|
PORTUGAL: ALTO
MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ
- FREGUESIA DE GRADE
|
|
GRADE
|
|
RESENHA HISTÓRICA
Dista cerca de 5 Km da sede do concelho, nas faldas da da serra da Peneda, e
ocupa uma área de cerca de 485 ha.
Tem por limites: a norte,
Carralcova e Gondoriz; a sul Vale, a Nascente Cabana Maior e a poente Ázere e
Couto.
Diz José Cândido Gomes na
sua obra ‘As Terras de Valdevez” que ‘Na sua área ha apenas os montes da Costa e
da Pena. Neste monte, que pertence, em parte, à freguesia do Vale, aparecem
vestígios de mamôas.
É banhada a freguesia pelos rios de
Padornello e Ázere e pelo ribeiro chamado de Grade, no qual há um poço muito
fundo no lugar do Xarinho. A lenda diz que ao fundo d’este poço há uma porta
que comunica com a torre dos Abreus.
A paróquia aparece citada em documentos
antigos sob a designação de Gorvellas. O nome de Grade vem, segundo a tradição,
de daqui ser natural o construtor das grades que se utilizaram contra os
castelhanos e leoneses na Veiga da Matança, batalha que opôs Afonso Henriques a
seu primo Afonso VII de Leão. Nesta batalha teria sido achada a relíquia do
Santo Lenho que se encontra na igreja paroquial.
A Casa da Torre do Faro
pertenceu aos Gáres ou Gonçalves, família extinta em 1434, e mais tarde ao
morgadio dos Azevedos Abreus. Em 1680 passou para os Pereiras de Castro, de
Monção. A Torre do Faro, segundo a tradição, foi edificada pelos mouros para
avisarem da chegada dos cristãos, mas o mais provável é tratar-se de uma
construção romana.
Em 1258, na lista das igrejas situadas no
território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D.
Afonso 111, Grade é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das
mesmas igrejas, mandado efectuar pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa,
Grade foi taxada em 50 libras.
Em 1444, a comarca
eclesiástica de Valença, desde o rio Lima até ao Minho, foi desmembrada do
bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta.
Em 1512, o arcebispo de
Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca
eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o
papa Leão X aprovou a permuta.
Na avaliação dos 140
benefícios eclesiásticos de Entre Lima e Minho, a que D. Diogo de Sousa mandou
proceder entre 1514 e 1532, Grade rendia 23 réis e 2 libras de cera.
No
Memorial do vigário da comarca de Valença Rui Fagundes (1545-1549), Santa Maria
de Grade tinha de rendimento 40 mil réis.
O
Censual de D. Frei Baltasar Limpo (1351-1581), refere Santa Maria de Grade como
anexa “im perpetuumn” ao mosteiro de Ázere. Segundo Américo Costa, foi
vigairaria renunciável da apresentação do tesoureiro-mór da colegiada de Santo
Estêvão de Valença.
( Fontes consultadas:
Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas
do Século XXI, Terra de Valdevez e Montaria do Soajo)
|