 
Confinando a norte com
Azevedo, a nascente com Gondar e Orbacém, a Sul com Freixieiro de Soutelo e
Âncora e a poente com Vile, a extensa freguesia de Santa Maria de Riba de Âncora
ocupa um território de 857 ha, a uma distância da sede concelhia de 12 km.
A Junta de Freguesia indica como os principais
pólos de atracção turística o seu património monumental, do qual se salienta o
Castro de Santo Amaro e as capelas da Senhora de Guadalupe, do Espírito Santo,
de Santo
Amaro, da Senhora da Consolação, de S. Bartolomeu e de S. Miguel, além
do Cruzeiro Paroquial; o seu artesanato de palmitos e arte decorativa bem
representativo das tradições de Riba de Âncora, e, ainda, o valor paisagístico
de cariz rural da freguesia.
Actualmente, a autarquia indica que o sector
primário apresenta algum dinamismo advindo das iniciativas por parte de jovens
agricultores que têm investido preferencialmente na floricultura e na
horticultura. A actividade florestal é de salientar, apresentando um baldio que
é um exemplo de boa gerência ao nível do distrito. De referir ainda que cerca de
10% das explorações agrícolas existentes consistem em médias propriedades com
algum rendimento.
O sector secundário, por sua vez, não tem
recebido os benefícios de investimentos industriais pois, de acordo com a Junta
de Freguesia, não estão contemplados no PDM espaços para a implementação
industrial. Assim sendo, as principais actividades industriais geradoras de
emprego resumem-se a pequenas oficinas.
Por último, o sector terciário marca a sua
presença pelo parque comercial existente em Riba de Âncora, já que serviços
públicos e outros (com a excepção de uma estação de correio itinerante com
distribuição ao domicílio diária) se concentram na vila de Caminha.
As acessibilidades que servem a freguesia,
são excelentes.
Riba de Âncora está dotada de
uma rede escolar composta por um estabelecimento de ensino pré-escolar público
e por uma escola de ensino básico do 1.º ciclo. Alunos dos restantes escalões
escolares frequentam os estabelecimentos de ensino existentes em Vila Praia de
Âncora. As estruturas adequadas à prestação de assistência médica mais próximas
localizam-se, de igual modo, em Vila Praia de Âncora, o que obriga os utentes a
deslocarem-se até esta freguesia. Por outro lado, a acção social serve a
população por meio de um Jardim de Infância e de um Centro de Dia.
O equipamento desportivo, engloba um campo de
jogos, pista de atletismo e um polidesportivo, ao nível do desporto, e uma
biblioteca aberta ao público, um arquivo, sala de espectáculos, salão de festas,
centro de apoio à juventude e uma escola de música e outras artes, ao nível da
esfera cultural e recreativa. Estes espaços são animados pelas diversas
associações existentes em Riba de Âncora. São elas: a Associação Cultural e
Recreativa de Riba de Âncora, a Escola de Música de Riba de Âncora, a Associação
Cultural Desportiva e Recreativa de Vila Verde, o Moto-Club de Riba de Âncora, o
Sport Club de Riba de Âncora, o Centro Paroquial e Sociedade de Riba de Âncora,
entre outras.
Ainda a respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II
Norte Arquivos Nacionais/Torre do
Tombo" diz textualmente:
«Em 1125, D. Teresa confirma a doação feita pelo rei suevo, Teodomiro,
no século VI, à Sé de Tui, de algumas freguesia de Entre Lima e Minho, entre as
quais é mencionada Santa Maria de Vilar de Âncora.
Em 1156, é também referida na divisão dos benefícios do território
português de Entre Lima e Minho, anteriormente pertencentes ao bispado de Tui,
feita entre o bispo e o Cabido na cidade de Palência.
Nas
Inquirições de 1258 esta freguesia figura no julgado de Caminha, embora o seu
padroado pertencesse ao bispo de Tui.
Nas listas das igrejas de Entre Lima e Minho, mandada elaborar por
D. Dinis em 1320, para pagamento de taxa ao rei, Riba de Âncora pagava 117
libras. Em 1321, segundo o Censual da Sé de Tui para o arcediagado da Vinha, ao
qual pertencia Riba de Âncora, esta freguesia devia pagar ao cabido cerca de 20
alquieres de trigo, a dízima do vinho, uma libra decera e procuração.
A nova designação de Riba de Âncora aparece pela primeira vez no
Censual de D. Diogo de Sousa (1514-1532).
O direito de padroado desta freguesia pertencia ao arcebispo, ao mosteiro de São
Romão de Neiva e aos
padroeiros.
Em 1641, segundo informam vários autores, as terras desta freguesia que foram
senhorio dos marqueses
de Vila Real, passaram para a coroa e, depois, para a Casa do Infantado, onde se
conservaram até à sua
extinção. Competia a esta Casa, que recebia os réditos, a apresentação do abade.
Em 1839, fazia parte da comarca de Monção, em 1852 da de Viana do
Castelo e, em 1884, da de Caminha.»
( Fontes consultadas: Caminha e seu
Concelho, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos
Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI )

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