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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MONÇÃO -
FREGUESIA DE LORDELO
Informação Sumária
Padroeira: Santa Maria / N. Sra. da Expectação.
Habitantes:
141 habitantes
(I.N.E.2001) e 148
eleitores em
2007.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária, construção civil, cantaria e exploração de pedreira.
Tradições
festivas: Senhora da Piedade (3º domingo de Setembro) e Senhora da Expectação (18 de
Dezembro).
Valores
Patrimoniais e aspectos turísticos:
Igreja paroquial, Capela da Sra. da Piedade e cruzeiros do Senhor dos Aflitos e
da Sra. da Piedade, Pico da Fonta da Cuva.
Gastronomia: Enchidos de porco, sarrabulho e pratos de bacalhau.
Artesanato: Tecelagem em linho.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Ocupando uma área de
cerca de 552 ha,
sensivelmente no coração do concelho, Lordelo dista cerca de nove quilómetros da
vila de Monção. Confronta com Longos Vales e Sago, a norte, Anhões, Luzio e
Trute, a sul, Merufe, a nascente, e Parada, a poente. São seus lugares
principais: Porto, Porta, Hospital, Terças e Souto de Baixo. Foi abadia da
apresentação da Casa da Agra e, por troca, passou para a Casa de Barbeita.
A antiga paróquia de Lordelo do Monte tinha,
até ao ano de 1595, como seu lugar principal a actual freguesia de Parada.
O Cruzeiro do Senhor dos Aflitos foi construído
por Manuel Cerqueira, em 1879. A coluna é muito trabalhada, com pequenos
relevos, e a coroá-la está a imagem do Senhor dos Aflitos.
Privilegiada pela Natureza, esta freguesia goza
de vistas panorâmicas dignas de referencia, conta igualmente com pequenos cursos
de águas límpidas onde nesse aspecto se destaca o rio Lordelo.
RESENHA HISTÓRICA
No livro,”Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo”, pode ler-se na
integra:
«Na lista das igrejas do território de Entre
Lima e Minho, elaborada, em 1258, por ocasião das inquirições de D. Afonso III,
é citada como sendo uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
No catálogo, de 1320, das mesmas igrejas,
mandado organizar pelo rei D. Dinis, foi taxada em 48 libras. Estava na época
enquadrada na terra de Valdevez.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi
desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se
manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu ao
Bispo de Ceuta, D. Henrique, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em
troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Na avaliação dos benefícios eclesiásticos da
comarca de Valença, organizado entre 1514 e 1532, pelo arcebispado de Braga, Lordelo
tinha de rendimento 33 réis. Em 1346, Santa Maria de Lordelo rendia 20 mil
réis.
Na cópia de 1580 de D. Frei Baltasar Limpo, diz-se que São Martinho de
Parada estava anexada perpetuamente a Santa Maria de Lordelo, sendo da
apresentação de leigos, nomeadamente de Leonel de Abreu. Álvaro de Novoa, João
Preto, Gonçalo e Catarina do Hospital (?) e João Vaz. No mesmo
documento refere-se que o direito de apresentação desta igreja pertencia,
desde o ano de 1532, “in solidum” a Leonel de Abreu».
( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico
das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo)
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