|

PORTUGAL: ALTO MINHO -
DISTRITO DE VIANA DO CASTELO - CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ -
FREGUESIA DE ABOIM DAS CHOÇAS

A
Freguesia de Aboim das Choças está cerca de 10 Km a montante da
vila dos Arcos de Valdevez que é a sede
do concelho a que pertence. Com o rio Vez a banhar as suas terras é
inconfundivelmente uma das mais bonitas freguesias deste concelho arcoense. O rio Vez proporciona-lhe também uma
excelente praia fluvial. Esta freguesia tem cerca de 180 ha que se estendem
desde este citado rio, até aos montes de
Lamas e de Crasto. Aboim das Choças é atravessada pela EN.101, que estabelece a
ligação entre Arcos de Valdevez e Monção, passando pela Freguesia de Extremo.
Está delimitada a norte pelas freguesias de Padroso, Eiras e Portela; a
nascente por Álvora e Vilela; a sul por Sabadim e a poente pelas freguesias de
Mei e Eiras.
O abade da igreja paroquial era da
apresentação dos viscondes de Vila Nova de Cerveira.
Além da capela de S.
Pedro, no lugar das Choças, existe uma outra, na Quinta de Aboim, dedicada a
Santo António. Nesta casa esteve escondido o prior do Crato, que por aqui
contava com muitos apoiantes. Daqui, D. António fugiu para Viana ou Caminha,
donde embarcou para França.
"Em Terras de Valdevez",
José Cândido Gomes dizia que esta freguesia se compunha dos seguintes lugares: Egreja, Longra, Villar, Levandeira, Bouças, Chaços e Costa do Monte.
A Quinta de Sobreiro
merece o olhar atento de quem visita a freguesia. Esta freguesia prova a sua
antiguidade não só pelo topónimo Monte de Castro ou Castro de Vilar, onde
existem vestígios castrejos, mas também, posteriormente, provas da presença
romana com a descoberta de moedas em vasilha de barro, conforme se registrou na
publicação Conimbriga de Mário de Castro Hipólito referindo-se a tesouros de
moedas romanas.
Ainda a respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário
Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do
Tombo" diz textualmente:
«A primeira referência a esta
igreja encontra-se nas Inquirições afonsinas de 1258.
Informe-se neste documento que,
entre 1112 e 1128, D. Teresa fez doação da quarta parte da igreja de Santo
Estêvão de Aboim das Choças ao seu capelão, o presbítero Pedro.
No catálogo
das igrejas do território de Entre Lima e Minho, que o rei D. Dinis mandou
elaborar, em 1320, para determinação da taxa a pagar por cada uma delas, Aboim
das Choças, então denominada “Sancti Stephani de Avoim”, foi taxada em 80
libras, “cum prestimoniariis”.
Em 1444, a comarca
eclesiástica de Valença foi desmembrada do bispado de Tui, passando esta a
pertencer ao de Ceuta, até 1512. Na avaliação que o arcebispo D. Manuel de Sousa
mandou efectuar, em 1546, Santo Estêvão de Aboim figura com um rendimento de 40
mil réis.
No documento
elaborado para o efeito, o Memorial do vigário da comarca de Valença, diz-se que
a vigairaria confirmada desta igreja de Aboim, em dinheiro e pertenças, se
avaliava em 16 mil réis.
O Censual de
D. Frei Baltazar Limpo, na cópia de 1580 que o Padre Avelino Jesus da Costa
analisou para a elaboração do seu livro “A Comarca Eclesiástica de Valença do
Minho”, refere que “Sancto Estevão d’ Aboim” era da apresentação do visconde de
Vila Nova de Cerveira por doação já confirmada, que lhe fora feita por
padroeiros.
Segundo Américo
Costa, foi abadia da apresentação do marquês de Ponte de Lima.»
( Fontes consultadas:
Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos
Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas
do Século XXI, Terra de Valdevez e Montaria do Soajo).

|