PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MELGAÇO - FREGUESIA DE REMOÃES


            

REMOÃES


HISTÓRIA

     A Freguesia de Remoães, é uma das mais pequenas do distrito de Viana do Castelo, (ocupa cerca de 96 ha). Porém são terras de grande valor, tanto nos aspectos turísticos e históricos como nos aspectos agrícolas (compõe-se essencialmente de terras férteis face à sua localização em zona ribeirinha tanto do rio Minho como do rio Folia) . Cerca de três quilómetros separam esta freguesia da sede do concelho a que pertence, a vila de Melgaço. É confrontada a norte com o rio Minho, tendo Espanha  na outra margem,  a nascente  com a  Freguesia de Prado,  a sul  e a poente faz limite, com a Freguesia de Paderne.

    É de referir, que a freguesia de Remoães partilha com a freguesia de Paderne, as Termas do Peso ou de Melgaço, onde se concentra uma importante actividade turística. Aí encontra-se o rio Folia que divide esta freguesia de vizinha Paderne. Encontra-se, também a atravessá-lo a Ponte da Folia que é de origem  romana ..

    O Monte de Prado é outra das riquezas que esta freguesia possuí e que divide com a freguesia de Prado. Aí prova-se a antiguidade desta terra visto que têm sido encontrado vestígios arqueológicos de identificação castreja.

    Ainda a respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:

« Até 1258, não se encontra documentação relativa a Remoães.

Apenas nas terceiras Inquirições de D. Dinis, do ano de 1307, é mencionada, reconhecendo o inquiridor régio a Remoães o privilégio de "honra".

Américo Costa descreve-a como vigairaria anexa à freguesia de São Paio de Melgaço e da apresentação do abade desta última, antes de se tornar independente.

Em termos administrativos pertenceu, em 1839, à comarca de Monção e, em 1874, à de Melgaço».

    Nos aspectos económicos da sobrevivência do povo desta freguesia estão desde há muitos séculos a pesca e a agricultura. Actualmente sobressaem-se a cultura do vinho alvarinho e a pesca da lampreia que aqui no extremo norte do país e já com  o rio Minho afastado cerca de 75 km da foz dizem se pescar as melhores espécies deste peixe.

    No  campo do património legado pelos antepassados, e ainda com importância no sector da pesca artesanal é de se  referir  as "Pesqueiras" no rio Minho.

 

( Fonte consultada:  Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo )