|

|
PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MONÇÃO -
FREGUESIA DE PIAS |
 
Pias dista oito quilómetros da sede do concelho.
Estende-se por uma área de 1004 ha, e confronta
com Pinheiros e Lara, a norte, Barroças e Taia e Moreira, a nascente, Abedim e
Porreiras (Paredes de Coura), a sul, e Boivão (Valença), a poente. São seus
lugares principais: Lapa, Cristelo, Fontão, Lamoso, Barreiro, Pias de Baixo,
Alderiz, Retorta, Vila Boa e Vila Nova.
S. Tiago de Pias pertenceu ao julgado medieval da Penha da Rainha, e a sua
igreja possuía em 1258 um casal em Abedim. A igreja era de nobres, da linhagem
dos Marinhos, e o rei não tinha nela quaisquer interferência ou direitos. D.
Dinis obteve a igreja de Pias de D. Vasco Marinho e deu-a ao filho deste, Pedro
Marinho, com a condição de nela se instituir uma comenda. Assim se fez.
De facto, Pias foi um curado da apresentação da casa de Barbeita e comenda da
Ordem de Cristo. Foi seu primeiro comendador precisamente Pedro Marinho. Teve
ainda como comendadores, entre outros: António Pereira da Cunha (1655), que era
secretário do Conselho de Guerra; Francisco Pereira da Cunha, seu filho e
sucessor (1668); António Pereira da Cunha, irmão do antecedente (1693). Vaga a
comenda em 1700, dá-a D. João V a D. Maria de Lencastre, marquesa de Unhão. Por
sua morte, voltou novamente para a Coroa. Em 1799 foi dada a D. Eugénia Maria
Josefa Xavier Teles Castro da Gama Ataíde Noronha Silveira, condessa de Unhão e
Vidigueira.
Alguns topónimos relativos a sítios e povoações, alguns já esquecidos, reportam
claramente à Pré-História e à ocupação suevovisigótica. Entre outros que aludem
à arqueologia, referência para Crastelo (pequeno castro), onde nos meados do
século XIII existia uma ponte — a Ponte de Crastelo — sobre um pequeno regato,
chamado hoje Cavaleiro. Com Crastelo se relaciona outro topónimo ou local
chamado Penelas, que tanto pode significar existência de penhas, como de
pequenas “penas” ou fortificações sobre rochedos.
Há quem afirme que o nome de Pias não tem origem em pias (sepulturas) abertas na
rocha, mas vem em referência a túmulos colocados à borda de um caminho
concorrido, sob arcos memoriais. O mais certo, porém, é que Pias tire o seu nome
dum convento de mulheres pias (piedosas) aqui existente. Os sítios denominados
Reguenga e Quintela evocam instituições locais. Os topónirnos Queide, Semonde,
Balteiro, Mirelo, ou Pedra de Mirelo, Onego e Magarim são de origem germânica
(século XIII).
Em Pias tem lugar uma concorrida feira anual, a 25 de Março. É a chamada Feira
da Rês.
Os principais produtos que se tiram da terra são a batata, o
milho, hortifrutos e o vinho. Aqui fica um destaque muito especial para a
produção de vinho “Alvarinho”, que como foi realçado constitui a base económica
dos agricultores.
No
campo do ensino estão assegurados o ensino pré-escolar público, o ensino básico
do 1.º ciclo e o ensino básico do 5.º ao 9.º
ano. Para frequentar os outros graus de ensino os alunos têm que recorrer a
Monção.
No campo do desporto, cultura e
lazer, Pias dispõe de pavilhões desportivos, alguns campos de jogos, uma
biblioteca itinerante, uma sala de espectáculos destinada à realização de
actividades culturais variadas, um salão de festas e uma escola de música. Estas
estruturas são animadas por uma associação cultural: “Associação Desportiva de
Pias”.
São vários os pólos de atracção
turística existentes na freguesia. A par com o património cultural e edificado
de que fazem parte a igreja paroquial e as capelas da Senhora da Lapa e Senhora
da Vista, realce para as belezas das margens do rio Gadanha e as vistas
panorâmicas observadas do alto do Monte da Bolhosa. Há ainda a salientar neste
aspecto o artesanato de tamancaria e as actividades de caça e pesca desportiva.
( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias,
Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI )
|