|


PORTUGAL: ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO
DE ARCOS DE VALDEVEZ - FREGUESIA DE VILELA
Informação Sumária
Padroeira: Santa Maria.
Habitantes:
251 habitantes (I.N.E.2001) e 282 eleitores em 31-12-2003.
Sectores laborais: Agricultura.
Tradições festivas: S. Gonçalo (10
de Janeiro), Santo António (13 de Junho), Senhora de Fátima e Bom Jesus do
Monte (Agosto).
Valores Patrimoniais e
aspectos turísticos:
Igreja paroquial e ponte romana, Bom
Jesus do Monte, rio Vez com praia fluvial, Monte do Viso e do Sino Salomão.
Gastronomia: Rojões, cozido à
portuguesa e cabrito assado.
Artesanato: Croças e rocas.
Colectividades:
Rancho Típico e Folclórico de Vilela.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Banhada pelo rio
Vez tem por freguesias vizinhas, a estabelecerem demarcações, as freguesias de
Sá , a norte, de S. Cosme e S. Damião, a sul, Gondoriz a
nascente, e para além do rio Vez, as freguesias de Aboim das Choças e Sabadim, a
poente. Suas terras são a fonte principal de sustento da população de Vilela.
RESENHA HISTÓRICA
Marcas da história desta terra se encontram nos montes de Viso e Sino Salomão,
onde vestígios de civilizações antigas são de notar mas, é na conservadíssima
ponte Romana, a única ligação entre margens do rio Vez nesta Freguesia de
Vilela, que se observa o passado milenar desta terra.
Diz Pinho Leal, que
«Vilela nunca foi vila, mas outrora pertencia ao termo da antiquíssima e extinta
vila das Choças, cuja sede se ignora. A tradição apenas diz que compreendia as
aldeias das Choças de Cima, hoje pertencente à freguesia de Álvora (a das Choças
de Baixo, hoje da freguesia de Aboim das Choças) e uma porção de terreno a oeste
do rio Vez, nesta paróquia de Vilela — cujos habitantes não querem se denomine
de Vilela das Choças porque uma das tais aldeias assim denominadas foi um
medonho covil de ladrões. Só em um ano dali foram sete degredados para
África!... “.
“Diz também a tradição
que a tal vila de Choças tomara o nome das choças, casebres ou tendas, onde por
estes sítios bivacaram os exércitos de D. Afonso Henriques e de D. Afonso VII de
Leão em 1128 ou 1129, por ocasião da batalha de Valdevez”.
“Como reminiscência da
extinta vila das Choças ainda hoje se apontam na aldeia das Choças de Cima, em
Álvora, os restos das paredes de um edifício que (dizem) foi a casa da
Misericórdia, transferida para a vila dos Arcos”.
“Também dizem que a
matriz da extinta vila estava nas Choças de Aboim, no local que hoje ocupa a
capela de S. Pedro, capela que ainda pelos anos de 1850 era um templo vasto — a
velha matriz.”
“Esta paróquia é banhada pelo rio Vez e pelo
regato dos Curtos (talvez Curutos) ou dos Pinheiros, confluente do Vez, e tem
neste rio uma ponte de pedra e vários moinhos.”
No livro “ Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” pode ler-se: A
primeira referência conhecida a esta igreja data de 1066. Alude-se também a ela
na doação feita por D. Sancho I a F. Fernandes de metade “illius ecclesiae que
vocatur Saneta Maria de Villela”.
Em 1258, na lista das
igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das
Inquirições de D. Afonso III, Vilela, então denominada “Santa Maria de Vilela de
Valdevez” é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das
mesmas igrejas, que o rei D. Dinis mandou elaborar, para pagamento de taxa,
Santa Maria de Vilela foi taxada em 80 libras.
Em 1444, a comarca
eclesiástica de Valença foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer
ao de Ceuta até 1512. Nesta ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a
D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença recebendo em
troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando, entre 1514 e
1532, o arcebispo D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios
eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, Vilela rendia 39 réis, uma libra
de cera e 50 alqueires de pão terçado.
Na avaliação efectuada em
1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, o estipêndio desta igreja foi
calculado em 30 mil réis.
Na cópia de 1580 do
Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Vilela era da apresentação do mosteiro de
Fiães.
Era abadia do ordinário
em 1706. Em 1834 era da apresentação da Mitra.
( Fontes consultadas:
Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas
do Século XXI, Terra de Valdevez e Montaria do Soajo)

|