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VÍDEOS

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PORTUGAL:  ALTO MINHO - DISTRITO DE  VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE CAMINHA - FREGUESIA DE ARGA DE SÃO JOÃO 


 

 RESENHA HISTÓRICA

 

Ocupando uma área de cerca de 1304 ha, e a cerca de 14 Km da sede do Concelho, Arga de São João estende-se desde o leito do rio Coura até aos mais altos pontos da Serra de Arga, sendo de referir que o seu agregado habitacional desenvolve-se já numa zona bastante elevada, onde a vegetação florestal já não se apresenta em densidades comuns à tipicidade florestal  alto minhota.

Tipicidade que, por outro lado  também existe nesta freguesia, já que pela sua grande extensão, desfruta das potencialidades próprias da mancha verde dos pinheirais e carvalhais nomeadamente na zona mais aproximada da margem direita do rio Coura. Poucas são as casas nesta terra, até porque pouca é também a sua população, sendo uma das mais pequenas populações do distrito de Viana do Castelo. Porém é uma aldeia muito bem cuidada e que possui encantos impares. Assim é que se observam lindas moradias, desde aquelas recuperadas e conservados de traça mais antiga, até às recentemente construídas habitações de alta qualidade, como que a dizerem - aqui sim há qualidade de vida.

As suas terras estão delimitadas  com Arga de Baixo, a nascente.  Covas (de Vila Nova de Cerveira) , Vilar de Mouros  e o  rio Coura , a norte. Montaria ( de Viana do Castelo) a sul e  as freguesias  de Argela e Dem, a  poente. A origem de Arga de S. João está no Mosteiro de S. João Baptista, situado a meia-encosta, entre o alto da Coroa e o rio Coura.  

Igreja Paroquial, construída nos princípios do séc. XVIII, é formada por dois corpos rectangulares – a nave e a capela-mor- ligados por um arco triunfal de meio ponto. Do lado norte, adossada à capela-mor, encontra-se a sacristia.

Por sua vez, a Capela de S. João de Arga, de cunho românico, mas completamente desfigurada no século XIX, mantém como testemunho da sua primitiva traça a cachorrada sobre a cornija.
Simboliza a formação da nacionalidade. Funciona como local de abrigo e protecção das populações cansadas da guerra.

A Capela da Nossa Senhora da Conceição, fica situada a meio do lugar de Santo Aginha, estando praticamente encaixada numa propriedade particular que, outrora, pertenceu à Casa da Torre.

Há, pelo menos duas Alminhas, no lugar de Santo Aginha: umas junto à estrada florestal e outras, no sítio da Presa. Arga de S. João, em meados do século XVIII, era a freguesia com menos população em toda a Serra d’Arga. Com vinte e nove fogos e cento e dezassete pessoas, conseguiu, em meio século, baixar a população, já que nos fins do século XVII, tinha trinta fogos. Nesta época ainda se chamava Santa Maria de Felgueiras, hoje um lugar da freguesia.

Foi durante o séc. XVIII que se construiu a nova igreja, que ainda persiste, entre os lugares de Santo Aginha e Felgueiras.

Porém é uma aldeia muito bem cuidada e que possui encantos impares. Assim é que se observam lindas moradias, desde aquelas recuperadas e conservados de traça mais antiga, até às recentemente construídas habitações de alta qualidade, como que a dizerem - aqui sim há qualidade de vida .

Hoje, a luta persistente do homem com o meio ambiente conseguiu criar espaços verdes e aráveis que, se não dão produtos agrícolas para o mercado, produzem o suficiente para alimentar a população. Milho, centeio batata e vinho, sobretudo americano, são os produtos mais abundantes da freguesia, colhidos nalgumas chãs e socalcos dispersos pelos três lugares – Arga, Felgueiras e Santo Aginha.

Sendo a agricultura a principal ocupação dos habitantes da freguesia, quase todas as casas possuem gado bovino e algumas cabeças de gado ovino e caprino que, geralmente acompanham no pastoreio as vacas. Rebanhos de ovelhas e cabras só há um, em regime de vezeira.

 Ainda a respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:    

«Esta freguesia remonta as suas origens à data da fundação do Mosteiro de São João de Arga.

Este terá sido fundado, em 661, por São Frutuoso, sofrendo, na Idade Média, obras de restauro levadas a cabo pelos frades beneditinos.

Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições desse ano, São João de Arga é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.

O rei não detinha o seu padroado, pagando o mosteiro pelo São Miguel, um tributo de 15 dinheiros para a coroa. Pertencia nesta época ao julgado de Cerveira.

Em 1599, D. Manuel doou o padroado deste mosteiro ao marquês de Vila Real, tendo posteriormente, a partir de 1641, passado para a Casa do Infantado, que o conservou até 1834.

 Segundo o P. Cardoso, Arga de São João sujeitava-se no secular às justiças da vila de Caminha e no eclesiástico às de Valença.»


Inventário do Património Arquitectónico

Em http://www.monumentos.pt

 

Informações detalhadas acerca de:

 

Santuário de São João de Arga
 

 

( Fontes consultadas: Caminha e seu Concelho, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI , http://www.monumentos.pt )



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