No dia 9 de
Novembro de 2002, a freguesia de Seixas comemorou pela primeira vez o Dia da
Comunidade Seixense, data que assinala, também, a outorga do Foral a Seixas por
D. Afonso III, na cidade de Coimbra, no longínquo ano de 1262.
Em 2006, vamos
dar continuidade a esta louvável iniciativa que se pretende que seja um dia a
ser lembrado por todos e comemorar, também, o Foral concedido faz 744 anos.
O Dia da Comunidade Seixense é
assim um marco na nossa história, na nossa vivência e a melhor forma, de lembrar
e de honrar, nas pessoas dos homenageados ao longo destas cinco edições, todos
os seixenses que na sua terra natal, por este Portugal fora ou pelos recantos do
mundo tudo fazem para manter uma relação de amor, de carinho e de bairrismo pela
sua terra-natal.
São estes
sentimentos que nos fazem incutir nos nossos filhos o orgulho de ser seixense, o
altruísmo e filantropia deste povo de Seixas, com inúmeras provas dadas.
Lembrar os
seixenses que se dedicaram de corpo e alma à sua terra, não regateando esforço e
os maiores sacrifícios para a melhoria das condições de vida de todos nós, para
o seu desenvolvimento, para o crescimento das suas associações e instituições, é
um dever e obrigação da freguesia.
É também fazer
História!
É com este
propósito que vamos homenagear 3 seixenses e uma associação que se têm
distinguido nos serviços prestados à comunidade.
Todos eles
merecem a gratidão da freguesia, o nosso muito obrigado!
Assim a
Assembleia e a Junta de Freguesia deliberaram homenagear o Paulo Cerquido, um
jovem que, na área do desporto, tem prestigiado o nome da sua terra e do
concelho de Caminha e é um exemplo a seguir.
Vamos
homenagear, também, Humberto Lima que se distinguiu, principalmente, ao serviço
do Remo e do Centro de Bem Estar Social de Seixas.
A título
póstumo, vamos homenagear o "KiMorais", seixense que muito colaborou com a
freguesia. Mais que uma homenagem ao Homem é também uma homenagem à sua família,
muito especialmente, aos seus filhos Leonel e Gentil Morais que deram
continuidade ao trabalho do seu pai, na área do Desporto e do Teatro.
Finalmente,
iremos homenagear o Grupo Recreativo e Cultural dos Amigos de Seixas, a segunda
maior associação da freguesia, que têm realizado um trabalho importante na
divulgação e desenvolvimento de Seixas.
Este dia é,
também, fazer Cultura! Estamos certos que no espírito desta iniciativa estava o
propósito de dinamizar culturalmente a nossa freguesia com programas culturais
mais alargados.
Lamentavelmente,
a falta de apoio da Câmara Municipal de Caminha a este evento que nos é negada
pela segunda vez e as dificuldades de tesouraria desta Junta obrigou-nos a
desistir da noite cultural que vinha-mos promovendo desde os anos anteriores.
Apesar de tudo,
fazemos votos que este evento continua a ser um grande dia de festa e que todos
os seixenses se possam reconhecer nesta comemoração, neste Dia da Comunidade
Seixense.
Mas o Dia da
Comunidade Seixense, através da Carta de Foral de 1262, comemora, também, a
emancipação do Povo de Seixas, pois naquela data foram concedidos liberdades e
direitos nunca até então adquiridos, ou seja, mais cidadania.
Infelizmente e
mais que nunca, esta data assume uma particular importância de relevo, pois esta
realidade está a ser desgastada pelo comportamento da Câmara Municipal de
Caminha que neste início de mandato se tem afastado das Juntas de Freguesia do
Concelho de Caminha, negando a essas freguesias as parcerias fundamentais para
uma gestão equilibrada e saudável.
Ao retirar às
freguesias as delegações de competências previstas na lei e que foram
desenvolvidas praticamente desde o 25 de Abril num espírito de franca
colaboração e cooperação, a Câmara Municipal de Caminha está a conduzir as
autarquias a uma asfixia financeira indesejável.
Ao não
transferir as verbas necessárias para a execução das atribuições que deveriam
ser delegadas, como limpeza de caminhos, arranjo de vias de comunicação,
escolas, etc, a Câmara de Caminha está a retirar "Autonomia", faculdade com
profundo significado na vida autárquica como aliás se depreende da justa
contestação que a Associação Nacional de Município está a fazer deste propósito
o seu grande " Ponto de Honra ", na discussão da Lei das Finanças Locais.
