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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE ARCOS
DE VALDEVEZ - FREGUESIA DE OLIVEIRA |
Informação Sumária
Padroeira: Santa Maria.
Habitantes: 368 habitantes
(I.N.E.2001) e 362 eleitores em 31-12-2003.
Actividades económicas: Agricultura,
pecuária, transformação de madeira
e construção civil.
Festas e
romarias: Senhora das Boas Novas ( 2º domingo de Março e inclui uma
feira de gado) e Senhora da Conceição.
Património
cultural e edificado:
Igreja Paroquial, capela da Senhora
das Boas Novas, Casa do Paço e Cruzeiro (no lugar do Figueiredo).
Outro locais de interesse turístico: Lugar dos Moinhos de Caminho e
praia fluvial.
Colectividade: Associação Recreativa e
Cultural dos "Amigos de Oliveira" e Grupo Coral de Oliveira.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Área:
A Freguesia de Oliveira dista cerca
de 5 Km a
Sul do Concelho de Arcos de Valdevez, ocupa uma área de
aproximadamente 411 ha.
Limites:
A
Norte, a Freguesia de Arcos - S.Paio. A Sul, o rio Lima, tendo a Freguesia de
Vila Nova de Muia, do concelho de Ponte da Barca, na outra
margem. A Nascente, a
Freguesia de Vale e a Freguesia de S. Jorge. A
Poente, a Freguesia de Paçô.
Lugares:
Os seus lugares
principais são,
Barral, Borralhães, Figueiredo, Formigosa, Moinho de Caminho, Morilhões, Outeiro, Paço, Quintão, Roem, Tanchado, Travassos
e Veiga,
RESENHA HISTÓRICA
OLIVEIRA - freguesia, Minho,
comarca e Concelho dos Arcos de Valle de Vez, 33 kilometros ao O. N. O. de
Braga, 395 ao N. de Lisboa.
Para a destinguir das outras
d'este nome; se denomina- OLIVEIRA DOS ARCOS.
Tem 90 fogos.
Em 1757, tinha 65 fogos.
Orago, Santa Maria de
Oliveira.
Arcebispado de Braga,
districto administrativo de Vianna.
A mitra, e o geral de
Santa Cruz de Coimbra, apresentava alternativamente o abbade, que tinha
140$000 réis de rendimento.
Foi antigamente da
apresentação do convento de Muhia, com reserva do ordinário.
Metade era beneficio simples,
apresentado pelos freguezes; mas, por desavenças com um beneficiado, o
doaram ao visconde de Villa Nova da Cerveira.
Teve annexas, as freguesias
dos Cabaços, e Fojo-Lobal; que originariamente formaram uma só parochia.
Esta n'esta freguezia, o paço
de Oliveira, do qual foi senhor, Ruy Martins d'0liveira, casado com
Sancha Annes, filha de Fernão Paes, de Riba Visella, um dos primeiros
povoadores d’esta provincia, e progenitor da famosa D. Maria Paes Ribeiro
(a Ribeirinha) amante de D. Sancho I.
Eram os Oliveiras d'este paço,
fidalgos de muita importância e nobresa, pois descendiam dos reis de
Castella e Leão.
D’estes Oliveiras são
descendentes, os padroeiros do hospital de S. Lázaro, da cidade de
Placencia (Hespanha.)
Um d'estes padroeiros foi D.
Affonso Martins d'0liveira, commendador de S. Thiago, no reino de Leão, e
Pedro d'01iveira, casado com D. Elvira Annes Pestana, paes de D.Martinho
d'Oliveira, arcebispo de Braga.
Este, das muitas propriedades
que possuia, suas próprias {sem pertencerem à mitra) instituiu o morgado
de Oliveira, no Alemtejo.
A origem d'este vinculo, foi a
seguinte.
Querendo D. Sancho II (ou D.
Affonso III) povoar a província do Alemtejo, deu o sitio da Vidigueira,
ao mestre Thomé, thesoureiro da Sé de Braga; o qual, à sua custa, fundou
aquella villa (Vidigueira) de que foi senhor; provendo-à de moradores, que
levou do Minho. |
Por sua morte, deixou este
senhorio a Pedro Fernamdes, conego da Sé de Braga, a Pedro Paes, raçoeiro
da mesma Sé; e a Martim Annes e Vasco Annes, seus sobrinhos.
