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PORTUGAL:
ALTO MINHO - DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE ARCOS
DE VALDEVEZ - FREGUESIA DE GIELA
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GIELA
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HISTÓRIA
A Freguesia de Giela
localiza-se a junto à Vila dos Arcos de Valdevez, da qual está separada apenas
pelo rio Vez. A sua área geográfica é de cerca de 200 ha e tem por limites as
seguintes freguesias: a norte Couto. A sul, a Freguesia de Arcos de
Valdevez-S.Paio e, já na outra margem do rio Vez, a Freguesia de Arcos de
Valdevez-Salvador. A nascente Ázere e a poente, na outra margem do rio Vez as
freguesias de Parada e Vila Fonche.
Acerca da história de
Giela recorramos ao livro “Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II
Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” que nos informa: «Em 1258, na lista das
igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das
Inquirições de D. Afonso III, Giela é citada como uma das igrejas pertencentes
ao bispado de Tui. Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado organizar
pelo rei D. Dinis, para o pagamento da taxa, foi-lhe atribuída a taxa de 45
libras. Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território passasse a
pertencer ao bispado de Ceuta. Mais tarde, em 1512, toda a comarca eclesiástica
de Valença passou para o arcebispado de Braga, recebendo o bispo de Ceuta, D.
Henrique, a comarca de Olivença. Na avaliação efectuada em 1546, sendo arcebispo
D. Manuel de Sousa, o estipêndio desta igreja foi calculado em 15 mil réis. No
Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na sua cópia de 1580, São Vicente de Giela
aparece enquadrada nas terras de Valdevez, da colação do arcebispo. Na
Estatística Paroquial, de 1862, Giela aparece como sendo da apresentação do
marquês de Ponte de Lima. No entanto, Pinho Leal afirma que aquele direito
pertencia alternadamente ao papa e ao arcebispo, enquanto que para o Padre
Carvalho, Giela era abadia da apresentação da Mitra. Em termos administrativos,
esta freguesia aparece, em 1839, na comarca de Ponte de Lima e, em 1852, na de
Arcos de Valdevez».
O Paço de
Giela
é uma notável construção formada por dois corpos distintos: uma torre,
possivelmente datada do século XIV, e uma ala residencial, dos começos do século
XVI.
Não comunicando entre si, os dois corpos encostam-se um ao
outro, tendo a parte residencial substituído uma outra, medieval, que partia da
face norte da torre (onde há ainda uma porta gótica aberta vários metros acima
do solo e vestígios da linha de uns telhados). O solar antigo conservar-se--ia
completo quando em 1399 D. João I o doou a Fernão Anes de Lima, afecto à causa
do "Mestre de Aviz".
Foi a
família dos Limas quem mandou fazer o edifício residencial que chegou até nós,
datável, pelo estilo, do início quinhentista de quinhentos. A sua fachada
principal, voltada a oeste, está coroada de ameias decorativas e, além do portal
gótico e do respectivo balcão, patenteia duas lindas janelas manuelinas. Uma
outra janela do mesmo género, mais grandiosa, domina a fachada sul, por sobre
outra porta ogival.
Nos
séculos XVII e XVIII, este corpo quinhentista sofreu acréscimos e alterações,
que todavia não desfiguraram a sua estrutura primitiva.
No
Paço de Giela estabeleceu o seu quartel-general, em Agosto de 1662, o general
espanhol Baltasar Roxas Pantoja, com um numeroso exército invasor, sofrendo o
edifício severos danos causados pela artilharia do conde do Prado. No inicio
deste 3º milénio, este monumento passou a ser propriedade da Câmara Municipal.
A Casa da Coutada é um
belo solar da segunda metade do século XVIII, da família Queirós Botelho de
Almeida e Vasconcelos. O interior, integralmente remodelado, só raros sinais
setecentistas mantém. No exterior, contudo, a fachada nobre desperta a melhor
atenção, marcada pela horizontalidade tradicional da nossa arquitectura civil da
época. Uma escadaria de um só lanço dá acesso à portada, que uma cornija
flamejante sobrepuja, preenchida no tímpano pela pedra de armas; à direita, na
entrada para a quinta, existe um excelente portal do período de D.José.
A Casa do Requeijo é um palacete de boa construção com
duas torres. Foi edificado por Gonçalves Gaspar Martins, que trouxe do Brasil
uma assinalável fortuna.
De todos os
encantadores monumentos, o que mais se sobressai foi feito pela natureza, o rio
Vez, rio que proporciona, a quem tem olhos de admirar, um espectáculo
inesquecível onde a sua praia fluvial, permite um maior contacto com ele, a fim
acolhedoramente marcar memoráveis recordações
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