As freguesias
sentem-se prejudicadas e injustiçadas com este comportamento do executivo
camarário e o "quase nada" que se fez na freguesia durante este ano é uma
evidência inquestionável.
As freguesias do
nosso concelho estão a "dar passos atrás" no seu crescimento e, por isso mesmo,
fazemos votos que este Dia da Comunidade Seixense seja de reflexão e o primeiro
dia de uma renovada parceria por parte do executivo camarário no sentido de
voltar a transferir as verbas que a freguesia de Seixas e todas as outras têm
direito para a satisfação das necessidades mais básicas e do seu
desenvolvimento.
É este apelo que
fazemos, publicamente, à Câmara Municipal de Caminha.
Apesar destas
inesperadas dificuldades… "DEVAGAR COMEÇA SEIXAS"
O Presidente da
Junta
Contudo é ao
Remo que este jovem tem dedicado a sua juventude. Representando o Sport Clube
Caminhense e a Selecção Nacional, Paulo Cerquido tem já um curriculum
impressionante de participações em provas e prémios.
Como atleta
iniciado, no ano de 2001, foi o primeiro classificado no Encontro Nacional de
Iniciados, sendo o seu primeiro título alcançado.
Como Juvenil,
nos anos de 2002 foi campeão nacional de fundo, campeão nacional de velocidade e
da Regata Inter-Associações em 4x. Foi neste ano que fez a sua primeira
experiência internacional vencendo a Regata Internacional de Bordéus em 4x. Em
2003, foi novamente campeão nacional de fundo, campeão nacional de velocidade e
da Regata Inter-Associações em 1x. Em Bordéus - França vence,
surpreendentemente, as duas regatas internacionais em 1x e 2x, demonstrando a
sua versatilidade para competir em qualquer tipo de embarcação. Neste ano vence,
também, a Regata Internacional de Munique em 1x e fica em 2º lugar na Taça da
Juventude, na Bélgica, em 4x.
Como Júnior, em
2004, vence o Campeonato Nacional de Fundo em 8+ e o Campeonato Nacional de
Velocidade e a Taça de Portugal em 4x. Em Ravena-Itália, vence a Taça de
Juventude em 4x. Na Regata Internacional de Munique fica em 5º lugar na classe
1x.
Em 2005, vence o
Campeonato Nacional de Fundo em 8+ ( Sénior) e foi campeão nacional de
velocidade em 1x e 8+(sénior) e ainda vencedor da Taça de Portugal em 4x.
Participou no
Campeonato do Mundo em 1x conquistando um honroso 11º lugar.
Em 2006 e como
sénior, foi campeão nacional de fundo, campeão nacional de Inverno em barcos
longos em 8+. Na classe 2x foi campeão nacional de Inverno em barcos curtos. Em
4+ foi ainda campeão nacional de velocidade. Neste ano, ainda, foi campeão
nacional de sprint em 8+.
A nível
internacional foi vencedor da Regata Internacional de Gondomar em 4+ e 8+ e
ficou em 2º lugar na Regata Internacional de Banholas-Barcelona, em 8+.
Neste ano, Paulo
Cerquido foi distinguido com o Troféu " O Minhoto" a premiar o melhor atleta do
Minho em Remo Olímpico. Participou, ainda, no Campeonato do Mundo de Eton-Grã
Bretanha, em 4+, ficando em 17º lugar.
Ao longo destes
anos, Paulo Cerquido ganhou 36 primeiros lugares e 10 segundos lugares.
Representou a Selecção Nacional por 9 vezes.
Foi considerado
pelo Comité Olímpico Português como Esperança Olímpica passando a fazer parte do
projecto Olímpico " Pequim 2008 ". Em Agosto de 2007 irá tentar a classificação
para os Jogos Olímpicos no próximo Campeonato do Mundo em Munique-Alemanha.
Apesar da
intensa actividade desportiva desenvolvida , Paulo Cerquido conseguiu, ainda,
ingressar, neste ano lectivo, na Faculdade de Medicina Dentária do Porto.
Este Jovem é já
uma certeza do remo internacional, tem um futuro brilhante e é um exemplo para
todos os jovens, muito especialmente do nosso concelho.
