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PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
- CONCELHO DE MELGAÇO - FREGUESIA DE CRISTÓVAL
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CRISTÓVAL
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HISTÓRIA
Cristoval, colocada no extremo norte de
Portugal, dista nove quilómetros da sede do concelho. Confronta com o rio Minho
(com ligação à província espanhola de Pontevedra), a norte, o rio Trancoso (a
província de Ourense na outra margem), a nascente, Fiães, a sul, e Paços, a
poente. Compreende os seguintes lugares principais: S. Gregório, Cevide, Ramo,
Doma, Porta, Sobreiro, Marga, Pousadas, Campo de Souto, Esquipa, Granja, Cruz,
Passal, Pico, Soalheira, Casais, Poços e Pedregal.
O lugar de S. Gregório, o mais importante da
freguesia, é a porta de fronteira, mais a norte do território nacional. Por
assim dizer, "aqui começa Portugal". Foi, durante muitos anos, posto fronteiriço
de ligação a Espanha. A sua ponte internacional atravessa o pequeno mas
encantador rio Trancoso, que, nascendo nos altos de Castro Laboreiro, garante a
divisa com os vizinhos galegos desde Lamas de Mouro até Cristoval, aí entregando
a missão de devisa ao rio Minho, que a leva à risca até ao fim, à foz, no
oceano Atlântico, entre Caminha e La Guardia. Contudo é o lugar de Cevide, em
termos geográficos, aquele que dermina o extremo máximo ao norte de Portugal, é
aí que termina o rio Trancoso com poucos metros de largura e com a Espanha na
outra margem.
No seu conjunto, o território de Cristoval
estende-se em socalcos, pela encosta da serra, desde as belas zonas ribeirinhas
do Trancoso e do Minho até aos sítios mais altos, verdadeiros miradouros donde
se observam os horizontes de toda a região, em que sobressaem os amplos vales
daqueles dois rios, e principalmente do Minho, que oferece a visão descansada
das suas águas serpenteando por entre terras galegas e portuguesas.
A antiga freguesia de S. Martinho de Cristoval
(topónimo de origem galega) era abadia de concurso ordinário no termo de
Melgaço. Pertencia, no entanto, à comarca de Valença.
Aproveitou do foral dado a Melgaço pelo rei D.
Manuel, em Lisboa, em 3 de Novembro de 1513. Em 1839 aparece inscrita na comarca
de Monção, passando-se definitivamente, a partir de 1878, para o julgado e
comarca de Melgaço.
O rio Trancoso (chamado, primeiro, Doma e,
depois, Várzeas) serviu de fronteira a Portugal logo desde a Fundação, porquanto
— de acordo com o Pe. Bernardo Pintor — "os documentos relativos a propriedades
em Cristoval mencionam o rei de Portugal e os relativos a propriedades sitas na
margem oposta mencionam o rei de Leão. Os documentos abrangem desde meados do
século XII a meados do século XIII."
Referida nas Inquirições de 1258, o documento
mais antigo em que é mencionado o nome da freguesia (tratava-se de uma doação)
remonta, no entanto, ao ano de 1142. Outro, de 1210, é considerado muito
importante para a história de Cristoval, pois — esclarece o Pe. Pintor — "nos
fala do Paço, que era onde morava o senhor da vila. João Raimundo e sua mãe
doaram a Fiães uma herdade situada em Doma, chamada do Palácio, nome que
geralmente deriva de Paço. Paço era a morada da autoridade, que poderia ser toda
a terra de Cristoval ou apenas da "vila" de Doma."
Na área de Cristoval houve renhidas escaramuças
aquando da Guerra da Restauração, levantando os Portugueses um forte sobranceiro
à passagem do Trancoso. O sítio permanece conhecido pelo nome de Forte ou
Trincheira.
Em 1641, os Espanhóis entraram em Portugal e
incendiaram as casas de Cristoval, não poupando sequer a igreja. Os nossos
retaliaram, saltaram ao lado de lá e fizeram o mesmo.
Em livros antigos, vários autores referem
especificamente o regato ou ribeiro que por aqui corre, o Trancoso, e as águas
da fonte chamada do Padrão: eram-lhe então atribuídas virtudes de cura da lepra
e de outras moléstias cutâneas.
No campo do património cultural da freguesia,
merece destaque o Cruzeiro de S. Gregório, classificado como monumento nacional.
No Monte da Facha (topónimo que vem de Faro,
Farol, Fogueira, de origem celta), onde está o importante Santuário de Nossa
Senhora de Fátima, existem gravuras rupestres e ruínas de umas muralhas, de
defesa castreja.
Em tempos remotos, no Monte da Facha, foi
edificada uma capela dedicada a S. Gregório Papa.
A igreja paroquial desta freguesia, conserva
ainda alguns vestígios da sua primitiva construção românica. A porta principal
de arco redondo, é seguramente anterior ao século XVI. Terá sido de uma só nave
com o seu altar e retábulo onde está o arco cruzeiro, cujo antão é coberto por
uma cornija românica e rematada por uma cruz em pedra vazada. A sua torre é
moderna.
Pinho Leal, diz sobre esta freguesia que "À
água da fonte da pedra se atribui a virtude de curar a lepra e todas as
moléstias cutâneas" e ainda que "é terra fértil e possui gado."
Em tempos remotos, no Monte da Facha, foi
edificada uma capela dedicada a S. Gregório Papa.
A igreja paroquial desta freguesia, conserva
ainda alguns vestígios da sua primitiva construção românica. A porta principal
de arco redondo, é seguramente anterior ao século XVI. Terá sido de uma só nave
com o seu altar e retábulo onde está o arco cruzeiro, cujo antão é coberto por
uma cornija românica e rematada por uma cruz em pedra vazada. A sua torre é
moderna.
Pinho Leal, diz sobre
esta freguesia que "À água da fonte da pedra se atribui a virtude de curar a
lepra e todas as moléstias cutâneas" e ainda que "é terra fértil e possui gado."
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias-
Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte
Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
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