Todos estes, doaram a villa da
Vidigueira ao arcebispo D. Martinho d’Oliveira, que a cedeu ao rei D.
Diniz, em troca da herdade da Avelleira, na qual instituiu o dito morgado
da Oliveira, no anno de 1306.
O paço d'0liveira (d’esta
freguesia d’Oliveira) como não era vinculado, passou por compras, ou
casamentos, aos Cerqaeiras, e depois, aos Aranhas, e estes o venderam a
D. Pedro de Mello de Lima, commendador de Refojos do Lima, filho de D.
Rodrigo de Mello de Lima, filho de D. Leonel de Lima, 1º visconde de Villa
Nova de Cerveira. Foi condado.
O ultimo representante da casa
dos condes de Oliveira dos Arcos, foi, D. António d'Almeida, filho de D.
João Francisco de Paula e Almeida, e de D. Francisca Isabel Coutinho, da
casa dos srs. viscondes da Bahia.
D. António d'Almeida, falleceu
em Lisboa a 8 de dezembro de 1873.
E' terra muito fértil.
O vinho branco d’esta
freguezia, é de superior qualidade.
Em um monte proximo, ha uma
lapa ou gruta, chamada Paços do Rei.
Consta que este nome lhe
provem, por n’ella se recolher Bermudo II (o Gotoso) quando deu a batalha
a Almançor, rei ou kalifa de Cordova, em 998 (Em 985. Almançor, com um
numeroso exercito invadiu Portugal, tomando Coim- bra, Braga, Lamego,
Viseu, e outras muitas povoações e fortalezas importantes, deixando tudo
assolado e reduzido a um lago de sangue.
Em 998, o mesmo Almançor,
invade de novo Portugal, entrando por Galliza, onde se lhe oppoz o conde,
D. Forjaz Vermuiz.
Os principes christãos,
andavam em contenda; porem o perigo commum os fez unir.
D. Bermudo II, rei de Navarra,
e o conde D. Garcia Fernandes, deram a Almançor uma sanguinolenta batalha,
nos campos de Alcantanazor, proximo a Osma, onde os mouros foram
completamente desbaratados, e Almançor mortalmente ferido,
Foi provavelmente, antes
d’esta batalha que leve logar a d'esta freguezia, que não devia ser de
grande importancia, pois d'ella não rezam as historias.)
Ha tambem aqui outro penedo,
chamado do Garcia.
Segundo a tradicção, deve este
nome a ter junto a elle a sua tenda (no mesmo anno) o general, christão,
D. Garcia.
Também consta, que António de
Araújo de Azevedo, e outros fidalgos portuguezes, tiveram escondido por
estes sitios, a D. António, prior do Crato, em 1580, antes d'elle fugir
para a França.
No livro,
Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte
Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, pode ainda ler-se, sobre a história da
freguesia:
"Em 1258, na lista das igrejas situadas no
território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D.
Afonso III, é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Denominava-se então igreja de "Ulveira". Era do padroado real.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado
organizar pelo rei D. Dinis, para o pagamento da taxa, esta igreja foi
taxada em 30 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi
desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta até 1512.
Neste ano o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de
Ceuta, a comarca de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513,
o papa Leão X aprovou a permuta.
Com a incorporação da comarca de Valença no
arcebispado de braga procedeu-se à avaliação dos benefícios eclesiásticos que a
compunham. Oliveira rendia 39 réis, 1 libra de cera e 50 alqueires de
pão terçado.
Em 1546, rendia 30 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D.
Frei Baltasar Limpo, Santa Maria de Oliveira era apresentada pelo mosteiro Vila Nova de
Muia.
Segundo Américo Costa, o abade de Santa Maria de
Oliveira era apresentado pelo convento de Muia, com reserva do ordinário, que
rendia 150 mil réis. A outra metade do rendimento da igreja constituía um
benefício simples, da apresentação dos fregueses. Mais tarde aquele benefício
foi doado aos viscondes de Vila Nova de Cerveira.
O direito de apresentação passou depois a
pertencer alternativamente à Miltra e a Santa Cruz de Coimbra."
( Fonte
consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte
Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Junta de Freguesia )

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