Para a freguesia
de Seixas e para o Município de Caminha é uma grande honra, contar com um jovem
desta classe que representa e simboliza o futuro do nosso desporto.
Humberto Fernando Maia Lima

Humberto Fernando Maia Lima, nasceu
no Lugar de S.Sebastião, da freguesia de Seixas, no dia 20 de Dezembro de 1933,
onde sempre residiu.Frequentou a Escola Primária de Seixas e concluiu o Curso de
Liceu no antigo Liceu Nacional de Viana do Castelo.
Casou com a D.
Carmélia Alves Lima.
Em 1951 iniciou
a sua actividade profissional, na vila de Caminha, como industrial de artes
gráficas gerindo uma das mais conceituadas
tipografias " A Gráfica do Minho ".
Ao longo da sua
vida, repartiu a sua dedicação e espírito de colaboração pela vila de Caminha e
pela sua terra natal.
Foi um dos
sócios fundadores do Rotary Club de Caminha;
Foi membro
fundador do Partido Socialista em Caminha;
Durante um
mandato exerceu as funções de Vice-Presidente da Assembleia Municipal de
Caminha;
O Sporting Clube
Caminhense foi um dos seus grandes amores, tendo sido presidente da Direcção
durante 13 mandatos.
Foi durante dois
mandatos ( 8 anos ) 1º Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Remo.
Em Caminha, foi
ainda por duas vezes presidente da Comissão de Festas de Santa Rita de Cássia.
A Seixas
dedicou, também, uma vida de trabalho colaborando com o Centro de Bem Estar
Social de Seixas.
Foi 1º
Secretário da Direcção de 1975 a 1977 ;
No triénio de
1978/1981 foi Presidente da Direcção desta instituição.
Em Dezembro de
1975, foi o grande obreiro da criação do Boletim Informativo " Devagar Começa
Seixas " e seu primeiro director, tendo exercido essas funções durante 6 anos.
No seu mandato,
foi um dos grandes entusiastas na fundação da secção de cinema. Com a ajuda de
alguns amigos da instituição conseguiu, também, realizar as obras de iluminação
do campo de futebol.
Como presidente
da Direcção do Centro de Bem Estar Social de Seixas foi um dos grandes
impulsionadores da construção do novo Lar de Idosos, pela negociação dos
terrenos e pela obtenção de subsídios para a sua compra. Conseguiu, também,
obter o apoio do GAT de Valença para a elaboração do projecto de arquitectura.
Foi o fundador
da Secção de Remo do Centro de Bem Estar Social de Seixas.
Durante largos
anos foi, também, Presidente do Conselho Fiscal da Confraria de S.Bento de
Seixas.
Continua a dar a
sua colaboração à Instituição como sócio e amigo.
Grupo Recreativo
e Cultural dos Amigos de Seixas

O Grupo Recreativo e Cultural dos
Amigos de Seixas foi fundado a 27 de Outubro de 1973, sendo seus fundadores os
Senhores António
Rego Cruz, João da Cruz
Duarte, António Miranda Frade, Manuel Neto, Osvaldo Martins Vieira, José António
Rego, João Carlos Varanda, António José da Cunha, Fernando Alfredo de Sousa,
José Emílio Malheiro dos Santos e Luís Hermenegildo de Matos.
A primeira sede
provisória do Grupo funcionou numa loja pertencente a Domingos José Covelo, no
Lugar de Barreiros. Antes da abertura da sede a Comissão Organizadora conseguiu
a colaboração de 70 sócios e a oferta de 154 discos pelo Sr. António Machado da
Silva.
Em 20 de Janeiro
de 1974 foi apresentada pelo Grupo Cénico a sua primeira peça, com o título " A
Menina Feia " que teve 33 representações em todo o distrito. Seguiu-se " É
urgente o Amor "e " Está lá fora um inspector". ". Muitas outras peças de teatro
foram apresentadas, entre as quais: " O Homem da Massa", "Aquele Simpático Tio
Padre", " A Condessa de Amieiro ", " A Prima Eugénia ", " Cinco Tostões de
Chouriço ", " As Duas Causas " e " As Duas Gatas ".
Em 13 de Outubro
de 1975, lança o seu primeiro número do Boletim Informativo " A Voz de Seixas ".
Fundou a Escola
Infantil para crianças em idade pré-escolar, biblioteca e projecção semanal de
filmes.
Em 1977 foi
fundado o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Seixas".
