e vinicultura. O vinho alvarinho é um dos produtos que
assumem destaque nesse contexto.
(
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias,
Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo)