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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE MONÇÃO - FREGUESIA DE MAZEDO
Informação Sumária
Padroeiro: Divino
Salvador.
Habitantes: 1.427 (I.N.E. 2001)
e 1.259
eleitores em
31-12-2003.
Sectores laborais: Vinicultura, agricultura
e pecuária, indústria, comércio, pesca fluvial e serviços.
Tradições
festivas: Divino Salvador (6 de
Agosto) e Santa Cruz (3 de Maio).
Valores patrimoniais e aspectos turísticos:
Igreja paroquial, capelas de Santa Cruz e da Senhora
do Campo, Cruzeiro do Senhor dos Aflitos, Casa de Serrade e Ponte de Sendim,
Margens dos rios Gadanha e Minho e moinhos.
Gastronomia: Borrego de
Mazedo, arroz de lampreia e cozido à portuguesa.
Colectividades:
Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Mazedo e Grémio Social de Mazedo.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
A
Freguesia de Mazedo confunde-se actualmente com a vila de Monção na medida em
que a sua área urbana e a da vila são uma continuidade. Estende-se por cerca de
735 ha, e confronta com as seguintes freguesias: A Norte, com a Freguesia
Cortes. A Sul, com a Freguesia de Pinheiros e com a Freguesia de Cambeses.
A Nascente, com a Freguesia de Monção e novamente com a Freguesia de Cambeses.
A Poente com a Freguesia de Troporiz.
São seus lugares principais: Requião, Carrazedo, Antoinha,
Pomar, Cruzeiro, Agrelo, Boavista, Quinta da Oliveira e Regueiro.
RESENHA HISTÓRICA
Em 1186, D.
Sancho I confirmou à Sé de Tui a igreja do Divino Salvador de Mazedo. Figura na
lista das igrejas pertencentes ao bispado de Tui do território de Entre Lima e
Minho, feita nas Inquirições de 1258.
Na relação das
mesmas freguesias, que D. Dinis mandou elaborara em 1320, para atribuição de
taxa, Mazedo estava enquadrada no arcediagado de Cerveira, sendo taxada de 400
libras.
No Memorial do
vigário da comarca de Valença, elaborado no arcebispado de D. Manuel de
Sousa(1545-1549), estava integrada no concelho de Monção, rendendo 6 mil réis e
o pé de altar.
O Censual de D.
Frei Baltazar Limpo (1551-1581) refere que a igreja de Mazedo era da
apresentação da Câmara Arquiepiscopal de Braga, pertencendo os dízimos aos
padres da Companhia de Jesus de Braga.
Com a extinção da Companhia,
os dízimos passaram para a Universidade de Coimbra, que os recebeu até
1834.
É tido por seguro que a actual vila de Monção (antes, Monção Velha), teve a sua
origem, antes de ocupar a área geográfica actual, nas terras outrora
pertencentes a Mazedo, onde ocupava também a área da actual Freguesia de Cortes,
que só em 24 de Agosto de 1989 deixou de ser um lugar de Mazedo.
Na carta de
povoamento lavrada a 12 de Março de 1261, por D. Afonso III, diz--se"... facio
quandam populationem in cauto de Maazedo e impono ei de novo nomen Monzon."
Situada "entre olivais e vinha", trata-se de uma terra muito fértil, que em 1557
Contabilizava já 304 fogos.
A igreja paroquial ergue-se no lugar do Quinteiro,
ao cimo de uma escadaria. Por cima da porta principal, dando as boas-vindas, um
nicho com a imagem do Divino Salvador.
A torre sineira forma um arco que permite a passagem para a parte traseira do
templo. Possui, no interior, um altar-mor barroco, em talha dourada, com as
imagens de Santa Filomena e de S. Gabriel a ladearem Cristo Crucificado. Ainda
na capela-mor, registo para as imagens de S. Salvador e de Santo António.
Ladeando o arco cruzeiro, dois altares em talha dourada: de Nossa Senhora das
Dores e do Coração de Jesus. Existem também altares devotados a Nossa Senhora de
Fátima e um outro às Almas, com imagens em relevo das penas do
purgatório.
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Perto fica a capelinha de Nossa Senhora do Campo, também dita de Nossa Senhora
dos Prazeres. Possui na frontaria um nicho com a imagem da Senhora do Campo e,
no interior, as imagens de Santo
António, Menino Jesus e Nossa Senhora dos Prazeres, sobre um pequeno
altar.
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A Capela de Santa Cruz fica no lugar de Requião. Foi recentemente restaurada.
Para além do altar de Santa Helena ou Santa Cruz, merece atenção um lindo
altar-mor, em madeira trabalhada, onde pontificam as imagens de S. Bento, S. Brás, Bom
Jesus, Coração de Maria e S. Salvador.
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A Casa de Serrade, aproveitada, após restauro, para o turismo de habitação,
pertenceu aos morgados de Serrade, com morgadio instituído pelo padre Belchior
Barbosa, descendente da Casa de Aboim. O seu primeiro titular foi o irmão do
instituidor, Gaspar Barbosa. A pedra de armas da casa é um escudo francês,
esquartelado, do século XVII, com os nomes Barbosa, Marinho, Castro e Soares.
Em 1740 era morgado de Serrade Francisco Barbosa Martinho. Aqui esteve instalado
o quartel das forças de vigilância da fronteira, em 1801, sob o comando do
marquês de la Roriere.
No lugar do Quinteiro existe uma casa pertencente aos Moscoso, ostentando na
esquina um brasão do século XVII, em bico, com linhas côncavas. É cercado por
uma bordadura com as iniciais das palavras da divisa da família: NNASRV - ANVASR.
Os Moscoso são das famílias mais antigas da Galiza, sendo referidos já no século
XV. A carta de fidalguia, que lhes foi dada por Carlos V, data de 1554. A
principal Zona Industrial do concelho é nesta freguesia e é nela que estão
instaladas a Adega Cooperativa Regional de Monção e a Cooperativa Agrícola dos
Lavradores de Monção. Na adegas são produzidos os vinhos Alvarinho, Muralhas,
Danaide e D. Inês. Mazedo é uma das freguesias mais produtoras do vinho
Alvarinho.
O
rio Gadanha, que atravessa esta freguesia é um dos patrimónios naturais de
Mazedo onde moinhos laboram e onde a praia fluvial é zona importante de lazer.
( Fontes consultadas:
Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo)

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