Apoiou, também,
a criação de uma secção de Andebol que mais tarde deu origem ao Clube Andebol de
Caminha e de uma secção de Badminton.
Esta associação
é considerada de Utilidade Pública , por despacho do Sr. Primeiro Ministro de 10
de Maio de 1979, publicado no Diário da Republica nº118,II Série de 23/5/79.
É Filiada na
Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio e na Associação
Portuguesa de Teatro Amador.
Depois de um
período de menor actividade, em 2005 foi dado um novo impulso a esta
Colectividade que está a desenvolver um programa de acção muito interessante e
da maior importância para a freguesia.
Joaquim de Sousa Morais (Titulo
Póstumo)

Joaquim de Sousa
Morais, natural de Seixas, nasceu no Lugar da Devesa a 9 de Dezembro de 1919.
Filho do
pescador João Morais ( Xarrôco) e da doméstica Zulmira de Sousa, ficou órfão de
mãe ainda adolescente.
Termina o Curso
Geral de Comércio na Escola Industrial e
Comercial Nuno Álvares em Viana do Castelo, no ano de 1936.
Inicia a sua
actividade profissional como escriturário em 1938, na firma " Cardielos" e
posteriormente na firma " Eugénio Pinheiro ", em Viana do Castelo, onde se
mantém até 1952.
Em 1945, casa-se
em Seixas com Emília Ana dos Santos, de quem teve 4 filhos, dois rapazes (Leonel
e Gentil) e duas raparigas (Maria da Conceição e Ana Maria).
Em 1952 ingressa
nos quadros da " Hidro Eléctrica do Coura " em Caminha , hoje, EDP, sendo
responsável pelo armazém de materiais.
Então, mais
perto da sua terra natal, envolve-se em diversas áreas, como as recreativas,
desportivas, sociais de beneficência e até mesmo de administração local.
Dedicou muitos
dos seus anos de vida a colaborar com a Casa de S.Bento, hoje Centro de Bem
Estar Social de Seixas, tendo sido relator do Conselho Fiscal da 1ª Direcção
Efectiva da Casa de S. Bento no período de 1955/57. Exerceu as mesmas funções
nos biénios 1958/59 e 1960/61.
Kimorais – como
era conhecido - notabilizou-se na arte teatral na Casa de S.Bento. Levou à cena
em Agosto de 1954 a Revista teatral escrita, encenada e também ele fazendo parte
do elenco " Devagar Começa Seixas", êxito que ainda hoje se recorda como sendo o
baluarte do teatro de Seixas.
Seguiram-se mais
representações de outras peças teatrais e sempre com grande êxito. É num destes
espectáculos que nasce a ainda hoje célebre frase das três maiores capitais do
mundo: "Seixas, Paris e Londres!".
Nas décadas de
50 e 60 é Secretário da Junta de Freguesia, cargo que desempenha com toda a
isenção política e social, que por vezes lhe causaram alguns dissabores.
Tendo sempre
como objectivo o bem estar e desenvolvimento da sua terra Seixas, era sempre o
Kimorais que quando era necessário discursar ou reivindicar algo para a
freguesia o fazia com toda a convicção e bairrismo. Brilhante orador, ainda hoje
são conhecidos os arrebatadores discursos da inauguração do Lar de Idosos em 2
de Novembro de 1975 e do lançamento da 1ª Pedra do Novo Lar de Idosos em 8 de
Julho de 1983.
Correspondente
dos jornais " A Aurora do Lima ", " Jornal de Notícias" e " Diário Popular " de
Lisboa , com as suas crónicas e notícias levou o nome de Seixas aos quatro
cantos do mundo .
Católico por
convicção foi membro directivo da Confraria de S.Bento , onde dedicou parte do
seu tempo na organização de cortejos de oferendas, procissões, festas, etc.
Por sua
iniciativa e com a colaboração de outros seixenses, formou uma equipa de futebol
de Seixas, que equipados à Sporting, disputaram jogos amigáveis com o Lanhelas e
Vilar de Mouros, sempre por altura das festas natalícias.
Conjuntamente
com outro grande seixense, o Fernando Noya Portela, criou o conjunto musical "
Noya" o qual quer em Seixas quer em terras vizinhas, abrilhantaram bailes em
épocas festivas.
Na sua terra e
na sua própria casa organizou os famosos bailes do " Kimorais".
