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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE
CAMINHA - FREGUESIA DE VILARELHO
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Situada entre a margem
esquerda do rio Coura e a foz do rio Minho, por fora das muralhas da vila de
Caminha, estende-se pela encosta do monte de Santo Antão, onde confina com Venade e Cristelo, e é constituída pelas povoações de Fonte da Vila, São
Sebastião, Olheiros, Portela e Cabana.
Banhada por dois
rios (Minho e Coura), compreende zona florestal, na encosta do monte de Santo
Antão, área urbana e de cultivo, em terrenos de média altitude e terras baixas,
faixa de pastagens e junqueira, onde chegam as águas do Coura, espaço de pinheral, nos areais do Camarido, e a praia do Cabedelo.
A freguesia
dispõe, actualmente de excelentes meios de ligação com a região e o País, pois é
servida pelas estradas nacionais nº. 13 e 301, pelos caminhos municipais,
florestais de Vilarelho e Azevedo e pela linha do Caminho de Ferro do Minho,
dado que o apeadeiro da Senhora da Agonia encontra-se em Vilarelho.
Nos vestígios dum castro que
se encontra no alto do Côto da Pena no lugar do mesmo nome, nesta freguesia de
Vilarelho,
recolheram-se alguns instrumentos semelhantes a outros testemunhos da
mesma natureza, encontrados na praia fluvial de Camposancos e no castro de Santa
Tecla, ambos na margem direita do rio Minho, na Galícia.
Por isso, é certo que entre
os homens do mesolítico, duma e doutra margem do rio, bem como entre os
habitantes dos castros de Santa Tecla e do Côto da Pena, tinha havido relações
de vária ordem, inclusive culturais.
Portanto, Caminha deve ter
tido o seu primeiro núcleo de população no Castro do Côto da Pena, a partir dos
tempos proto-históricos. Este castro apresenta, pelas suas características e
dimensão, uma identidade com o castro de Santa Tecla.
Desde tempos muito antigos,
povos vindos do mar, do norte ou do sul, não importa, rumavam rio acima em busca
de metais, como o ferro, o estanho, o ouro e a prata. Os castros, situados nas
embocaduras dos rios, certamente, tinham, além do mais, o controlo deste
comércio, quer cobrando impostos, quer arrebatando os produtos, num acto de puro
banditismo.
Nesta corda do rio Minho,
haviam bastantes castros.
No Concelho de Caminha: O
castro do Côto da Pena (nesta freguesia de Vilarelho), e os de Cristelo e Vilar
de Mouros.
Ainda no castro do Côto da
Pena, encontra-se um penedo, relativamente pequeno, com uma concavidade parecida
com uma pia sacrificial, atendendo à ranhura destinada a vazadouro.
Por tudo isto pode-se
avaliar a importância deste castro na história de toda a região. Há quem afirme,
ser este um dos primeiros e mais importantes núcleos que comprovam a passagem do
homem desde os tempos pré-históricos em nosso território.
Hoje a « Estação
arqueológica do alto do Côto da Pena » classificada como imóvel de interesse
público conforme se lê em edital da Câmara Municipal de Caminha de 26 de Outubro
de 1981, mantêm-se à espera de maiores pesquisas a efectuar pelos homens da
ciência afim.
A história de Vilarelho, a
história do Concelho de Caminha, a história do Alto Minho, também passa pela «
Estação arqueológica do alto do Côto da Pena ».
Não se conhece a época em
que a igreja paroquial foi edificada, mas admite-se que tenha sido do século
XIII, dado que é mais antiga do que a igreja Matriz de Caminha e anterior à
construção da primeira ordem de muros da vila, que data 1260.
Capela de S. Sebastião,
datada do século XVI. Capela de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, hoje,
Externato de Santa Rita.
Capela de São Roque e outras, são patrimónios da
freguesia.
No que diz respeito a
infra-estrutura da freguesia, Vilarelho esta dotada de uma fábrica de
confecções, no lugar de S. Roque, e, um pequeno estaleiro naval, situado no
lugar do Esteiró, junto ao rio Minho.
Uma junta de freguesia, uma
escola primária e uma escola de Ensino Básico e Secundário.
A freguesia dispõe de rede
de distribuição de água domiciliária, alimentada pelas nascentes de Gramelas
(Azevedo) e Mãe-de-Água (Cristelo).
Na foz do Minho, pode
desfrutar-se de uma maravilhosa praia fluvial, apetrechada com posto de praia,
bar de apoio. È ideal para o desporto náutico, com fundeadouro para embarcações.
Podem também gozer-se as
sombras relaxantes que oferece a Mata do Camarido e um parque de campismo.
Ainda a respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do
Tombo" diz textualmente:
«Nas Inquirições de 1258, Vilarelho figura como um lugar de Caminha.
A antiga freguesia da Nossa Senhora da Encarnação de Vilarelho era
vigairaria anexa à reitoria da Vila de Caminha, cabendo a sua apresentação ao
seu reitor. Ainda se mantinha nesta situação em 1768.
Passou posteriormente a freguesia independente com o título de
vigairaria, constando ainda nos censos de 1878 a 1900 como Caminha-Vilarelho.»

( Fontes consultadas: Caminha e seu
Concelho, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI e
Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

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