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PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE MELGAÇO - FREGUESIA DE CHAVIÃES


            

CHAVIÃES


HISTÓRIA

A freguesia de Chaviães, situada numa colina sobranceira ao rio Minho, tendo a Galiza na outra margem, dista menos de dois quilómetros da sede do concelho. Confronta com o rio Minho, a norte e poente, com as freguesias de Paços e Fiães, a nascente, Roussas e Vila (Melgaço) a sul.
É composta pelos seguintes lugares principais: Baralha, Barraço, Barreiro, Bouça, Carvalheiras, Casal, Cortinhal, Cotos, Curveira, Escuredo, Gondufe, Igreja, Lajes, Nogueira, Orjás, Outeiro, Pena, Portela, Quinta, Redondas, Soengas, Tapada, Vale e Viso.
O topónimo deverá resultar de uma evolução de Flavianes, Flavianus, Chavianes (as portas da vila de Melgaço) até à forma actual.
Da Pré-História, este território guarda vestígios da cultura dolménica (ruínas de um dólmen), remontando a quatro ou cinco mil anos, no coto da Moura, e também restos da cultura castreja, no monte do Castelo.
Chaviães foi abadia da apresentação da casa de Bragança, no termo de Melgaço. Em 1839, aparece referenciada na comarca de Monção e, em 1878, já na comarca e julgado de Melgaço.
Era uma freguesia já com vida própria muito antes dos princípios da nacionalidade. Citado por Marques Rocha, no seu livro sobre "Melgaço", escreve, a propósito, o Pe. Bernardo Pintor, na sua obra "Melgaço Medieval":
"A freguesia de Chaviães já existia nos princípios da nossa autonomia nacional. Quando D. Afonso Henriques deu foral a Melgaço, em 1183, anexou-lhe metade de Chaviães, que era património da Coroa, não se dizendo a quem pertencia a outra metade. Nessa altura já tinha as suas estruturas firmadas.
"(...) Em 1177, Pedro Pires testou ao mosteiro de Fiães o seu corpo e metade de um casal em Chaviães, sob a igreja de Santa Seguinha. Devia ser pessoa de categoria, pois declara no documento que robora por suas próprias mãos, o que nos dá a entender que era pessoa instruída, o que era raro. Esta é a mais antiga referência que encontro à igreja de Chaviães e sua padroeira primitiva Santa Seguinha, que se encontra nos documentos desse tempo com a grafia Seculina, em latim. (...) A invocação a Santa Seguinha como padroeira de Chaviães ainda se mantinha quando se fez tombo da freguesia em 1547, em que também se fala na igreja de Santa Maria Madalena. No dizer do investigador padre Pièrre Davide, o culto de Santa Maria Madalena difundiu-se nestas paragens por efeito dos peregrinos que se dirigiam a Compostela."

A actual igreja paroquial de Chaviães data do século XIII, época de que conserva alguns vestígios (românicos), quer na cachorrada do corpo do templo, quer na porta principal do edifício.
Foi donatária desta freguesia a Casa de Bragança. Apresentava o abade, o qual tinha de rendimento quarenta mil réis.
A sua população dedica-se essencialmente à agricultura, constituindo-se a vinha como uma das suas principais produções. Como valores culturais, para além daqueles já citados, destacam-se as pesqueiras no rio Minho muito características nesta região em que a pesca artesanal assume  desde sempre posição de  destraque.

 

  

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias - Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.



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