Em 1961, por
imperativos profissionais, mudou-se com a família para a cidade de Viana do
Castelo, nunca deixando no entanto de estar sempre presente nos mais diversos
eventos realizados na terra, sempre com o objectivo de contribuir para o
engrandecimento e desenvolvimento de Seixas.
Transcrevemos
uma das muitas poesias que dedicou à sua aldeia:
Ó! Seixas ó linda
aldeia
De moças lindas,
formosas
Tens encantos de
sereia
E o perfume das
rosas
As margens do Rio
Minho
No mundo não há
iguais
O poeta é
pobrezinho
Quem o diz é o
Kimorais
Faleceu a 13 de
Outubro de 1986, em Viana do Castelo, vindo a sepultar na sua terra natal que é
Seixas do Minho, terra que sempre amou.
No mês de
Fevereiro de 2005, estávamos a alguns meses das eleições autárquicas, o
executivo da Câmara Municipal de Caminha convidou a população de Seixas para
fazer uma apresentação do trabalho realizado ao longo do seu mandato e dos
projectos para a freguesia.
A par disso,
reconheceu o trabalho realizado pelas Juntas de Freguesia e a necessidade de
aprofundar a já estreita colaboração existente.
" Tenho, da
vida autárquica, a ideia de partilha de poderes e de responsabilidades… Foi por
isso que, logo em 2002, chamei os senhores Presidentes das Juntas de Freguesia e
propus-lhes uma parceria….e fazer um balanço deste trabalho de equipa, de
saudável parceria entre Câmara Municipal e Juntas de Freguesia…O sucesso desta
parceria anima-nos a seguir em frente…"
Infelizmente, o
prometido não foi devido e tudo o que foi dito não passou de palavras levadas
pelo vento, pois o executivo da Câmara Municipal de Caminha, já nesse ano,
condicionou financeira e tecnicamente os projectos das Juntas, protelando e
adiando as autorizações para a realização das obras com as quais se tinha
comprometido perante a freguesia neste acto público, comprometido pelos
protocolos assinados com a Junta, comprometido pela Aprovação do Plano de
Actividades, na Assembleia Municipal.
Foi um ano mau
para as Juntas de Freguesia e as obras, ao abrigo dos protocolos assinados em
todas as freguesias, com pompa e circunstância, a merecer honras de um Boletim
Informativo especial para todas as freguesias, foram quase nenhumas e ficaram no
papel.
--/--
Após as eleições
autárquicas/2005, na apresentação das grandes opções do Plano e Orçamento do
Município da Caminha para 2006, a Câmara Municipal dizia: " ... "
Continuamos a contar com a colaboração de todos os agentes
económicos e sociais do município de Caminha, com especial relevo para as Juntas
de Freguesia, com quem vamos redefinindo formas de colaboração que possam
contribuir para um desenvolvimento equilibrado de todo o concelho…"
Estranha forma
de colaborar!?... Porque logo de seguida, a Câmara Municipal de Caminha deixa de
delegar competências nas Juntas de Freguesia, rompendo com um procedimento de
mais de 25 anos de democracia e que, curiosamente, tinha sido até melhorado e
aperfeiçoado por este município no mandato anterior.
As freguesias
ficaram esvaziadas de competências, mais pobres ainda, continuando perto da
população mas impotentes e sem meios para contribuir para o seu desenvolvimento
e melhoria da qualidade de vida.
Pela primeira
vez, nós e mais nove freguesias do concelho de Caminha, votamos contra as
grandes Opções do Plano.
Mas… ainda assim
havia a ténue esperança do Município poder fazer protocolos pontuais com as
Juntas ou mesmo realizar as obras a que se tinha proposto, o que pelos números
anunciados se previa, minimamente, razoável.
A avaliar do que
se passou até final do mês de Outubro, a Câmara Municipal de Caminha não
executou nenhuma das obras a que se tinha proposto ( Ruas da Cabreira, Cancelo e
Costa ) nem celebrou qualquer protocolo pontual com a freguesia de Seixas.
Apesar do ano
ainda não ter terminado, em bom rigor, pode dizer-se que a Câmara Municipal "
nem faz nem deixa fazer " como se pode depreender da retirada de
competências às Juntas de Freguesia.
Seixas como
segunda freguesia do concelho, merece mais atenção e mais apoio da Câmara
Municipal de Caminha.
Sem mais comentários!