PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE
CAMINHA - FREGUESIA DE SEIXAS
|
 
A ocupar uma área de cerca de 440 ha, a Freguesia de Seixas está
situada a norte da Vila de Caminha. Goza o privilégio de se encontrar na
confluência de dois rios: rio Minho e rio Coura.
O primeiro está à sua margem esquerda. O segundo, que tem aqui a
sua foz com o rio Minho, está à sua margem direita. São aproximadamente 2 kms
a distância que separam o centro de Seixas da sede do concelho. As duas
localidades estão, portanto, separadas pelo rio Coura.
Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: A Norte, a
Freguesia de Lanhelas. A Sul, o rio Coura e a Freguesia de Caminha - Matriz, ou
seja a Vila de Caminha. A Nascente, a Freguesia de Vilar de Mouros e a Poente o
rio Minho, tendo a Galiza na outra margem.
Seixas é composta pelo lugares de: Alto da Veiga, Barreiros,
Barrosa, Bilhacão, Cabreira, Cancelo, Coura, Crasto, Cruzeiro, Devesa, Facho,
Igreja, Lagoa, Monte, Montinho, Parede Alta, Passal, Pereira, Praia, Pobreza,
Rabusca, Regata, Renda, S. Bento, S. Sebastião, Sobral, Socorro e Vale.
A Igreja paroquial, a Capela de S. Bento, da Senhora da
Consolação, de S. Sebastião, de Santo Adrião , Senhora da Ajuda, de Santo
António e Senhora de Lurdes e Cruzeiros são alguns dos patrimónios desta
freguesia.
Quando se fala de Seixas, não se pode deixar de referir a Capela
de São Bento e as tradições religiosas que lhe estão afectas. Isso porque, a se
mantêm até aos dias de hoje, a romaria e a festa que este Santo do Cristianismo
promove na população, seja a local ou forasteira.
No campo das acessibilidades Seixas e servida pela E.N.13 e por
uma estação de caminhos-de-ferro.
A sua economia assenta-se em várias áreas. Entre elas, a
sobressair-se, está a actividade proporcionada pela classe piscatória. Classe
que se compõem de uma expressiva comunidade de pescadores, que fazem do rio e do
mar o seu local de faina. A agricultura, ainda que numa vertente de
subsistência, tem um peso importante na economia local.
A feira de Seixas realiza-se aos Sábados.
A respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do
Tombo" diz textualmente: «Em 1156, a paróquia de Seixas estava já erecta, como
se depreende da divisão das igrejas e arcediagados da diocese de Tui entre o
bispo e o cabido.
As Inquirições de 1258 incluem-na no julgado de Cerveira.
Esta freguesia recebeu do rei D. Afonso III, em 1262, carta de
foral.
Em 1320, a paróquia pagava ao rei 100 libras e, em 1514, tinha de
rendimento 32 mil réis. Entre 1514, tinha de rendimento 32 mil réis. Entre 1545
e 1549 foi já avaliada em 100 mil réis. Tinha então anexas Lanhelas e São Bento
de Caminha.
Era reitoria da apresentação da Mitra e comenda de Ordem de
Cristo, sendo comendadores os condes de São Vicente.
A Estatística Paroquial de 1862 diz que lhe era anexa São
Sebastião de Vile.»
Um trabalho da Junta de Freguesia, neste âmbito
histórico, informa que: «...Seixas deve remontar ao período neolítico quer pela
sua situação, quer pelos vestígios encontrados deste período tão recuado da
humanidade. Abel Viana, arqueólogo, nos anos 30 recolheu no Cais de S.
Sebastião, um biface paleolítico, dos mais perfeitos que se tem encontrado neste
país. Por outro lado, na toponímia seixense, figura o Lugar de Crasto, o que
indica a existência de um povoado celta.
Com base em documentos verídicos, Seixas só entra
na história, no ano de 1071, quando o Rei da Galiza, D. Garcia doa ao Bispo de
Tuy, D. Jorge, o Couto de Vilar de Mouros, com todas as suas pertenças e alguns
casais de Seixas.
No ano de 1156 já estava erecta a Paróquia de
Seixas. Nesse ano, D. Afonso VII de Leão e Castelo confirma a divisão da igreja
e arcediago do Bispado de Tuy, vindo Seixas mencionada como pertença do Bispado
de Tuy.
Supõe-se que Seixas teve a primeira carta foral
por D. Afonso Henriques, destruída por um pavoroso incêndio.
D. Afonso III, em 9 de Novembro de 1262, concede
novo foral, na cidade de Coimbra. Nessa época, Seixas fazia parte do Bispado de
Tuy e era julgado do Termo de Cerveira.
No Censual de D. Diogo de Sousa (1514-1532)
Seixas e todo o território aquém Minho foi integrado eclesiásticamente na
arquidiocese de Braga.
A origem do nome de Seixas não está bem definida. No antigo
português (segundo Frei Agostinho de Santa Maria, no seu Santuário Mariano, Tomo
3º) Seixas era sinónimo de Pombo. Mas não deve vir daí o nome desta freguesia,
mas sim de “ Seixas “ uma espécie de caranguejos grandes que se pescavam nesta
localidade e eram muito apreciados.
( Fontes consultadas: Caminha e seu
Concelho, Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI e Junta de
Freguesia de Seixas )
|