PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE ARCOS
DE VALDEVEZ - FREGUESIA DE GONDORIZ
Informação Sumária
Padroeira: Santa Eulália.
Habitantes: 1.107 habitantes
(I.N.E.2001) e 1.088 eleitores em 31-12-2003.
Actividades económicas: Agricultura, comércio e pequena indústria.
Festas e
romarias: Nossa Senhora da Guia, Nossa Senhora da Soledade e Nossa
Senhora de Guadalupe.
Património
cultural e edificado: Igreja, casas do Paço, da residência paroquial, da
Costa de Paredes, de Carvalhedos, do Outeiro, Casa Grande, Cruzeiro da N.
Senhora da Piedade, Capelas de S. Bentinho da Costa, De N. Senhora de Guadalupe,
de Santa Ana, de S. Lourenço, e N. S. do Amparo e o Santuário de Nossa Senhora
da Guia.
Outros
locais de interesse turístico: Lugar da Lombadinha.
Gastronomia: Cabrito assado no forno e Rojões à minhota.
Artesanato:
Tamancaria e fabrico de queijo de gado cacheno (Lombadinha).
Colectividades:
Associação Desportiva e Cultural de Gondoriz, Junta de Agricultores do
Regadio de Juzão e Grupo de "Zés Pereiras".
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Gondoriz é uma freguesia portuguesa
do concelho de Arcos de Valdevez, com 36,22 km² de área e 1 109 habitantes
(2001).
São lugares de Gondoriz: Assim
Chamado, Bóia, Carvalhedos, Castro, Cruz, Ferreiros, Gandaras, Igreja,
Lombadinha de Gondariz, Mondão, Outeirinhos, Paço, Paredes, Pedreira, Pogido,
Portela de Jusão, Refóios, Selim de Gondariz, Tola, Trogal, Vila Boa, Vilar de
Mouro e Zebra.
RESENHA HISTÓRICA
Em 1258, na lista das igrejas situadas no
território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D.
Afonso III, é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado
organizar pelo rei D. Dinis, para o pagamento da taxa, Santa Eulália de Gondoriz foi
taxada em 80 libras.
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença foi
desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta até 1512.
Neste ano o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de
Ceuta,a comarca de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513,
o papa Leão X aprovou a permuta.
Quando, entre 1514 e 1532, o arcebispo D. Diogo
de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios eclesiásticos incorporados na diocese
de Braga, Gondoriz rendia 714 réis e meio, 2 libras de cera e 100 alqueires de
pão terçado.
Na avaliação dos mesmos benefícios a que o
arcebispo primaz D. Manuel de Sousa mandou proceder em 1546, Gondoriz tinha de
rendimento 50 mil réis.
Na cópia de 1580 do Censual de D.
Frei Baltasar Limpo, Gondoriz era da apresentação dos leigos, designadamente dos
viscondes de Vila Nova de Cerveira, por doação que lhes fora feita e confirmada.
Anteriormente, Santa Eulália de Gondoriz fora do padroado de João Rodrigues e de
outros leigos da mesma freguesia. Porém, o rei D. João III, para evitar simonias,
obteve bula do papa Paulo III para este padroado passar para a coroa, dando-o
depois aos referidos viscondes.
Em termos administrativos, esta freguesia
fez parte, em 1839, na comarca de Ponte de Lima e, em 1852, na de Arcos de
Valdevez. O lugar do Pogido pertenceu de 17 de Maio de 1916 até 8 de Junho de
1944 a Aguiã. Nesta data, com a publicação do decreto-lei nº33696, Pogido voltou
a integrar a freguesia de Gondoriz.
( Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo )
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