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PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MONÇÃO - FREGUESIA DE PINHEIROS


 

 RESENHA HISTÓRICA

 

 

Vista parcial da freguesiaPinheiros distribui-se por cerca de 281 ha e  dista cerca de cinco quilómetros da sede do concelho, a vila de Monção. Faz parte do vale do rio Gadanha, rio onde se encontram muitos dos atractivos de Pinheiros, como a praia fluvial a pesca desportiva, áreas de lazer ribeirinhas e outras. A coroar todo este manancial de potencialidades turísticas acrescem-se com não menos valor, antes pelo contrário, a Ponte romana e vários moinhos. Pinheiros confronta com Troporiz e Mazedo, a norte, Cambeses, a nascente, Pias e Moreira, a sul, e Lara, a poente. São seus lugares principais: Souto, Ponte, Brejoal, Carrascal, Cruzeiro, Costa, Cheira e Formigueiro.

Uma das referencias desta freguesia é sem dúvida a produção do Vinho Alvarinho que prima pela qualidade excelente, e que tem para grande parte da população, um peso de relevo na economia doméstica.

Em termos históricos encontramos referencias a Pinheiros já em 1258, pois pelas inquirições de D. Afonso III, a sua igreja, é citada como pertencendo ao bispado de Tui.

Em 1320, São Cipriano de Pinheiros, enquadrava-se no arcediagado de Cerveira e foi taxada em 18 libras.

Em 1444, D. João I conseguiu que o papa desmembra-se Pinheiros do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Em 1513, por permuta, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta a comarca eclesiástica de Olivença tendo recebido a de Valença do Minho, com a aprovação do papa  Leão X. Nessa ocasião São Cipriano de Pinheiros, rendia 30 mil réis.

Em 1580, a metade com cura desta igreja, pertencia ao Cabido de Braga e a outra, sem cura, ao mosteiro de Sanfins. 

Segundo Américo Costa, Pinheiros foi abadia da apresentação do ordinário. Instituída por D. Vasco Marinho, passou a pertencer, por herança, ao morgado dos Marinhos.

A freguesia tem o seu ex-libris no Palácio da Brejoeira. Faustoso, construído entre 1804 e 1828, parece ser uma réplica do Palácio da Ajuda, em Lisboa. É um testemunho tardo-barroco, onde se plasmam ainda marcas de neoclassicismo com soluções arcaicas.

Foi abadia do Ordinário metade é simples, e entra igualmente no pé de altar; andava anexa ao morgadio dos Marinhos, por serem descendentes de D. Vasco Marinho, que instituiu o morgadio, e para isso conseguira bullas apostólicas. Dizem que fora daqui Domingos da Ponte, Galego, que fugindo em pequeno a seus pais, passou à Alemanha, onde serviu no regimento da cavalaria de Igreja Paroquial e CemitérioCouraceiros, de que era coronel o infante D. Duarte, irmão de D. João IV, e que aí foi alferes, servindo com grande valor; e que no tempo da Aclamação passara a Portugal, onde serviu até ao fim da guerra, sempre grande cabo e muito afável.

Foi general de cavalaria na provincia de Trás-os-Montes, fidalgo da casa real, comendador da Ordem de Cristo, e jamais manifestou a sua pátria, nem aos maiores amigos. Pretendem-no para cidadão, como pretenderão a Homero.

 

Palácio da BrejoeiraAinda acerca do  Palácio da Brejoeira recorremos a textos mais antigos com a seguinte leitura:«está situado nesta freguesia. Ergue-se esta magnífica residência a coisa de meia légua da vila de Monção, e em distância igual da margem esquerda do rio Minho. É solar de um morgado instituído no ano de 1500. Edificou este palácio o comendador Luís Pereira Velho de Moscoso, lançando-lhe a primeira pedra em 1806, e pondo-lhe a última em 1834. Levou por tanto esta construção 28 anos de trabalhos nunca interrompidos. A fachada principal é de ordem dórica. No corpo do centro, que é mais elevado, avulta o brasão de armas do fundador. A outra frente que deita para um vasto jardim, é de ordem toscana. Corresponde internamente o edifício à magnificência externa. A escala nobre é uma das melhores que há no reino. As salas são espaçosas, e acham-se adornadas com bastante luxo e bom gosto em relação à época em que foram guarnecidas. A capela está ornada com muita riqueza, e ostenta uma esbelta cúpula. Enfim, para que se faça uma ideia da grandeza deste palácio diremos que as despesas de construção não andaram longe de 400 contos de reis. Além disto faremos notar algumas circunstâncias que não podiam deixar de concorrer para a maior barateza possível da obra, tais como a modicidade dos jornais dos operários e artífices, que regulavam então por um terço, talvez, o baixo preço dos materiais de construção; e a facilidade com que se lavra a pedra de que é constituído, espécie de granito, em que abundam as províncias do norte, e de que há diferentes qualidades, mais finas, e mais ordinárias, porém todas de muito fácil lavor. Tem o palácio junto de si uma grande e aprazível quinta com belos jardins, compridas ruas de bosques, e excelentes oficinas. A adega sobre tudo é grandiosa: está dividida em três naves sustentadas por colunas. Pertence actualmente esta encantadora habitação a Simão Pereira Velho de Moscoso, filho do ilustre fundador, que assim soube dispensar seus avultados rendimentos, animando as artes, dando emprego em tão longo espaço de tempo a muitos braços; e, enfim, enobrecendo com tão belo edifício aquela parte do Minho. O palácio da Brejoeira está próximo da estrada que liga a vizinha vila de Monção à dos Arcos de Valdevez. É frequentemente visitado por curiosos e viajantes, a quem o actual senhor infunde uma eterna lembrança da obsequiosa urbanidade com que os recebe e hospeda».

 

Inventário do Património Arquitectónico

Em http://www.monumentos.pt

Informações detalhadas acerca de:

 

  Palácio da Brejoeira

 

( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo).



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