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PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MONÇÃO - FREGUESIA DE MESSEGÃES


 RESENHA HISTÓRICA

S. Miguel de Messegães, dista 11 km da sede do concelho, confronta com o rio Minho a norte e a poente, com Valadares a nascente e com Ceivães a sul e a poente. A freguesia é pequena. Tem uma área de apenas 206 ha e por isso a densidade populacional tem sido sempre superior à média do concelho.

São seus lugares principais Paço, Pereiro, Vila, Cruzeiro, Chão, Cachada, Senra e Cova.

O topónimo vem de messe, seara. As planícies onde esteve a antiga igreja ainda conservam o nome de Searas ou chã de Messegães.

A primeira apresentação era da casa dos marqueses de Vila Real, mas, tendo perdido a vida, por traidor à Pátria, o último titular, em 1641, e criando D. João IV a Casa do Infantado, passou para ela a maior parte dos bens e rendas confiscados.

Pertenceu, anteriormente, ao concelho de Valadares, extinto em 1855.

O acesso rodoviário à freguesia faz-se pela E.N. 202 e os habitantes utilizam normalmente as carreiras de transportes públicos regulares para as suas deslocações.

A agricultura é ainda uma actividade fundamental nesta freguesia onde a produção do vinho verde é de muito boa qualidade. As principais actividades industriais geradoras de emprego, para além da agricultura, são as oficinas de serralharia, a carpintaria e a construção civil. Por falta de incentivos não tem havido investimento na área da freguesia. Mas também não há desemprego a nível preocupante porque a emigração tem sido a solução encontrada por quem espera um melhor futuro para si e para os seus. Os emigrantes ao regressarem quase só investem localmente na construção da casa própria.

O nível de prestação de serviços dentro da freguesia é relativamente baixo e o comércio limita-se ao fornecimento dos produtos essenciais e de consumo corrente.

A Junta de Freguesia pensa que neste aspecto, havia lugar para uma maior diversificação comercial. No entanto, os principais condicionalismos que limitam a qualidade de vida das pessoas, situam-se nas infra-estruturas. De facto, além da rede pública de abastecimento de água ao domicílio que abastece a totalidade da freguesia, pouco mais existe. A rede de distribuição de água, com as melhorias em curso é mesmo já a menina dos olhos da Junta e dos moradores. Quanto ao saneamento a situação é contrária. A recolha de lixo faz-se uma vez por semana em toda a freguesia e a população espera que se venha a fazer pelo menos duas vezes e que sejam instalados ecopontos.

O parque escolar de Messegães, comporta um estabelecimento de ensino pré-escolar público e uma escola de ensino básico do 1.º ciclo, com quatro salas. A Junta de Freguesia pensa que apenas se sente a falta de um refeitório junto ao edifício da escola.

Ao nível do sistema de saúde, a população gostaria de ver reaberta a extensão de um centro de saúde que já teve, bem como espera pela construção de um centro de dia. No que se refere ao equipamento para a prática desportiva, para a cultura e lazer, registe-se a existência de um campo de jogos, da biblioteca pública e dos serviços da biblioteca itinerante e ainda as salas da sede da União Desportiva “Os Raianos”, da Associação Cultural, Recreativa e Social de Messegães, Valadares e Sá.

Em relação à capacidade de acolhimento a não residentes, a freguesia gostaria de ter a possibilidade de instalar um parque de campismo de forma a captar mais visitantes e rentabilizar as potencialidades da região. Outro sonho antigo da Autarquia é a construção de uma praia fluvial e de uma aldeia turística, com a finalidade de criar emprego e riqueza através do turismo.

O património cultural e edificado, poderia assim ser melhor utilizado. Referimo-nos à Igreja Paroquial, ao Santuário do Senhor dos Passos, aos vários nichos, alminhas e cruzeiros espalhados pela freguesia. Também seria de aproveitar a riqueza da gastronomia local principalmente os pratos saborosos como o debulho de sável e o arroz de lampreia.

Reconhece-se que a freguesia é pequena principalmente em população. Mas, tem algumas potencialidades, já que as margens do Rio Minho, além de particularmente encantadoras, poderiam servir de base a uma nova centralidade e a uma verdadeira atracção turística. Seria a partir desse núcleo que as outras riquezas patrimoniais poderiam também ser melhor apreciadas e aproveitadas.

No entanto, a concretização de alguns projectos nestas áreas deveria ser encarada, num futuro próximo, através da associação com as freguesias vizinhas, com o objectivo de estudar e resolver alguns problemas comuns, como sejam os que todos sentimos nas áreas da saúde, do apoio aos idosos, nas acessibilidades e ligações internas e também no já referido desenvolvimento turístico e económico das áreas ribeirinhas do Rio Minho.

 

 

( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI )

 



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